Espetáculo gay no Carlos Gomes na próxima quarta


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Amanhã, quarta-feira (05/02), além de ser meu aniversário (#fikadika), haverá um belíssimo espetáculo no Theatro Carlos Gomes, em Vitória, tratando sobre a questão do ser gay.

O encontro entre dois homens, o sexo casual e – por que não? – algo mais que a casualidade são o começo, o meio e o fim do espetáculo Inabitáveis, duo de dança da companhia In Pares, que faz única apresentação gratuita nesta quarta-feira (05), às 19 horas, dentro do Projeto Verão no Theatro que acontece até o dia 23 de fevereiro no Carlos Gomes.

O desejo de abordar a homossexualidade já era um desejo do coreógrafo do espetáculo, o renomado Gil Mendes. “Eu queria abordar um tema que falasse da relação homoerótica. Acho que é o momento de falar sobre isso na dança”, afirma Gil com a experiência de 30 anos de carreira e ter idealizado coreografias para vinte e cinco espetáculos, entre dança e teatro.inabitáveis2

Após ler um artigo que discutia a condição dos “inabitáveis” (pessoas que vão a locais específicos em busca de sexo casual) ele encontrou seu tema. “A gente quer falar das relações que acontecem fora do olhar da sociedade” explica. Durante o processo de criação a abordagem, que seria mais crua, ganhou novos contornos. “No fundo rolou uma questão da afetividade no trabalho, de uma maneira não planejada. Surgiu o conflito e a afetividade. O conflito é algo que permeia a homossexualidade”.

Tratar da questão da homossexualidade através da arte é a oportunidade de levantar o debate sobre um assunto que ainda hoje gera tanta polêmica. “O tema é instigante. A gente esta em um momento de mostrar a sexualidade” acredita Luciano Coelho, um bailarino que divide a cena com Mauro Marques. Para ele, a delicadeza é um dos destaques do espetáculo. “Mostrar o assunto de forma poética, com cuidado foi fundamental. Por mais que esteja explicito, tudo é apresentado com naturalidade”.

Com um novo trabalho em processo de criação (Banzô inspirado na obra de Guimarães Rosa e com curadoria artística da baiana Cristina Castro) com previsão de estreia para abril, Gil, em nome dos meninos do In Pares deixa o convite para a apresentação desta quarta: “Nós queremos que as pessoas estejam lá, porque é um trabalho feito com carinho, dedicação e suor. E estamos falando de um tema que a gente gostaria que fosse mais e mais debatido” (FONTE).

Assista ao teaser da peça:

Acho que não preciso falar que é uma programação imperdível para quem gosta de espetáculos cênicos, para aquelas bichas que são mais cults, mais ligadas as artes, porque nosso estado é bem pobre de fatos culturais relevantes, por isso quando tem, tem que aproveitar. As críticas a peça estão bastante positivas, além disso o tema é viadice, aliás é pegação gay apresentada de forma lúdica, mais motivos para assistir. Se a senhora não for pela arte, pode ir pelos boys pelados, pronto! rs

SERVIÇO:
Espetáculo “INABITÁVEIS”
Quando: 05/02 – Quarta-feira, às 19 horas.
Onde: Theatro Carlos Gomes (como chegar aqui).
Quanto: DE GRAÇA! (retirar os ingressos 1 horas antes do espetáculo).

Eu sou hétero, mas deixo você chupar


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E a beesha prontamente ajoelha, chupa e sai do cantinho realizada contando pra todas as amigas da mesa sobre o boy que ela “fez”.

Fez?

Como se dá esse processo? Por que gays passivos/versáteis tendem a se submeter a esse tipo de relação ‘sem troca’, só pelo prazer em fazer sexo oral?

Ontem no Gepss discutimos um texto de Michel Foucault que falava sobre um filme japonês que havia sofrido censura na França, por conter imagens pesadíssimas de coprofagia, castração e sanduíche de buceta, e a castração acontece porque a personagem acha que o homem não é digno de ter um pênis, pois não sabia se beneficiar do prazer que ele oferecia (pense na loucura hahaha).

Enfim, numa das passagens, ele diz:

“Para os franceses (e aí eu, Max, incluo aqui todo o Ocidente, já que a cultura europeia é a base das outras culturas ocidentais), o sexo do homem é literalmente atributo do homem: os homens se identificam com seu sexo, e mantém relações absolutamente privilegiadas com ele.

Assim, as mulheres se beneficiam do sexo masculino unicamente em que esse direito lhe é concedido pelos homens, seja porque eles o emprestam ou porque o impõem a elas: Daí a ideia de que o gozo masculino está em primeiro plnano e de que ele é essencial”

GÊNIO!

Como as relações homossexuais, na maioria das vezes, são uma cópia da dinâmica heterossexual, vamos observar essa relação de “beneficiador” e “beneficiado” entre o ativo e o passivo, ou entre o hétero e a beesha que ajoelha e chupa sem receber nem um afago.

Aliás, não se enganem achando que isso é um resultado da falta de ativos, muitas MESMO com um peguete marcado chupariam um hétero São Sebastião se ele aparecesse no meio do caminho.

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Inclusive, me lembro de um comentário antigo que uma gay postou aqui no blog. Ela disse que estava no terminal esperando para se encontrar com o peguete, mas apareceu um cobrador de pau duro perto dela e, num rompante, ela foi capaz de fazer o cobrador gozar ANTES de pegar o próximo Transcol.

Se não é falta de ativo, então é o quê?

Exatamente o que falou Foucault: não é preciso que o passivo ou a mulher sintam prazer físico numa relação com um homem para que seja considerado sexo, importa é que esse homem goze e, como resultado, inicie e finalize o sexo.

Afinal, se o pau descer acabou a trepada, certo? Mas não deveria ser assim…

Agora eu como você, amor

Agora eu como você, amor

Entre as mulheres isso se dá de forma diferente, devido ao sexismo influenciar bastante a vida sexual delas, mas com as beeshas, que também são homens e se beneficiam da liberdade sexual masculina, é clara a superioridade e a importância do gozo do ativo sobre o gozo do passivo.

Sim, importância também! Quantas de vocês já ouviram amigas contando que treparam, não gozaram, mas mesmo assim o sexo foi maravilhoso? Você não vê um ativo dizendo que uma beesha larga o suficiente pra não fazê-lo gozar tenha sido um bom sexo. E por que não fala?

Porque a relação gay, no auge da sua heteronormatividade, não considera completo o sexo que não termina com o penetrador ejaculando, mas considera sexo (e satisfatório) aquele em que só esse penetrador ejacula.

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Tá na hora de vocês pararem de retroalimentar esses caras, meus amores, já passou da hora!

Sim... :'(

Sim… :'(

Exijam prazer recíproco, nem que seja um afago na sua cabeça, ou qualquer coisa além da famigerada mãozinha atrás do pescoço para evitar contato físico e não ferir a sua “heterossexualidade”.

Porra não é agradecimento.

Cunete está permitido!

ATENÇÃO! Cunete está permitido!

Tem que ter, tem que ter disposição…


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Tenho vários amigos hétero que já me perguntaram como satisfazer uma mulher, achando que existe algum truque ou macete pra esse tipo de coisa. O necessário para satisfazer, não só uma mulher, mas qualquer pessoa, chama-se: disposição. E toda vez que eu venho ao Rio, o que não me falta é disposição! Muito calor, algumas trovoadas, tempo livre e lá vou eu em mais uma das minhas aventuras…

Marquei um encontro via Facebook, afinal, conhecer pessoas nunca é demais. Como eu digo, network. Estava esperando um bolo, mas só ganhei um chá de cadeira. Tomei uma latinha pra dar aquela coragem e eis que ela aparece, toda falante e bem articulada, de início me intimidou. E o que podia fazer?? Precisava de território conhecido e nada como um barzinho pra meu me sentir em casa.

Estávamos sentados no barzinho e o dono do bar não tirava os olhos de mim, depois de duas ou três cervejas, ele se aproxima da mesa e solta: “você não tem 18 anos”. Oi? Como assim? Perguntei se ele queria provas e larguei minha identidade na mesa. Ele pega o documento, sai do bar, atravessa a rua e caminha até chegar num posto policial localizado na esquina. Nem me liguei e continuei entretida na conversa, quando de repente um PM aparece do meu lado! E eu achando que já tinha acontecido de tudo comigo, cinco anos se passaram desde a maioridade e a história sempre se repete.

Depois dessa cena, da vergonha do dono do bar e de algumas gargalhadas, minha disposição gritou novamente: “Será que já te embebedei o suficiente pra você ficar comigo?? E a resposta veio como tapa: “nem precisava disso”. Nessa noite, fiz um tour noturno pelas ruas de um bairro que ainda agora não sei o nome, entretanto isso pouco importa. A chuva veio, o alcool desinibiu e mais uma vez as cariocas botaram banca! Como nos versos cantados pelo Kid Abelha ♪ na rua, na chuva, na fazenda, ou numa casinha de sapê ♪

P.S: Eu não acredito em ativa/passiva, acredito em diversão!

Cobertura da Parada Gay de Vitória [2013]


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Olha aqui! Eu quero dizer pra vocês que todas deveriam me amar MUITO depois do esforço que eu tive que fazer pra ir na Parada Gay com o calor diabólico que estava fazendo!

Nem acreditei que tive forças de sair, porque no dia anterior fui pra Nova Almeida (de novo, não me conformei com a péssima experiência da última vez).

Lá bebi tanto que, além de ter sido abordada por um cigano que em vez de tentar ler as pregas da minha mão me falou sobre uma nova técnica cigana de leitura de pregas do edi, acabei de madrugada numa cama de solteiro com um boy que nem faço ideia do nome, apenas me lembro da sensação de girar, girar, girar e ter três orgasmos. Nada. mais. me. lembro.

Me arrumei toda por volta de 14 horas, e assim que botei o pé na rua cada fio da minha progressiva pediu arrego e num passe de mágica eu pulei de cosplay de Jessie J. para Gal Costa. Mas mesmo assim, fui, guerreira, prestigiar a luta LGBT.

Infelizmente

Por outro lado, o calor tem suas vantagens: A nudez é uma delas.

Absolutamente toda a Grande Vitória estava seminua, e se meus peitos de hormônio já estivessem grandes o suficiente com toda a certeza eu teria tirado a camisa e feito um protesto legislativo a la Indianara Siqueira.

Mas oportunidade é o que não vai faltar, APENAS ME AGUARDE, VITÓRIA, ME A-GUAR-DE.

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Eu em breve na Fernando Ferrari

Estava uma gracinha a parada, principalmente por causa da nova lei municipal aprovada em Vitorinha, que instaurou o dia contra a Homofobia e foi repetida o tempo todo em cima do palco.

Sim! O palestrante toda hora pegava o microfone e gritava: “A lei foi aprovada, se vocês sofrerem violência disquem 100”. Avisando aos homofóbicos que o bagulho ficou doido!

Como resultado, não vi violência, apenas uma correria louca na praia (e foi até poético ver aquela boiada estourando ao longe) que até agora não sei o motivo. Caso alguém saiba, favor me explicar nos comentários, pois eu vi uma fila de 20 policiais indo pra trás do palco e de repente o estouro de gente.

UPDATE: Informantes me disseram que havia um carro de som tocando funk atrás do palco e que a fila de 20 policiais foi, com toda a sua delicadeza, pedir pros meninos desligarem. Daí a confusão.

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Entretanto, também vi depoimentos de pessoas que passaram por isso:

“Gostaria de saber de fato qual esta sendo o objetivo dos Manifestos LGBT? Pois o que se viu em todas elas foi grupos de funkeiros reunidos e agindo de forma inadequada com algumas pessoas que simplesmente esbarravam neles.”

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… os funkeiros me trataram muito bem…

Ah! Outro ponto interessante eram as frases faladas por um menino no trio, super nonsense, seguem algumas das quais me lembro:

“Gay vivo não dorme com o inimigo”

“Vitória é sapatão!”

“Quem é de Feu Rosa grita agora!”

Entre outras que a Brahma não me permite lembrar. Mas era visível o constrangimento das pessoas na rua.

Eu só olhava assim pro trio:

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No mais, parabéns a todos os envolvidos. Nem tenho ideia do quanto deve ser desgastante promover um evento desse porte, e qualquer contratempo deve ser relevado diante do trabalho maravilhoso que eles fizeram. <3

Dali eu fui pra Rua Sete, no Centro, pra ver o samba.

Mas os homens estavam muito atacados, um me perseguiu por toda a rua quando eu fui comer, dizendo que queria “me atravessar”. E outro que, quando eu passei, simplesmente meteu a mão no meu peito e apertou! Cadê o cavalheirismo, minha gente?

Os boys tavam assim no evento:

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Seguem as fotos da cobertura. Mas antes de tudo, quero agradecer à Jéssica Telles pela maravilhosa homenagem ao desenho Pokémon, com seu cosplay de Cyndaquil!

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Separadas por um Professor Oak

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Cobertura completa no Moqueca Mídia, clique AQUI.

O perfil social de pegação nos banheiros da Ufes


downloadAi que título acadêmico! Mas é por uma boa razão: o post é uma pesquisa acadêmica, PUTAPURAMENTE CIENTÍFICA.

Sempre gostei de ler pichações de porta de banheiro, acho fascinante a dinâmica que rola ali, e os papos entre as gays sedentas pelos seus pênis de 23 centímetros (aliás, não é 20 e não é 24, é 23, especificamente).

E nessas minhas andanças, comecei a observar um padrão de pichação que variava, no caso dos banheiros da Ufes, dependendo dos prédios nos quais os banheiros estavam inseridos.

Comecei então a fazer uma pesquisa tirando fotos de todos os banheiros, desde os IC’s até o CT.

Pra quem não é do Espírito Santo, a Ufes é dividida em “centros”, têm os CEMUNIS que abrigam os cursos ligados à arte como Comunicação Social e Arquitetura, os IC’s (que abrigam os cursos mais científicos, da educação ou das ciências humanas ), o CCJE com as Ciências Jurídicas e Econômicas e o CT, o antro dos deliciosos das Engenharias.

images (1)Ah, tem o reino tão tão distante da Educação Física também, mas eu fiquei com medo de ir até lá porque disseram-me as más línguas da universidade que os banheiros da Educação Física são perigosíssimos para beeshas inexperientes, e que se você não ficar esperta é capaz de pisar numa armadilha no chão tal qual as pirâmides do Egito, ser alçada por 4 cordas de sadomasoquismo, e terminar com as pernas abertas à força. Um horror.

Eu tenho as imagens e tal, mas eu não vou postar aqui no blog, porque elas estarão no meu TCC e periga de alguma beesha muito malandra roubar as fotos e dizer que são dela. Não se pode dar bobeira nas ciências sociais, gatiras, elas fazem de um tudo pra publicar artigo.

Então, voltando à parte que interessa: Os banheiros!

Eu fui nos banheiros dos IC’s, CEMUNI’s, CCJE e CT, e através das imagens observadas eu percebi um comportamento típico de cada um deles.

Vale lembrar que os cursos dos CEMUNI’s são conhecidos por abrigarem a maior quantidade de gays da Ufes, afinal, lá estão os cursos que mais atraem beeshas: Comunicação, Artes e Arquitetura.

Salvo Desenho Industrial, reduto apelidado de Sapopotâmia, em homenagem à Mesopotâmia, porque quando chove formam-se duas lagoas em volta do prédio, que já é repleto de sapas naturalmente, então, do grego sapo – sapa / potamós – rio. A quantidade de sapas é tão grande que até um projeto para a construção de um estacionamento para caminhões já tramita na reitoria.

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Os IC’s:

Dentro dos IC’s as pichações mudavam de acordo com os cursos de cada prédio. Por exemplo, as pichações da Pedagogia, eram sempre relacionadas à marcação de encontros, sem referência explícita ao sexo. Depois fiquei sabendo que como o prédio da Pedagogia tem poucos homens, o banheiro do IC 4 (no segundo andar, pra ser mais certeiro) era o lugar que as gays já vão pro abate. É tipo o motel da parada, ninguém vai pra lá de bobeira, só pra fechar negócio.

No IC 1, onde ficam os cursos com mais héteros (Química, Física e Matemática) deslocados que não se dão bem no mundo cão das Engenharias, as pichações eram mais relacionadas a chupadas, sem oferecimento de ânus. Lógico, elas não são bobas nem nada e sabem que é muito mais fácil conseguir um boquete que uma trepada em banheiros com predominância de HT’s. Melhor um pau na mão que dois só mijando, certo?

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IC 2 e 3 a putaria é pansexual, ali vai de um simples e direto “quero cu” até um poema muito doce, em homenagem ao homem, em sua essência: “Que bicho bom é o bicho homem…”, uma lágrima rolou pelo meu rosto diante de tanto amor ao gênero masculino.

CCJE e CT’s:

Aqui a figura muda MUITO! Se nos IC’s a putaria era pansexual, aqui, reduto de cursos tradicionais e repletos de encubados e/ou homofóbicos, o perigo é constante, e desenhos de lâmpadas fluorescentes e frases de ódio aos gays dividem espaço com discretas e muitíssimo específicas mensagens de pegação, todas sempre terminando com a famigerada expressão: “Não sou e não curto afeminados”. Invariavelmente.

Não sou, e não curto, beleza, Fera... Ciclope, Jean Grey, Professor Xavier.

Não sou, e não curto, beleza, Fera… Ciclope, Jean Grey, Professor Xavier.

Talvez isso seja um reflexo dos próprios cursos, né? Tradicionais, de maioria masculina e machista, ser visto caminhando com uma gay efeminada pelos corredores é basicamente uma sentença de morte no que tange a possibilidade de pegar um daqueles alunos saborosos, com gosto de Ferrero Rocher sabor Whey.

CEMUNI’s:

P-U-T-A-R-I-A total!

imagesO prédio das Artes então é uma viagem por um pornô gravado de dentro de um cogumelo alucinógeno. Pirocas, bucetas, cus e frases filosóficas são entremeadas por mensagens carinhosas sobre cus já comidos naqueles banheiros: “Gabriel, Xº período, cu de apito”, li por lá.

… ATÉ EU, da espécie Passivora passiflora, fiquei curiosérrima pra ver este cu que apita, confesso.

O que mais se difere aqui é a disparidade que existe no que é exigido para rolar a pegação. Não se fala em tamanho de pênis, em ser ativo ou passivo, masculino ou não, as mensagens se destacam pela originalidade.

Aliás, algumas são tão artísticas que você não sabe se o viado tá querendo pica ou transcreveu alguma passagem de Hilda Hilst, de tão complexas!

Entrava lá e me sentia nessa propaganda:

É isso, mas e vocês de outros estados ou outras faculdades, já observaram como acontece a comunicação via recado de porta de banheiro, ou têm mais o que fazer e não são perturbadas como a Max, que quer analisar tudo?

Guest Post – As encubadas merecem respeito!


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BAFÃÃÃÃÃO!

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Esse post precisa de trilha sonora:

Antes de postar o e-mail da beesha, eu quero dizer que existe um problema de interpretação que ocorre toda vez que eu falo sobre encubados aqui no blog. Não, eu não tenho nada contra encubado, eu tenho contra quem pode deixar de ser encubado, mas permanece no armário por conveniência.

Não respeito essas pessoas, e não adianta pagar de ativista pro meu lado. Você é um parasita na luta LGBT, e usufrui dos direitos adquiridos por nós assumidos. Calado você já tá errado, impondo respeito você é uma piada.

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Você vai ser respeitado quando admitir que ser discreto não acrescenta em nada na causa gay e que a não-expressão da sua sexualidade produz genocídios diariamente contra gays que a expressam.

Afinal, ser discreto retroalimenta o desejo da sociedade de tamponar a homossexualidade (lembrando que “discreto” aqui se refere APENAS a esconder sua sexualidade, dar pinta não é a única forma de expressão da sexualidade. Você pode ser masculino como o He-Man e ainda assim se expressar).

Você vai ser respeitado quando se tocar que ser “discreto” é uma coisa, mas ter orgulho de esconder sua sexualidade e de passar incólume sob os olhos da homofobia é um desrespeito aos anos de luta dos LGBT.

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Incólume jamais!

Porém, o texto do nosso amigo é sobre encubados que são encubados por obrigação, seja família, emprego, religião ou violência do bairro onde mora, são pessoas que queriam muito poder se assumir, mas não podem.

Por VOCÊS eu tenho o prazer de lutar por uma sociedade que estar armário nem seja uma possibilidade. Tá? <3

Segue o texto:

Eu não sou assumido e também não sou efeminado. Percebi durante muitas postagens e também nos comentários, uma certa raiva com quem está no armário.

É sobre isso que eu queria falar, ASSUMIDOS VS ENRUSTIDOS. Se não me engano acho que até teve algum post sobre preconceito de gays contra gays (devo ter lido há muito tempo, se não foi no blog, me desculpe), mas do ponto de vista do preconceito que os assumidos/efeminados sofrem dos enrustidos/discretos. Eu concordo que essa discriminação existe, e que parece haver um abismo entre os dois grupos, mas eu não acho que quem é assumido vê o lado de quem tá no armário.

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Um dos motivos que grande parte dos enrustidos não suportam assumidos/afeminados é o amor que eles tem de chutar pra fora quem tá no armário. Cada um tem seu tempo e suas circunstâncias. Não dá pra impor uma decisão que foi boa ou funcionou pra você pra todo mundo.

Cansei de ver assumidos entregando enrustidos em festas, no trabalho, na faculdade, em mesa de bar. Um ex-namorado meu foi expulso de casa, porque um vizinho assumido contou pros pais dele que ele era gay.

Não entendo porque fazer isso, às vezes até parece que quem é assumido esqueceu que um dia também esteve no armário. Como querer reclamar de uma sociedade que não te entende, se você não tá se dando o trabalho de querer entender quem é igual a você? Ou nem ao menos se por no lugar?

Engula, beesha!

Engula, beesha!

Eu sei, dá pra querer dizer que o inverso também é válido. Porque o enrustido também não entende quem é efeminado? Aí já é diferente. O enrustido está em negação e na maioria das vezes ele não aceita a condição que tem, quanto mais aceitar a de outro.

Poxa, dá pra realmente querer condenar alguém que está tentando fugir da rejeição, do sofrimento e do preconceito? Ainda que se diga que não dá pra fugir pra sempre, mas como já disse, cada um tem seu tempo e suas circunstâncias.

Muitas vezes vejo pessoas que eu sei que são gays, sendo homofóbicos em adiantamento quando chega um efeminado, meio que como uma forma de defesa, ou pra tentar ao máximo disfarçar e o cara efeminado não sacar qual é a dele. Todo mundo sabe que é assim que funciona, aparece uma pintosa na beira dos enrustidos e eles todos ficam desestabilizados e em estado de choque.

Pode ter alguém que discorde, mas isso contribui muito para a homofobia (todo mundo sabe que a maior parte dos homofóbicos gosta da fruta). Eu acho que esse abismo entre assumidos e não assumidos é muito mais sério que o abismo entre a comunidade GLBT e a sociedade

Por que se os iguais não se põem uns nos lugares dos outros e se respeitam, como exigir que quem é diferente vá fazer?

É a mesma história de homofobia internalizada? É! Mas se vocês parassem com essa putaria eu não teria motivo pra falar, né?

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Guest Post – Eu quero um namorado. Mas preciso de um?


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Vamos trabalhar, minha gente! Olha, eu até faria um BCG sobre esse meu fim de semana (que começou quarta-feira), mas eu juro pra vocês que a minha reputação seria reduzida a zero se eu contasse o que aconteceu.

E digo mais, tem tudo a ver com o post, porque ao contrário do nosso leitor de hoje, eu pretendo namorar em breve, então, para não estragar a minha relação com o meu boy, prefiro que nem ele, nem vocês, saibam o que eu fiz nesse fim de semana.

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Vamos ver o que ele tem pra dizer?

As partes em itálico foram retiradas DESSE LINK.

Passamos nossas vidas guiados – e muitas vezes cegados – por nossas emoções. Uma das mais fortes é o desejo. O desejo está ligado à satisfação. Não só à sexual, mas também a pessoal. Quando um desejo, uma ambição, uma meta é alcançada, temo um breve momento de gozo pessoal e logo esse prazer é substituído por outro desejo.

O desejo obsessivo é reflexo da intensidade e da frequência das imagens mentais que o desencadeiam. Como um disco riscado, fica repetindo o mesmo Leitmotiv. É uma polarização do universo mental, uma perda de fluidez, que prejudica a liberdade interior. Alain escreveu: “Este amante desprezado, que se contorce sobre a cama em vez de dormir e que medita sobre vinganças terríveis. O que sobraria da sua ferida se ele não pensasse mais sobre o passado e sobre o futuro? Este ambicioso, ferido no coração por um fracasso, onde procurará ele sua dor, senão em um passado que ressuscita e em um futuro que inventa?

Para a maioria, esse desejo de ter alguém ao lado não é concretizado de maneira tão repentina. Alguns de nós passamos anos sem alcança-lo, e é aí que mora o perigo: A obsessão.

Estudos indicam que diferentes regiões do cérebro e diferentes circuitos neurais estão em ação quando “queremos” alguma coisa e quando “gostamos” dela. Isso nos ajuda a compreender pelo qual, quando nos acostumamos a sentir certos desejos, tornamo-nos dependentes deles – continuamos a sentir a necessidade de satisfazê-los mesmo quando já não gostamos do sentimento que provocam. Chegamos ao ponto de desejar sem gostar, desejar sem amar. No entanto, podemos querer ser livres da obsessão, que machuca porque nos compele a desejar aquilo que não nos agrada mais. Podemos, também, amar alguma coisa ou alguém sem necessidade desejá-los.

É preciso fazer uma varredura mental e averiguar o que nos leva à essa obsessão. A necessidade de se sentir amado? A suposta segurança? Se sentir amado?

Obviamente são motivos válidos, mas não é mais fácil lidar com esse buraco vazio do que o tapar com uma tábua/tapume? (Péssima metáfora, entretanto o que interessa é a mensagem ser passada). Não, não é mais fácil porém é o certo a se fazer? Certo?

Certo?

Bom, isso só você pode responder.

Há também a questão das prioridades. Parafraseando o que diz uma amiga: Nós curtimos e compartilhamos o status da UFES da Depressão sobre a quantidade de matérias que estamos reprovados ou de final, mas se estivéssemos num relacionamento, como seria? Se você não deu conta das matérias do semestre, como você pensar dar conta de um relacionamento?

É um exemplo que vale para as mais diversas situações.

Mas, se assim como eu, você prefere ignorar tudo isso: boa sorte.