Mais de um ano após o Supremo Tribunal Federal legalizar a união estável de homossexuais, a cidade de São Paulo teve 720 registros entre casais do mesmo sexo. Os dados são do Colégio Notarial do Brasil – Seção São Paulo (CNB-SP), o levantamento foi feito em 26 cartórios do total de 32 existentes na capital.
A decisão do STF oficializou a união e fez a relação homossexual ser tratada como um tipo de família. Os casais gays passaram a ter o direito de receber pensão alimentícia, herança e serem incluídos em plano de saúde do companheiro, além de poder adotar filhos, fazer inseminação e registrá-los em seu nome.
Entretanto, meus caros, esses números não significam um aumento de registros. Pelo contrário, houve uma redução de 19% no registro pela união estável em um ano. No 26.º Cartório de Notas, que fica no Centro de São Paulo, o número de registros de união estável foi menor após a oficialização. Entre maio de 2010 e abril de 2011 o cartório registrou 221 contratos de união estável homoafetiva. Já no período entre maio de 2011 e abril de 2012, foram 179 documentos.
A comissão de juristas que discute a reforma do Código Penal no Senado aprovou nesta sexta-feira a proposta que criminaliza o preconceito contra gays, transexuais e transgêneros. Lembando que o texto ainda precisa ser votado pelo Congresso.
Segundo o procurador regional da República e relator do anteprojeto, Luiz Carlos Gonçalves: “Queremos criar uma cultura de respeito, a despeito das diferenças”.
A proposta também criminaliza o preconceito contra mulheres e baseados na origem regional. Estas modalidades de preconceito, assim como a homofobia, ficam igualadas ao crime de racismo, que é imprescritível e inafiançável.
A comissão de reforma do Código Penal volta a se reunir nesta segunda-feira (28/5), para analisar temas como a descriminalização do uso de drogas e a criminalização do bullying.
Entre muitas ações que rolaram ao redor do mundo, durante as comemorações do dia Internacional de Luta Contra a Homofobia, o estado do Rio Grande do Sul passou a frente e assinou, pela primeira vez no Brasil, decreto que institui a carteira de nome social para travestis e transex. Essa realidade ainda não é possível nos outros estados do Brasil. O governador Tarso Genro também instituiu o Comitê Gestor dos Direitos Humanos, que irá cuidar, entre outros, dos direitos de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais (LGBT).
Durante o ato, o governador do estado entregou simbolicamente o documento para a travesti Simone Rodrigues (à direita na foto). A Carteira de Nome Social funciona como um documento de identificação, válido para serviços públicos, onde será impresso o nome feminino pelo qual são conhecidos socialmente.
O documento vem pra somar, o retorno de muitos travestis e transex afastados das escolas pelo constrangimento ao se apresentar em público é o principal foco desta ação. “Muitas travestis são profissionais do sexo. Na hora da abordagem na rua, é um constrangimento ter de mostrar um documento que não condiz com a imagem. Na saúde, quando se pede às atendentes para ser chamada por um nome feminino, elas não tem a sensibilidade. Nas escolas também”. Alerta Marcelly Malta.
O secretário da Segurança Pública, Airton Michels, informou ainda que 730 novos policiais civis e os mais de 2 mil policiais militares que estão na academia receberão formação específica sobre a aceitação do documento e os direitos LGBT. “Isso é apenas o início para que o preconceito e a intolerância sejam extirpados do nosso Estado”, afirmou.
O presidente da Associação Brasileira de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais (ABGLT), Toni Reis, acredita que trata-se de uma grande conquista para os indivíduos transgêneros e que a ideia precisa ser seguida por outros estados.
“Se a pessoa se sente A ou B, ela deve ser respeitada neste sentido. Isso promove a inclusão e é importante pelo respeito à dignidade humana e à questão do gênero”, aprova.
1 – Chile, a embaixada do Reino Unido amanheceu com a bandeira da diversidade sexual. 2 – Manifestantes na Índia. 3 – Casais se beijam em frente à prefeitura em Montevidéu, Uruguai. 4 – Em Cuba, Mariela Castro, filha de Raúl Castro, se junta a manifestantes em Cienfuegos. 5 – Casal em ato contra a homofobia na cidade de Coimbra, em Portugal. 6 – Mordaça em protesto contra a repressão a homossexuais na Geórgia. 7 – No Paraguai, casais homossexuais se beijaram em lugares de grande circulação. 8 – Vigília com velas na Índia; ativistas protestam contra violência a homossexuais. 09 – Manifestantes exibem bandeira gigante na capital da Nicarágua.
Foi em 17 de Maio de 1990 que a Assembleia Geral da Organização Mundial de Saúde decidiu retirar a homossexualidade da sua lista de doenças mentais. Sendo este um marco muito importante na defesa dos direitos LGBT, esta data foi estabelecida como o Dia Internacional de Luta Contra a Homofobia e a Transfobia.
Traduzindo, ser gay deixou de ser doença.
Com o lema “Homofobia tem cura: educação e criminalização”, aproximadamente mil pessoas se reuniram (16/05) na Praça dos Três Poderes em Brasília para a 3ª Marcha Nacional contra a Homofobia. Entre as principais reivindicações da comunidade estão: a distribuição do kit contra a homofobia e a aprovação do projeto que criminaliza atos discriminatórios contra homossexuais, além de políticas efetivas de combate à homofobia nas escolas, campanhas governamentais de enfrentamento à homofobia e promoção do respeito à diversidade sexual e o fim da influência dos parlamentares fundamentalistas nas decisões do governo.
Ao redor do mundo, diversas pessoas fizeram manifestações, mesmo que singelas, nessa data tão importante. Ir as ruas ou até mesmo debater o assunto entre amigos, meus caros, corrobora a força do poder popular, neste caso, da comunidade LGBT em prol de melhor condição de vida para nós. Somos poderosos, temos voz! Movimentamos fortemente a economia, influenciamos a moda, a música e o cinema, e acima de tudo somos humanos, merecemos respeito.
“Todavia, as políticas públicas em defesa das pessoas LGBT não são suficientes nem eficazes na redução da violência homofóbica, que inclui assassinatos de gays e lésbicas, violência moral e os preconceitos no trabalho e nos meios de comunicação.
O Brasil não conta com nenhuma instituição pública nem um projeto específico contra as ocorrências de crimes por homofobia e violência, seja física ou simbólica”, assinala o relatório lançado ontem pela Associação Internacional Lésbica, Gay, Bissexual, Trans e Intersex (ILGA, por suas siglas em inglês).
“Nesse sentido reforçamos a necessidade de combatermos JUNTOS todas as atitudes e práticas excludentes, racistas, homofóbicas e discriminatórias para que possamos construir um mundo colorido baseado no respeito às diferenças e no apoio-mútuo”, afirmam os organizadores da Marcha Nacional.
É claro que essas coisas não acontecem de uma hora pra outra, isso requer tempo, requer luta, requer nunca se esquecer do orgulho de ser quem você é. Sabe por quê? Porque somos bonytãns, somos rycãns e arramos na buatchy! Parabéns pra você, mulher de corpo, alma e coração! Parabéns pra você, sapa-delícia-solteira a procura! Parabéns pra você trava linda que arrasa nas passarelas da vida! Parabéns pra senhora que agora pode juntar os trapos com seu boy magia! Parabéns pra você, Max passiva! Parabéns pra mim! Ain, tô emocionada…Chega.
Abaixo um vídeo da comissão capixaba (1:18) que viajou até Brasília para participar da Marcha:
Começou por volta das 10h30, o seminário “Diferentes, mas iguais” sobre o projeto de lei, PLC 122, que criminaliza a homofobia. O encontro foi uma iniciativa da senadora e presidente do Senado, Marta Suplicy e está sendo realizado no Auditório Petrônio Portela do Senado.
O seminário ocorre na véspera da 3ª Marcha Nacional contra a Homofobia, que vai acontecer em Brasília no dia 16 de Maio. Durante o evento, a ABGLT (Associação Brasileira de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais ) entregará aos senadores documento pedindo a aprovação do PLC 122.
Temas como o papel do Estado na construção de uma sociedade de respeito à diversidade; políticas positivas de combate à homofobia e aspectos constitucionais e legais da criminalização da homofobia, serão discutidos durante o evento. Haverá ainda testemunhos de vítimas de homofobia e seus familiares.
O seminário foi aberto pelo presidente da ABGLT, Toni Reis, que citou exemplos do Chile, que no mês passado aprovou a criminalização da homofobia (após o assassinato de um jovem homossexual); e da Argentina, que em 2010 aprovou o casamento entre pessoas do mesmo sexo, e destacou também a declaração do presidente norte-americano, Barack Obama, de apoio ao casamento gay.
Segundo Suplicy: ”Agora, não só a Europa, mas também a Argentina e outros países vizinhos avançam neste tema e na proteção da diversidade. E o Brasil caminha para trás, um país que deixou, por 16 anos parado na Câmara dos Deputados, projeto que regulamenta a união civil entre pessoas do mesmo sexo e há dez anos não consegue levar a voto de maneira bem sucedida, projeto que trata de direitos humanos e respeito à cidadania, não é um país que está somente parado e, sim, retrocedendo na questão dos direitos humanos”.
Marta Suplicy ressalta ainda que a sensibilização dos parlamentares só vai ocorrer, porém, com mobilização cívica, na medida que as pessoas entenderem que os direitos humanos estão sendo desrespeitados e que as agressões estão se tornando cada vez mais violentas. A senadora acredita que a maioria dos cidadãos brasileiros não concorda que um cidadão homossexual seja vítima de preconceito e lamentou que isso não esteja se refletindo em ações concretas.
Fonte: http://migre.me/95F0V e http://migre.me/95F1P
A Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE), sob demanda pautada pelo Coletivo Estadual de Diversidade Sexual (SINDIUPES), preparou para maio, mês da grande Marcha Contra Homofobia, um jornal mural especial com dados específicos sobre a causa LGBT no Brasil. Clique aqui para ler
O material traz informações sobre o Dia Internacional Contra a Homofobia (17 de Maio), a organização da III Marcha Contra a Homofobia (16 de Maio), a PLC 122 (projeto de lei que criminaliza a homofobia no Brasil), Brasil e Políticas Públicas, além das estatísticas.
É claro que tod@s estão sabendo do concurso Miss ES Gay 2012, que vai rolar hoje no Cerimonial Platinum às 23horas. Já separei o vestidinho de festa, mesmo sabendo que não farei sucesso, com esse monte de garot@ bonita que vai estar lá.
Pras bunitãns de plantão, o amigo Renan Rilton e o bar Chica Chiclete estão disponibilizando uma mesa vip, com 4 lugares, para a primeira pessoa que enviar seu nome completo para o email: iza.zkx@gmail.com
Here we go…
PROMOÇÃO ENCERRADA! Parabéns, Cleyton Rodrigues da Costa.
Bom, depois de todas as notícias tristes que recebemos desde o início do ano, TOD@S estão convidadas a participar da Audiência Pública ”Homofobia e políticas públicas para LGBT”. São presenças confirmadas: o Deputado Federal Jean Wyllys e o Coordenador do Programa Rio Sem Homofobia, Claudio Nascimento. O evento acontecerá dia 27 de abril de 2012, as 14horas , na Assembléia Legislativa do Espírito Santo
A audiência é uma realização da Comissão de Cidadania e de Direitos Humanos da ALES em parceria com o Fórum Estadual LGBT do Espírito Santo. Logo após a audiência, será realizado em frente a Assembleia o III Ato Público Estadual Contra a Homofobia e todas as formas de violência.
Agora é a hora de mostrarmos a nossa indignação e nosso desejo por mudança. Vamos as ruas lutar pelo nosso direito de ser igual e pedir justiça pela morte de nossos amigos.
…Que hoje tem Top Drag na Chica Chiclete vocês já sabem, néam? Mas o que vocês não sabem é que eu e a Izaaa seremos juradas do evento esse ano, não é bafo?!
Então, quero ver todas as amigas das participantes por lá, me dando bebidas e maços de Derby prata pra conseguirem um lugarzinho vip no meu coração e uma possível (eu disse POSSÍVEL) nota boa.
1 – Oculofilia: Excitar-se com os olhos de outras pessoas e chegar ao orgasmo tocando, lambendo e/ou passando seus órgãos sexuais na região ocular. É aquele tipo de fetiche que você não sabe nem como investir, né!? Chega na balada, vê a gatinha:
- Oi, tudo bem? Posso dar uma lambida no seu olho?
2 – Flatofilia: Em termos leigos, flatofilia nada mais é do que ter tesão por peidos. Isso mesmo, a pessoa flatófila se excita ao escutar, cheirar e(ou) apreciar gases. Geralmente existem mais homens com esse tipo de fetiche e se excitam quando suas parceiras peidam perto dele, nele ou para ele sentir prazer sexual ao ouvir, sentir o cheiro ou ver outras pessoas (ou a si mesmo) soltando pum. Ao pesquisar pra escrever esse post, fiquei sabendo do Marcão, cheira peido.
3- Furtiling: consiste em se sentir excitação ao penetrar (com os dedos) genitais recortados de uma foto ou desenho. Segundo um amigo, esse fetiche é um dos melhores, já que você nem precisa conversar.
Menos complicação e mais prazer!
4 – Infantilismo: também conhecido como autonepiofilia, consiste no no desejo ou excitação do indivíduo em usar fraldas, chupetas e tudo que se remete à bebês. Pessoas que têm esse fetiche também sentem prazer sexual em ser tratadas como crianças por adultos. Não deve ser confundido com pedofilia, pois sua prática não envolve sexo com crianças, mas sim o desejo de ser uma. Em geral, os infantilistas têm prazer em sentir-se como bebês, usando para tal objetos deste universo.
5 – Microgenitalismo ou Microfilia: Pode ser sentir atração por órgãos sexuais muito pequenos, outra definição, é que seja um fetiche imaginário, onde o tamanho de um personagem é menor que o seu correspondente em tamanho natural. A pessoa fantasia ser um pequenino e ficar à merce dos caprichos de um(a) gigante(a).
6 – Macrofilia: o oposto à microfilia, ou seja, sentir atração por genitais extremamente grandes ou sentir-se dominado por algo gigantesco. A fantasia do Macrófilos ou Giantess tem diferentes vertentes, mas todas tratam basicamente do ato de submeter ou ser submetido à vontade, desejo, capricho de outro e ser dominado (ou dominar) de uma maneira incondicional. Macrofilia é o desejo e fascinação por gigantes. Os Giantess gostam de mulheres grandes, demonstrando dominação e poder, enquanto o homem quer ser submisso.
7 – Misofilia: fetiche que envolve a extrema excitação por sujeira, seja por meio de cheiro, manipulação de lixo ou roupas sujas e até mesmo ao ver alguém muito sujo. O indivíduo se sente excitado se cheirar, mastigar ou realizar outra ação com roupas sujas, suadas ou com artigos de higiene menstrual.
8 – Furry Fandom: atração sexual por pessoas vestidas de animais. Gostar ou apreciar o tipo de arte com personagens antropozoomórficos que no caso, possuem caracteristicas e personalidade de animais e humanos juntas.
9- Teratofilia: sentir prazer sexual ao ver pessoas com algum tipo de deformidade. Teratofilia pode ser definido como uma atração pelo irregular nos padrões naturais, tanto em forma quanto em dimensões.
10 – Coprofilia e Coprofagia : atingir o orgasmo no contato ou na ingestão das fezes do parceiro. Excitação erótica motivada pelo cheiro, visão ou contacto com excrementos humanos. Isto ocorre naturalmente em algumas espécies de animais, como cães, gatos. Relata-se também tal prática em seres humanos, porém sob a categorização de patologia de ordem psíquica, ou desvio sexual. Em práticas de dominação sexual, a pessoa dominante por vezes, pode defecar sobre seu escravo, não só no corpo mas como também no rosto ou até dentro de sua boca obrigando-a até a ingerir suas fezes.
Um cartaz de divulgação da Parada Gay de Maringá provocou a revolta na Igreja Católica por estampar a foto da Basílica Nossa Senhora da Glória refletindo a explosão de um facho de luz com as cores do arco-íris. A Igreja solicitou a retirada do cartaz das redes sociais e de sites que defendem a causa gay.
O arcebispo dom Anuar Battisti chegou a declarar que a catedral não é apenas um símbolo de Maringá, mas também da fé da maioria dos moradores da cidade. “Respeitamos a diversidade, mesmo às vezes não concordando com o modelo de comportamento”, afirma o religioso.
Levantamentos feitos pelo movimento gay de Maringá registram 38 agressões contra LGBTs nos últimos 12 meses, sendo duas delas assassinatos de travestis.
Entretanto, toda essa história teve um final feliz. Durante a reunião ocorrida na manhã de terça-feira (17) ambas partes cogitaram a criação da Pastoral da Diversidade pela igreja paranaense.
“Dom Anuar nos disse que a preocupação maior deve ser contra a violência e não contra o movimento. Ele ficou comovido e nos deu um indicativo para a criação da Pastoral da Diversidade em Maringá”, afirmou Modesto.
Caso a pastoral seja criada, será a primeira iniciativa oficial da igreja para trabalhar diretamente no combate a homofobia. “Para as pessoas que entenderam o cartaz como provocação, eu peço desculpas sinceras. O objetivo maior era criar um diálogo sobre o assunto.
O arcebispo se declarou aberto à discussão e dispostos a falar sobre os problemas enfrentados pela comunidade gay na região. A parada gay de Maringá está agendada para o dia 20 de Maio.
Essa é a postura que se espera da igreja diante do assunto, abertura para discussão e não apenas negação sem conhecimento prévio sobre o assunto. Que mal tem em sentar em conversar?
Morre lentamente quem não muda de marca, não se arrisca a vestir uma nova cor ou não conversa com quem não conhece.
O lançamento da campanha pelo casamento civil igualitário, acontece hoje. Bruno Chateubriand e André Ramos serão os mestres de cerimônia do evento, que contará também com a participação do deputado federal Jean Wyllys e da deputada federal Érika Kokay, coautores da Proposta de Emenda Constitucional.
Na ocasião, serão apresentados, pela primeira vez, os vídeos oficiais com depoimentos de destacados artistas que apoiam a causa, como: Arlete Salles, Zélia Duncan, Ivan Lins, Mariana Ximenes, Ney Matogrosso, MV Bill, Gutta Stresser, Sérgio Loroza, Tuca Andrada, Cláudio Lins, Preta Gil, Sandra de Sá, Lan Lan e etc.
A campanhaé um movimento apartidário e plural que busca expressar e mobilizar o apoio de diversos setores da sociedade brasileira à proposta de emenda constitucional que legaliza o casamento civil entre pessoas do mesmo sexo.
“Nós aprendemos muito com o processo nos países onde o casamento igualitário foi aprovado e o debate em cada um deles mostrou que, quando o tema deixa de ser silenciado, os argumentos contra a igualdade caem. Vamos a vencer essa luta que fará do Brasil um país melhor, mais justo e mais civilizado. Como disse o cineasta Luiz Carlos Lacerda, o Brasil não pode perder o bonde da contemporaneidade”, finaliza o deputado.
Às 22h, ao mesmo tempo em que serão projetados no evento, os vídeos também estarão online no site oficial da campanha, para quem quiser assistir desde qualquer lugar do Brasil e do mundo. Também será lido o abaixo-assinado e os nomes dos artistas que já aderiram á campanha, como Caetano Veloso, Chico Buarque, Cauã Raymond e Sônia Braga, entre outros. A partir de sexta-feira, 13, começarão a ser recolhidas as assinaturas através da internet.
Na última terça-feira (3), o senador Magno Malta defendeu o pastor Silas Malafaia, afirmando que o pastor vem sendo perseguido pela militância gay. O senador foi além e disse que estão tentando criar um verdadeiro “império homossexual” no Brasil.
(Essa desculpa já tá ficando chata, sabia?)
“Se você não aluga seu imóvel para um homossexual, ou não aceita o ato afetivo de um casal gay, pega sete anos de cadeia. Se demite ou não admite um homossexual na sua empresa, cinco anos de cadeia. Eu posso não alugar minha casa para um negro, eu posso demitir um portador de deficiência, eu posso não admitir gestos afetivos de um casal heterossexual na porta da minha casa e pedir que eles se beijem em outro lugar, longe dos meus filhos. Mas, se eu fizer isso com um casal homossexual, um simples boletim de ocorrência me levará para a cadeia”, declarou o senador.
(Não disse? O mesmo disco arranhado!)
Durante o discurso de Magno Malta, o senador Lindbergh Farias (PT-RJ) também saiu em defesa do pastor Silas Malafaia. Segundo ele, a fala de Malfaia foi ”tirada de contexto” e o pastor não queria incitar a violência física. “Acho que estão agindo com intolerância contra Malafaia”, declarou.
(E eles estão sendo muito tolerantes mesmo…)
Frente ao posicionamento do senador, a coordenadoria nacional LGBT do PT se manifestou em nota à imprensa condenando a atitude de Lindbergh. “Para a perplexidade da militância petista e de todo o movimento social LGBT brasileiro, assistimos ao senador Lindbergh Farias, do PT, possuidor de uma bela trajetória de esquerda, de defesa da juventude, da população negra, dos pobres, se somar a Magno Malta na defesa de Silas Malafaia”, diz a nota.
Para a coordenadoria LGBT do PT, a fala do senador Lindbergh “se torna ainda mais grave por ignorar e desconsiderar o debate sobre o PLC 122 [projeto de lei que criminaliza a homofobia em território nacional], que é a interdição dos discursos que incitam a violência utilizando-se do pretexto da liberdade religiosa”.
Eu só gostaria de deixar explícito a minha inveja sobre a genialidade do Magno Malta. É sério, a estratégia dele é brilhante. Levante a bandeira da pedofilia, lute pelo futuro das criancinhas e faça uma lavagem cerebral no povo brasileiro. Magno Malta encabeça lista de senadores com mais faltas sem justificativa Tempo pra falar bobeira ele tem, agora pra cumprir a agenda…
Representantes do Brasil, da Argentina, do Paraguai e do Uruguai – os quatro membros do Mercosul – assinaram na última quinta-feira, dia 29, em Buenos Aires, uma declaração conjunta de repúdio a todos os atos de violência contra a população LGBT. O documento apresentado durante a 21ª Reunião de Altas Autoridades em Direitos Humanos e Chancelarias do Mercosul e Estados Associados (Raadh) foi uma proposta da ministra da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República, Maria do Rosário, e vai na contramão das atitudes tomadas pelo Governo Federal com relação a comunidade gay no Brasil. Na declaração, os quatro países ainda se propõem a adotar, dentro das respectivas legislações, “políticas públicas contra a discriminação de pessoas em razão de sua orientação sexual e identidade de gênero”.
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