Hey, babies! Voltay, bronzeada e com o fígado em pedaços depois de um fim de semana hardcore em Nova Almeida, que eu apelidei carinhosamente de Pontal de Areia, pois dessa vez saí da casa de Ariadna e conheci os novos horizontes daquele vilarejo com cheirinho de peixe.
Fui pra lá na sexta à noite, porque tinha show da Elba Ramalho na festa “do congo” e da fincada ou retirada do mastro, que eu nunca soube o que significa enfiar e tirar aquele pau todo mês. Interessante é que tem álcool, música e gente boni… é… tem gente.
Chegay na festa e já comecei a chapar, num deu duas horas recebi uma das minhas entidades, fomos buscar cerveja na casa de uma bee e eu vou te contar, minha gente, tivemos que subir uma escadaria tão longa, mas tão longa, que eu me senti subindo aquelas doze casas dos Cavaleiros do Zodíaco. Enfim, chegamos no palco, nos instalamos, me apaixonei pelo guitarrista da bandinha de forró e Elba entrou!

Bem bonita
A racha cantou, dançou, o show foi belíssimo, mas eu queria muito que ela cantasse “Amor com Café“, e gritava incessantemente pedindo isso, mas em vão, ela não me ouvia…
Resolvi mandar uma gay amiga minha ir pra perto do palco pedir a música, num deu meia hora eu vi o viado tentando pular a grade e subir no palco pra falar com a Elba, e quando não conseguiu, começou a gritar pra todo mundo ouvir: “Elba, sua racistaaaaaaaa”… lógico que ela estava possuída por alguma ministra, ELBA racista, gentchy? hahaha
Mas a sexta-feira não foi o dia mais conturbado, o babado foi sábado. Acordamos de ressaca e cagadíssimas, mas naquela manhã eu sabia: “A pomba estava encostada”.

Confesso que quase fui
Colocamos a sainha da Cyclone e descemos as quebradas pra beber no Bar da Sônia, pertinho da pracinha… cerveja vai, cerveja vem, surgiram umas gays diferentíssimas (uma muda, inclusive, mas que falava mal de TODO MUNDO, não me pergunte como)… anoiteceu, e aí o bicho pegou.
Primeiro parou um fusca com 5 negões ouvindo funk. Tava tocando “Minha vó tá maluca“, que eu ADORO. Pedi pro negão aumentar o som, aí pronto, foi a oportunidade pra ele começar a dar em cima. Eu me fazia de besta, claro, todo mundo aqui sabe o medo que eu tenho de negão, ainda mais CINCO.
Na hora que eles foram embora, me entram os 5 brutamontes no fusquinha, um deles me chama na porta e diz:
-”Então, vamos dar uma volta com a gente”
-”Mas não tem lugar pra mim”, respondi.
-”Nada, vem no meu colo…”

A sensualidade do homem Nova Almeidense
Vocês IMAGINEM o cagaço que eu senti! Cada prega do meu koo fez um B.O. na delegacia, prevendo os maus tratos que sofreriam. Eu, dessa finura, mais 5 negões, num lugar desconhecido, presa dentro de um fusquinha? Só iam depositar meus ossos na porta da casa de Ariadna no outro dia de manhã!
Sentei na minha mesa de novo, os negões tomaram seus rumos, e levantei pra pegar cerveja. Que eu volto, já tem mais dois sentados na mesa conversando com os meninos. Tá, fiquei na minha, pensando que fossem colegas deles… eis que um deles, BANGUELO, vira pra mim e fala:
-”Porra, tu é goxtosa, hein? Tô doido pra comer essa BOCETA” *pausa dramática*
Faz-me rir, né, a cacura só tinha 2 dentes na boca e teve a audácia de dizer que ia me comer, e como se não bastasse, ainda queria comer minha boceta, gente? Não dei confiança, falei que eu era sapatão e ele logo se afastou. Mas o outro ficou.
O outro não era feio não, meninës, juro que eu até pensei em fazer, mas ele começou a falar de me apresentar pra mãe dele, de ir num sei pra onde, melkoo, sei que terminamos a noite na casa de um quinto bofe que apareceu, bebemos até às 7 da manhã, fiz o boy e ainda dormimos lá!
Com o koo na mão, claro, porque esse negócio de “vai tomar dormindo” é moda em Nova Almeida, e pra me pegarem pra Monique no meio da noite, pouco custou.