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Babado, Confusão & Gritaria [Edição Dia das Mães]

14/05/2012

Gatiras, cheguei agora da rua, não tive aula. Mas pudera, viram como está o trânsito em Vitorinha? Tudo alagado, e eu dentro do Transcol me sentindo a Britney Spears no clipe de I’m a Slave 4 U, só que em vez de boy magia, um monte de marvãn, trabalhador braçal e vendedora da Riachuelo.

Sexta-feira fui ao Rock na Ufes, e o rock foi mágico como sempre, aliás, o Rock na Ufes está voltando aos seus bons tempos, só gente agradável, bem vestida e bonita… é… com exceção da “Monstra do Carone”. Nunca falei sobre ela aqui porque pensei que o nível de feiúra dela fosse uma impressão só minha. Mas não, as pessoas inventaram diversos apelidos para o rostinho demoníaco da bee.

Apelidos como Bebê de Rosemary, Corcunda de Notre Dame, Vômito de Sopão da Maggi e até de Alien versus Predador.

Eu chamo de Monstra do Carone porque a vejo toda sexta-feira à noite no supermercado, enquanto eu compro minha Cantina das Trevas habitual. O rosto dela possui uma desproporcionalidade de enlouquecer qualquer um, eu imagino a quantidade de porrada que aquelas pessoas com Transtorno Obssessivo Compulsivo dariam na cara dela, na tentativa de organizar os órgãos daquela face.

Vocês podem estar pensando que eu sou maldosa e muito preconceituosa, mas não digam NADA sem antes ver a Monstra do Carone, qualquer argumento é inválido diante da imagem! E vale lembrar que ela não tem Síndrome de Crouzon pra justificar a peculiaridade dos traços.

Pois bem, o rock correu muito bem, apesar dos sustos que tomava com as bombinhas que os guardas jogavam nos cantos escuros para espantar os crackeiros. No fundo eu estava amando tudo aquilo e me sentindo numa festa de São João. Eis que uma racha hétera começa a dar em cima de mim, me elogiando horrores e passando a mão nas curvas sinUÓsas do meu corpo. Ela disse assim:

- Eu acho que todos os homens héteros deveriam ser como você!

Hahaha! Eu mereço? Imaginem só o pandemônio que seria o planeta se todos os homens usassem as mesmas roupas e maquiagens que eu uso, a Avon seria uma multinacional mais rica que a Nike!

Enfim, voltei acabada, dormi às 7 de manhã de sábado e acordei às 7 da manhã de DOMINGO, pra vocês perceberem o estrago. Fui pra casa da minha tia comemorar o Dia das Mães, mas o Dia das Mães numa família como a minha nunca é um almoço fofinho com as avós e todo mundo indo embora às 5 da tarde.

O pau quebra, a gente bebe mais do que come e o almoço na verdade é uma grande panela de tira-gosto. Às vezes eu penso que não teria como eu ser diferente, o fruto nunca cai muito longe da árvore. No final do dia, já tinha duas tias com os peitos de fora falando da plástica que querem fazer, minha mãe descabelada dançando na boquinha da garrafa e eu vomitando a casa toda igual a menina do Exorcista.

Juro que batizei uns 5 cômodos com uma vomitada só, sou muito exagerada, as pessoas não sabem se tô passando mal ou recebendo algum caboclo.

Caboclo ou não, só digo isso:

E o fim de semana de vocês? Foi gostosinho como o meu ou ficaram em casa coçando a perereca e ouvindo Adele?

Babado, Confusão e Gritaria [Edição Dia do Trabalho...sujo]

01/05/2012

Invoquei a carta da Valesca Popozuda

É, meninas, esse feriado me tombou. Fiquei longe do blog por uns dias, mas o Dé e a Izaa, como sempre, levaram muito bem o site.

Sexta-feira fui pro rock na Ufes porque fazia muito tempo que não aparecia lá e, vou te contar, apesar do público estar a mesma gracinha de sempre, ultimamente a quantidade de marvans está muito maior em relação aos anos anteriores. Juro que aquela estradinha na frente do Metrópolis me lembrava os burgos da Idade Média, só faltavam as barraquinhas vendendo plantas, ervas e outras substâncias da medicina alternativa.

Engraçado mesmo foi quando eu estava andando e, de repente, um boy pegou na minha mão e falou: “Oi, tudo bom?”. Como ele aparentava ser mais um hétero me confundindo com uma bissexualzona do hardcore, engrossei a voz e falei: “Oi, como vai você?”.

O rapaz arregalou os dois olhos, e disse: “Ué, porque você tá falando oi comigo? Eu não falei com você!”… enquanto segurava minha mão! hahaha, eu aguento? Dei de as costas e continuei meu rock.

Mas nada demais aconteceu naquele dia, a parte boa vem agora:

Domingo fui num churrasco na casa do meu primo, até aí tudo bem, bebemos como loucas e eu, inocentemente, ainda planejava aparecer no Miss Gay à noite. O problema é que eu não contava com o poder de uma bebida mais diabólica que Big Apple e Cantina das Trevas: O PISCO!

Dizem os estudiosos que é uma “cachaça de uva”, mas eu acho que eles colocaram foi a Pomba-gira engarrafada ali dentro. Viados, quando eu bebi aquilo, incorporei mais demônios que a Emily Rose. E realmente, o nome “pisco” tem tudo a ver com o que acontece com o edi da gente depois de beber a tal bebida chilena.

Às 19 horas me deu um fogo no koo de ir para o Miss Gay, chapada do jeito que tava. Me despedi da minha prima Fonoaudióloga com Mestrado em DJ e subi as escadas do prédio pra começar a me maquiar pra sair. Porém, lá em cima, na frente do espelho, cadê que eu conseguia fazer meu olho preto perfeitamente delineado?

Na minha cabeça eu tava arrasando no Julia Petit lifestyle, terminei, saí do apartamento, que eu olho no espelho do elevador, tava A CARA da menininha do tutorial de maquiagem “elabolada”:

Claro que não fui pro evento, né? Se bem que eu poderia alegar que estava com uma maquiagem vanguardista, que nem as bee’s fashionistas que borram metade da cara com sombra preta e acham que são uma das Angels da Victoria Secret.

Fui pra casa, dormi, e na segunda fui beber no famoso bar de Santa Mônica, é, aquele mesmo que o velhinho queria se casar comigo. Enchemos o caneco, lidamos com mais uns boys exóticos e um bêbado que caiu 37 vezes subindo os dois degraus que tinha na calçada… bêbado esse que foi embora DE BICICLETA e deixou um maço de Derby na mesa do bar.

Vamos combinar que até mesmo o Derby está os olhos da cara, e era óbvio que ele não ia voltar. Então, fiz a Haydeé, joguei minha echarpe na mesinha e levei o Derby pra Chica, linda, sensual e criminosa.

Na Chica, rock vai, rock vem, nos cansamos de ficar na boate, que estava mais lotada de viado que o Cerrado Brasileiro, e partimos para a praia a fim de gastar o álcool antes de chegar em casa.

Sentamos numa das escadinhas, mas um morcego começou a nos atacar. Saímos correndo como desesperadas pela orla e sentamos numa outra escadinha… até que…

Uma voz atrás de mim diz:

- Hey, vocês, aqui!

Max diz:

- Oh meu deus, tem alguém aqui? (enquanto virava lentamente a cabeça)

Avistei um ser amorfo, de peruca torta e meio agachada no chão, ao lado de uma figura masculina com as calças arriadas. O ser amorfo disse:

- Tem como vocês me darem licença pra eu fazer uma coisinha?

Quem não conhece?

Que eu me toquei e as imagens de formaram, BEE’S! O ser amorfo estava agachado pagando um bola-gato pro boy que, com seu pinto totalmente pra fora, olhava pra nossa cara como se estivesse fazendo exame num Urologista, na maior naturalidade!

Saímos todas correndo novamente em direção a Chica, enquanto o ser amorfo voltou a fazer seu trabalho e o boy não esboçou nenhuma reação. Aliás, eu acho que ele era um boneco de cera, não mexia UM MÚSCULO!

Best Friend

O pior é que eu entendo, do jeito que ele estava duro, todo o sangue do corpo estava no pinto, era se mexer e morrer de falta de oxigenação no cérebro.

Confesso que fiquei chocada e ao mesmo tempo tentada a analisar o grau de dureza daquela estrutura, mas vocês entendem, néam? Não é nada pornográfico, era apenas meu instinto de cientista curioso.

Babado, Confusão & AMEAÇA!

18/02/2012

Queridas, estou embasbacada com a Chica! Está mudada, e para melhor! Colocaram piso em toda a área externa, o bar foi posicionado agora em frente à cabine do DJ e o palco foi colocado naquele canto preto onde só ficavam as beeshas Dalits, dançando e bebendo sozinhas.

Quem não foi, perdeu, André K-lçada arrasou demais com os remixes da Whitney, dá uma olhadinha no vídeo:

Maneiro, né?! Mas isso já era de se esperar, a gente conhece a Chica o suficiente pra saber que ela só sai pra fechar negócio. O que eu não esperava foi o seguinte…

O show das drags começou, o primeiro foi (daquela que não se pode falar o nome), dublou I will always love you, BE-LÍS-SI-MA, bati palma, dublei junto e quase chorei.

Depois entrou Jéssica Telles, uma outra drag (Que o álcool não me deixa lembrar o que elas cantaram) e por fim, *BOOM*, a drag que foi a fonte do meu problema… mas não sei o nome dela…

Enfim, ela dublou “It’s not right, but it’s ok“,  e vocês estão pensando: “Foda, Max, deve ter sido arrepiante”…

Dublagem tão boa quanto de novela mexicana

Deveria ter sido se a drag não tivesse interpretado a música errado. “It’s not right, but it’s ok” é uma música de revolta e superação, a mulher foi traída, tá falando tudo na cara do marido! É hora de se rasgar em câmera lenta, não de ficar segurando a barra do vestido e rodando como se estivesse cantando “Vou de Táxi“, da Angélica. Essa música não é pra fazer a bonita em cima do palco, é pra fazer a recuperada, a que deu a volta por cima, e pra isso você precisa rasgar o koo com a unha, no começo, e sorrir no final.

Enfim, olhei pro lado e comentei isso com um pessoal que estava perto de mim, e no meio desse grupo tinha um amigo (agora não mais) e maquiador de duas das drags que estavam lá em cima. Ele começou a dizer “você tá falando mal porque não faz melhor”, “sobe lá e faz melhor”.

Invocação do Exu Maria Navalha

Respondi que fazendo melhor ou não, eu era CLIENTE da casa e tinha TODO o DIREITO de gostar ou não das apresentações, e realmente, o mínimo que uma drag deve saber ao subir no palco é o que a sua música quer dizer, tô certo ou tô correto, gente?!

A gay se exaltou e mandou a seguinte frase: “Ah é? Então só porque você criticou eu vou falar pra (aquela que não se pode falar o nome) onde você mora, pra ela ir na porta da sua casa te dar um pau!”

DESSE JEITO, fiquei com medo, ainda mais com ele sabendo que a drag nunca teve uma boa relação com o blog, pra ele falar alguma coisa no camarim, deixar (aquela que não se pode falar o nome) nervosa e comprar briga a troco de nada, pouco custa.

Mas eu, fina e não habituada com esse comportamento de periferia, fui direto no Magno Procter contar o bafão, ele foi super fofo comigo, me confortou, disse que ia resolver e… tô achando que cabeças vão rolar…

Babado, Confusão e Gritaria [Edição Canal 505]

13/02/2012

Eu vou contar pra vocês, não é porque é Open Bar não, mas essas festas de bebida liberada da Canal 505 são as mais divertidas de Vitória! Toda vez que vou lá chego em casa todo sujo, igual aquelas criancinhas da propaganda do Vanish Poder O2. E nós sabemos que quanto mais sujo você chega de um rock, MELHOR ele foi!

Antes de ir pra lá fui beber tequila e jogar PlayStation na casa do meu ex-peguete, e de lá pra casa da minha prima, que mora pertinho do Triângulo. Saí de lá umas 23:30 e marquei com as outras primas de nos encontrarmos no postinho, partimos pra Canal.

Chegamos lá, entramos, as horas se passaram, ficamos bêbadas e eu resolvi ir lá fora, sempre curto dar uma volta lá em cima pra bater um papo com o pessoal gente boa da portaria. Uma bee passou e perguntou o seguinte:

- Max, por que você sempre anda com essa bee de alargador? (falando da Anwar)

- Que bee, gente?

- Essa daí do seu lado!

- Do meu lado? Menine, ela não é bee não, é meu Yorkshire!

Mágico! Anwar saiu possessa e esbravejando que iria se vingar, mas logo voltou, e começamos a subir a ladeirinha de novo, eis que outra bee nos chama:

- Hey, psiu, você que é o Max?

- Sim, sou eu, por quê?

- Ah, ótimo, é com você mesmo que eu quero reclamar! Cheguei aqui pensando que fosse Open Bar, e quando vejo só tem cerveja, suco gummy e caipirinha?! Cadê as opções de drink?!

- Oi? Mas não é isso que está escrito no flyer?

Uma fotinha da animação do evento

E um basfond se iniciou, mas a promoter, finíííssima, foi lá e logo resolveu todo o babado. Depois fiquei pensando com Anwar:  a gay pagou 35 reais numa festa Open Bar e queria beber o quê? Red Label, Red Bull e Chandão Baby?

Enfim, fomos dançar, e diga-se de passagem, o Dj da área externa arrasa DEMAIS quando toca Ivete, Funk e samba de raíz, porque cerveja, piscina, o canal delicioso jogando aquele ventinho delícia, cheio de coliformes fecais… Tem que ter um samba, tem que ter uma baixaria!

No final da noite as gays se jogaram na piscina, menos eu, porque sou uma mulher bem criada… porra nenhuma, gente, a verdade é que se eu ousasse cair lá dentro, sairia tanto produto tóxico do meu rosto que eles teriam que interditar a piscina com uma plaquinha daquelas escrito “Bioharzard”.

Voltamos pra casa, em casa esqueci de tirar a maquiagem do olho, do rosto, nem tirei a lente, dormi do jeito que cheguei… Resultado: Acordei o satanás! Eu vou ser sincera com vocês, bee’s, pra casar comigo tem que ter muito amor no coração, porque tem dias que eu acordo parecendo aqueles zumbis do Walking Dead, na moral, mamãe acordou mais cedo pra beber água e quase enfartou quando me viu saindo do banheiro.

Só passo um batom e saio

Domingo acordei com fogo na perereca, tinha que sair de qualquer jeito. Marquei com Anwar de bebermos na pracinha de Cogayral, compramos duas Cantinas das Trevas e lá ficamos vendo a vida passar. Me deu vontade de fazer xixi, fomos andando até o postinho, quando chegamos lá, quem a gente encontra? REX & cia.

Já sentamos, bebemos mais, e dali fomos para o 20 Te Cantar, é, aquele karaokê de Gaivotas. Cantei uma musiquinha e fui lá fora fumar, aí que vem o grande bafo.

Perto do banheiro tinha uma mesa com um cara bem mais velho e uma mulher nova, eu, inocentemente, pensei: ”ah, que legal, pai e filha bebendo juntos!”.

De repente surgiu uma negona, de umas 7 arrobas, lá no portão, com fogo nas ventas e apertando o passo em direção à mesa do “pai e filha”.

A negona catou a menina pelos cabelos e puxou tanto que eu pensei que fosse arrancar o couro. Derrubou mesa, xingou de vagabunda, piranha, quebrou o casco, e logo todo mundo percebeu: O véio não tava com a filha, mas sim com a AMANTE!

Eu fiquei louca! Já tinha se tornado meu lugar preferido, e ainda começaram a cantar Whitney Houston lá dentro, pronto, me derreti.

Tomamos nosso rumo pra casa do pessoal amigo do Rex, porque o Rex mesmo já tinha vazado há horas. Pegamos um táxi, e dentro do táxi estávamos falando sobre pinto pequeno, que eu achava uma falta de respeito o boy aparecer com o pênis do tamanho de um dedo polegar e tal. O taxista se exaltou e falou: “O homem não é feito pra dar prazer, é feito para se reproduzir”… Silêncio sepulcral, mas como a Max não vale nada, soltou:

- Oi? Só pra se reproduzir? Mas ele sente prazer se reproduzindo, e o prazer da mulher?

- Isso você só pode reclamar com deus.

- Uhum, tá boa, muito machista de sua parte super-valorizar seu orgasmo em detrimento do prazer da mulher, como se ela fosse um depósito de porra.

Mas na verdade mesmo eu queria dizer: “O PAU PEQUENO SE DOEU”.

Bebemos na casa do pessoal e voltamos pra casa… os detalhes sórdidos desse “voltamos pra casa” eu prefiro deixar em off para preservar o pouco de dignidade que me resta em Vitorinha.

Babado, Confusão & Gritaria [Viagem a Pontal de Areia]

23/01/2012

Hey, babies! Voltay, bronzeada e com o fígado em pedaços depois de um fim de semana hardcore em Nova Almeida, que eu apelidei carinhosamente de Pontal de Areia, pois dessa vez saí da casa de Ariadna e conheci os novos horizontes daquele vilarejo com cheirinho de peixe.

Fui pra lá na sexta à noite, porque tinha show da Elba Ramalho na festa “do congo” e da fincada ou retirada do mastro, que eu nunca soube o que significa enfiar e tirar aquele pau todo mês. Interessante é que tem álcool, música e gente boni… é… tem gente.

Chegay na festa e já comecei a chapar, num deu duas horas recebi uma das minhas entidades, fomos buscar cerveja na casa de uma bee e eu vou te contar, minha gente, tivemos que subir uma escadaria tão longa, mas tão longa, que eu me senti subindo aquelas doze casas dos Cavaleiros do Zodíaco. Enfim, chegamos no palco, nos instalamos, me apaixonei pelo guitarrista da bandinha de forró e Elba entrou!

Bem bonita

A racha cantou, dançou, o show foi belíssimo, mas eu queria muito que ela cantasse “Amor com Café“, e gritava incessantemente pedindo isso, mas em vão, ela não me ouvia…

Resolvi mandar uma gay amiga minha ir pra perto do palco pedir a música, num deu meia hora eu vi o viado tentando pular a grade e subir no palco pra falar com a Elba, e quando não conseguiu, começou a gritar pra todo mundo ouvir: “Elba, sua racistaaaaaaaa”… lógico que ela estava possuída por alguma ministra, ELBA racista, gentchy? hahaha

Mas a sexta-feira não foi o dia mais conturbado, o babado foi sábado. Acordamos de ressaca e cagadíssimas, mas naquela manhã eu sabia: “A pomba estava encostada”.

Confesso que quase fui

Colocamos a sainha da Cyclone e descemos as quebradas pra beber no Bar da Sônia, pertinho da pracinha… cerveja vai, cerveja vem, surgiram umas gays diferentíssimas (uma muda, inclusive, mas que falava mal de TODO MUNDO, não me pergunte como)… anoiteceu, e aí o bicho pegou.

Primeiro parou um fusca com 5 negões ouvindo funk. Tava tocando “Minha vó tá maluca“, que eu ADORO. Pedi pro negão aumentar o som, aí pronto, foi a oportunidade pra ele começar a dar em cima. Eu me fazia de besta, claro, todo mundo aqui sabe o medo que eu tenho de negão, ainda mais CINCO.

Na hora que eles foram embora, me entram os 5 brutamontes no fusquinha, um deles me chama na porta e diz:

-”Então, vamos dar uma volta com a gente”

-”Mas não tem lugar pra mim”, respondi.

-”Nada, vem no meu colo…”

A sensualidade do homem Nova Almeidense

Vocês IMAGINEM o cagaço que eu senti! Cada prega do meu koo fez um B.O. na delegacia, prevendo os maus tratos que sofreriam. Eu, dessa finura, mais 5 negões, num lugar desconhecido, presa dentro de um fusquinha? Só iam depositar meus ossos na porta da casa de Ariadna no outro dia de manhã!

Sentei na minha mesa de novo, os negões tomaram seus rumos, e levantei pra pegar cerveja. Que eu volto, já tem mais dois sentados na mesa conversando com os meninos. Tá, fiquei na minha, pensando que fossem colegas deles… eis que um deles, BANGUELO, vira pra mim e fala:

-”Porra, tu é goxtosa, hein? Tô doido pra comer essa BOCETA” *pausa dramática*

Faz-me rir, né, a cacura só tinha 2 dentes na boca e teve a audácia de dizer que ia me comer, e como se não bastasse, ainda queria comer minha boceta, gente? Não dei confiança, falei que eu era sapatão e ele logo se afastou. Mas o outro ficou.

O outro não era feio não, meninës, juro que eu até pensei em fazer, mas ele começou a falar de me apresentar pra mãe dele, de ir num sei pra onde, melkoo, sei que terminamos a noite na casa de um quinto bofe que apareceu, bebemos até às 7 da manhã, fiz o boy e ainda dormimos lá!

Com o koo na mão, claro, porque esse negócio de “vai tomar dormindo” é moda em Nova Almeida, e pra me pegarem pra Monique no meio da noite, pouco custou.

Babado, Confusão & Tiroteio na Píer 27

11/12/2011

Acorday! Numa ressaca do cacete, mas com as memórias de ontem ainda frescas na cabeça.

O que foi aquilo ontem na Gaiola das Popozudas, Braseeeeel?! Vou contar na ordem cronológica porque o bafo aconteceu só no final da noite e a festa não pode se resumir só a ele.

Cheguei por volta das 23 horas, o lugar eestava lotado e público não me parecia muito mal-encarado, inclusive, eu tava adorando aquela mistura de boys HT’s, com bee’s pintosas e rachas de sainha da Cyclone. Entrei.

Bebi, conversei com as leitoras, não sofri homofobia e achei a segurança um luxo, até às 4:45 da manhã.

Eu olhei pro Mildo e falei assim: “QUERO IR EMBORA!”. Mildo, muito interessado pelo show da Valesca, que realmente estava ótimo, falou para esperarmos até o show acabar para irmos, entretanto, um bafão começou a surgir no segundo andar.

Soltaram o Meteoro de Pégasus

No momento exato que a Valesca cantou o refrão “Traz a bebida que PISCA!”, vinhádos, literalmente trouxeram o que ela pediu: começou a CHOVER garrafas de vidro do segundo andar, chover mesmo, parecia uma chuva de meteoros vindo do céu!

Até então eu não tinha visto nada, mas senti uma gotinha gelada cair na minha cabeça, olhei pra cima, e uma enxurrada de vodca começou a cair, depois uma garrafa quebrou do meu lado! E Valesca correu como o vento daquele palco, só vi a bunda colorida dela passando abaixadinha em direção à porta lateral!

Pensei: “Gente, se VALESCA correu, o que eu tô fazendo aqui ainda?!” Me movi em direção à porta, que estava fechada! Em todas as áreas abertas começaram a cair garrafas de vodca, baldes de alumínio e até uma MESA DE FERRO! Ficamos todos presos na única área protegida perto do bar enquanto as pessoas desciam as escadas rolando, seguranças passavam com paus e marvans gritavam lá do alto… até que.. TRÁ!

Pareceu que dispararam dois tiros lá na área VIP! Bee’s, as pessoas se espremiam naquela área como se tivessem dado um tiro de escopeta dentro do 507 lotado! Imagine só, a confusão acontecendo e você não poder sair?! Consegui descer as escadas, achando que pudesse me livrar daquilo sem levar uma bala perdida.

Imaginem isso... só que DENTRO da boate!

Lá embaixo, parecia que estavam dando uma casa de praia na Bacutia pro primeiro que batesse o sino pendurado do lado de fora da boate, eu nunca vi tanta gente desesperada tentando sair! E nunca vi tanto marvan junto passando em fila indiana. Pensei: “Fodeu, bebês, vão descer 15  marvans com fuzil fazendo uma chacina aqui embaixo, e eu tô até vendo quem eles vão escolher pra dar o primeiro tiro… ÓBVIO, a gay andrógina que confundiu a cabeça deles desde o início do rock!

A quantidade de rachas chorando e desmaiando era tão grande que mais parecia o Dia do Arrebatamento, e se fosse, já tinha me conformado em ficar pra bater um papo com os Cavaleiros do Apocalipse. Sem contar os boys com a cara sangrando e o pescoço cortado (navalhaaaa!) que logo me fizeram pensar que tinha trava envolvida na história. De repente, MAIS DOIS TIROS aparentemente foram disparados do lado de fora da boate, e começaram a chutar o portão de fora pra dentro.

Vitorinha nunca mais o/

Vou te contar que nem no show da Britney teve tanta disputa pra ver quem passava pela gretinha primeiro! Prenderam todo mundo lá dentro e só saía quem pagasse a comanda… mas como pagar a comanda se o caixa era de frente pro portão de madeira? Qualquer tirinho naquele portão acertaria alguém lá dentro!

Os ânimos se acalmaram, umas 8 viaturas estacionaram na frente da boate e eu consegui pagar minha comanda e sair… juro que a cara das pessoas quando saíam mais parecia daqueles reféns de assalto a banco, todo mundo com blusa de frio enrolada no corpo e aquele olho arregalado que nem gato no escuro. UM HORROR!

Vale ressaltar que nada disso foi culpa da Massa Cult ou da organização do evento, não bebês, eles não podem proibir ninguém de entrar num evento, isso é crime. Mas eu avisei que anunciar na Tropical Jovem Mix não ia dar certo… ninguém confiou na minha intuição de mulher sagitariana, deu no que deu.

Mas fica a pergunta… alguém sabe o motivo da briga? Testemunhas oculares que estavam no olho do furacão disseram que foi briga entre gangues rivais, isso procede?

p.s.: Sabe o que mais me chocou? Como eles conseguem, com uma briga, destruir a boate INTEIRA em menos de 2 minutos, gentchy? Tem curso de vandalismo pra isso?!

UPDATE: Me lembro de ter visto muita gente filmando o bafão, se alguém tiver o arquivo (ou o link do Youtube) e quiser me passar, pode enviar para max_babadocerto@hotmail.com :)

Babado, Confusão & Gritaria [Edição Biocalourada]

27/11/2011

Gentchy, acabei de crer que sou imortal, essa última noite me provou isso.

Ultimamente eu não estou postando o BCG porque eles estão cada vez mais pesados e eu tenho medo de acabar com a minha rePUTAção contando pra vocês. Esse eu vou contar porque tem suas partes engraçadas, mas nada que faça vocês me amarem menos.

Saí de casa lá pelas 15 horas e fui em direção à Ufes pra encontrar cá minha amiga sapatão às 16. Até aí tudo bem, fomos pra calourada, enchemos o koo de cerveja, dançamos, demos bafão, mas nada que interessa aconteceu na calourada.

Deu umas 20 horas e eu comecei a ficar tonto, sabe aquela sensação horrorosa de quando você bebeu demais e por mais que você se concentre, a porra do planeta não pára de girar? Pois é, eu tava assim.

Resolvi ir embora porque eu não sou obrigada a servir de assunto pras fofoqueiras da chatuba. Fui pro ponto de ônibus, acontece que eu tava tão chapada que em vez de ir pro ponto em direção à Vila Velha, fui parar em Jacaraípe! E o pior é que eu não tinha nenhuma noção disso, continuei andando pelas ruas achando que estava no Ibes.

Agora que vem a parte terrível da história: Comecei a sentir muito sono, simplesmente DEITEI dentro de uma moita numa pracinha e dormi! Inclusive, quem já dormiu bêbado em lugares inusitados sabe que aquele é sempre O MELHOR sono da vida da gente hahaha.

Não sei por quanto tempo eu dormi, mas de repente uns três caras começaram a tentar me acordar, educadamente, educados até demais, se é que me entendem. Acordei, e eles perguntaram pra onde eu tava indo, respondi que estava indo para Vila Velha, eles começaram a rir e me ofereceram uma carona.

Não tinha muita opção, né, bee’s, aceitei. Entretanto, o único lugar do Brasil onde as pessoas oferecem carona e realmente te levam pra onde você quer, é Viçosa! Óbvio que eles não me levaram pra Vila Velha, fui parar numa casa de praia num lugar que parecia ser aqueles lados de Praia Grande e Nova Almeida, sabe?

Nessa casa tinha bebidas, drogas, umas 4 pessoas, mas a única coisa que eu bati o olho e me joguei foi na cama! E como homem não vale nada, um dos caras achou que eu tivesse ido pra lá com a intenção de dar um cruzo, QUE AUDÁCIA! Eu mal conseguia falar, quem dirá sensualizar pra dar uns pegas em alguém!

Só que eu já tinha dormido um pouco, meu cérebro tava começando a voltar ao normal e eu perguntei onde eu tava, como fazia pra voltar pra casa e tal… o cara veio me falar que só ia me levar pra casa se eu… é… vocês sabem…

Cheguei assim, tava bem, até.

Ah, sem hipocrisia, bebês, tava bêbado, tinha feito a chuca, o cara não era feio, tinha camisinhas na bolsa… não custava nada fazer em troca de uma carona, tem gente que já fez por muito menos hahahah.

Fui chegar em casa às 7 da manhã, sem marcas de violência e totalmente sóbrio… mas sabem aquela sensação de ressaca moral que dá na gente essas horas? Aí vira e mexe a gente pensa no que fez no dia anterior e acorda sobressaltado, com aquele frio na barriga, e a sensação de “porra, tô fodido”!

E vocês, queridas, como se divertiram nesse fim de semana? Fiquei sabendo que o Open Bar da Canal 505 bombou, é verdade?

Max in Rio [Parte 2 de 2]

03/10/2011

Rá, agora que começam os bafões, porque eu não fui embora no dia seguinte, eu ainda estou aqui e com uma puta vontade de permanecer até a parada gay de Copacabana.

No sábado acordamos de noite e já começamos a montação pra ir pro Cine Ideal. Mas primeiro, tínhamos que ir pra terra da Transcarioca Luana da LAPA… que lugar goshtoso, e humilhante, tanta bill bonita junta que você se sente o Quasímodo do Corcunda de Notre Dame.

Só gente bonita e exótica

Infelizmente, não encontramos aquela linda dessa vez, e então partimos pra buatchy que, diga-se de passagem, já estava lotada às 11 da noite!

Lá na frente tinha uma drag transtornada com um megafone gongando as bee’s na entrada, mas o que me deixou louquíssima meishmo foram dois boys vestidos de médico anunciando uma festa de terror que acontecerá no próximo mês. Por pouco não forjei um AVC no meio da rua só pra ser atendida por aquelas beldades. Entramos…

Bebi aquele open bar como uma desesperada e logo catei alguém, tsá, fiz caridade, a barbie tinha um corpão, mas a cara, meu deus, se tivessem botado fogo e apagado com um tijolo ela seria mais bonita. Rá, pasmem, a barbie era atchyva! Acreditam? Eu pensei que não existissem mais bombadas atchyvas no Braseel… tive que pegar, afinal, esses espécimes raros devem ser valorizados, é tipo animal em extinção, quem garante que meus netos vão ter a oportunidade de ver isso no futuro?

Minha amiga passiva que sofreu, tadinha, enchi a camisa branca dela de Cantina das Trevas…

Depois me veio outro boy, esse era mais bonitinho, e se dizia ativão, que ia fazer e acontecer, mas não tirava a mão da minha neca! Eu fiquei chocada, mas bem que eu tava curtindo, Cantina da Serra sempre me deixa numa vibe mais sapatão. Subimos, descemos, escorreguei na escada homofóbica DE NOVO, e fomos embora. Aí que vem a parte tensa…

No caminho pra Praça XV, onde ficam as barcas, pegamos um busão e, quem já pegou ônibus aqui no Rio sabe disso, os motoristas de madrugada andam rasgando as ruas, deixam as portas abertas e não tão nem aí se você tá em pé e não consegue segurar no ferro… pois é, demos sinal. Na hora de descer eu fui inventar de dar um close de Mary Poppins e pulei do ônibus em movimento.

Vinhádo do céu, eu pulei na direção CONTRÁRIA da que o ônibus estava andando, resultado, só deu Max rolando uns 20 metros rua afora! Me quebrei toda, mas tava tão bêbada que a minha única reação foi a de baixar no chão e rir compulsivamente. Minha amiga já tava ligando pro SAMU com medo de eu ter entrado de cabeça debaixo da roda do ônibus, mas quando viu que eu estava intacta, danou a rir também. Passei por uma experiência de quase morte.

No outro dia, acordamos de noite de novo, e eu, com o olho preto todo borrado, o quadril doendo, os braços todos ralados e um chupão gigantesco no pescoço, sobre o qual eu prefiro nem comentar (só porque eu não me lembro hahaha). Mesmo assim partimos pra famosa 1140, em Jacarepaguá!

Agora você imagine a procissão que foi pra conseguir encontrar a maldita Praça Seca? Pegamos mais um ônibus com o motorista locão à 120 por hora e chegamos na boate. Eu vou te contar que eu não imaginava que as gays fossem tão animadas, porque a boate estava até cheia pra um domingo.

Tem que ter charme pra dançar bonito

Lá dentro é uma gracinha, tem área com MPB e sinuca pras sapas, tem duas pistas pop e uma pista que só tocava funk e axé! Pra onde a Max foi? No axé, claro, dançar É o Tchan no Rio de Janeiro, não tem preço!

Me acabei de dançar, vimos o show da Suzy Brasil e descemos pra fumar, lá embaixo encontrei duas leitoras do Babado Certo, e eram cariuócas, acreditam? Uma delas, inclusive, disse que o blog é até conhecido por aqui, achei o máximo!

Dei uns pegas num boy que eu mal vi o rosto e quando deu umas 5 da manhã o dj começou a expulsar as fim de festa. Fomos embora, e cadê que a gente sabia como voltar daquele lugar? Fomos parar em Madureira, depois pegamos um ônibus pra Alvorada e de Alvorada conseguimos parar aqui na Praça XV de novo, nessa brincadeira foram 5 horas de viagem debaixo de chuva.

Chegay em casa com o cabelo igual da Valéria Vasquez, nem dormi ainda e vou te contar, é tentador saber que domingo tem parada gay em Copacabana e vamos embora amanhã… ou não…

O que vocês acham? Devo ficar pra fazer a cobertura completa da parada?

Babado, Confusão & Gritaria [Edição Serra Dourada II]

15/09/2011

De dourada não vi nada, sabe...

SIM! Essa semana o babado, a confusão e a gritaria começaram mais cedo! Fui abduzida e levada pra um churrasco em Serra Dourada 2, que de dourada só tinha as obturações nos dentes das ciganas que passavam vendendo quebra-queixo.

Fazendo a geógrafa: Serra Dourada é um complexo de bairros de Serra, são três no total, nos quais a numeração é inversamente proporcional à violência do local… qué dizê, Serra dourada 1 é apocalíptico, Serra 2 é meio que a Rua Augusta em São Paulo, são grandes das chances de surra de lâmpada fluorescente, e Serra 3 é quase a floresta da Branca de Neve, só faltam os animaizinhos te mostrando o caminho.

Pois é, fui pra Serra Dourada DOIS, porque eu gosto de perigo, mas não sou suicida. Saí da prova de Fisiologia e peguei o transca até a Serra, inclusive, acho mó graça nas pessoas me olhando, eu toda de preto, olhos pintados, jaleco na mão e um livro de Fisiologia Médica nos braços. Fico imaginando o que se passa na cabeça dessas pessoas quando me vêem e pensam que faço Medicina, o medo que elas têm de dar de cara comigo num pronto-socorro, hahaha.

Maria Madalena entenderia meu medo das pedras

Enfim, chegay na casa de uma leitora assídua do BC, o local estava repleto de viado e sapatão, alguns jogados pelo chão, outros já iniciando acasalamento, comecei a beber, fiquei bêbada em pouco tempo.

Durante a bebedeira, a dona da casa nos contou que os vizinhos eram evangélicos, e que costumavam tacar pedras na casa dele quando os viados apareciam dando show, eu fiquei CHOCADA com a notícia e logo dei um jeito de sair da área aberta e ir pra varanda. Inclusive, fiquei com tanto medo, que no outro dia, só de ouvir os erês acendendo bombinha na frente da escola, já pensei que fossem tiros e logo veio nas nossas mentes a notícia no jornal: “Três homossexuais e um travesti são executados em Serra Dourada 2″. Seria trágico, não acham? Mas não pela morte, ser queimada na noite e não estar aqui pra se defender é muito pior!

Mas isso foi só no começo, quando caiu a noite chegaram dois homens heterossexuais e começou a ovulação coletiva das gays, um deles era comprometido e o outro tava na pista pra negócio. Eu, como sou muito recatada e já estava mais bêbada que peru de véspera, fui deitar.

De repente, me afastaram, e uma das rachas da festa sentou na cama, colocou o boy com a braguilha aberta em pé na frente dela, e começou a fazer vocês sabem o quê! Tudo isso na maior naturalidade! Depois nós gays que somos depravadas, néam?

Mais que mil palavras

Saí muito revoltada, mas foi eu ir pra varanda que mais dois viados entraram na casa, trancaram a porta, e só se ouviam os sons dentro do quarto, banheiro, cozinha, todososcômodos, uma putaria coletiva. Entretanto, morri de rir quando um comentário se sobressaiu: “Ah, NÃO ACREDITO QUE VOCÊ BROXOU!”

Beeshas! Eu nunca vi um lugar esvaziar tão rápido, parecia que tinham amarrado uma buceta num cabo de vassoura e rodado dentro do quarto, espantaram todos os viados de uma vez!

Por fim, depois que todos os fachos se quietaram, fomos dormir… quietaram o facho PORRA nenhuma, na verdade, só sobraram as passivas e todo mundo aqui sabe que passiva com passiva a única coisa que dá é risada uma da outra, néam?

Babado, Confusão & Gritaria [Edição Move Music]

11/09/2011

Antes de tudo, peço desculpas ao pessoal da Fábrica Danceteria por não ter aparecido lá nesse fim de semana. Aconteceram alguns imprevistos e eu tive que ir pra Move, mas assim que puder, vamos quebrar tudo por aí também, tsá?

Agora vamos aos bafos!

Eu e a Dé chegamos na Move por volta de 23 horas, sim, porque precisávamos gravar umas entrevistas pra um futuro episódio da Babado TV. Pensamos que fosse estar vazio, ledo engano, meia hora depois surgiu viado das profundezas do inferno, é só acender aquele letreiro luminoso que elas aparecem igual cupim voando na luz.

Enfim, batemos um papo com a Royce Luckessy, demos uma pinta na portaria e entramos. Lá dentro, Dé comprou uma caipirinha e eu um Boa Noite Cinderela (aquela maldita bebida doce), dançamos e ficamos IMPRESSIONADOS com a mudança de estilo do DJ residente da casa, pois dessa vez eu conseguia cantar os refrões! Ficamos super felizes e, pra comemorar, compramos mais dois drinks…

Resultado… o álcool começou a bater e Heleninha Roitman a se manifestar, cabelo já bagunçou, bebida já caiu na blusa branca e, a partir dali, Max já não respondia mais pelo próprio nome.

Fui fumar, porque eu acho que é na área de fumantes que as pessoas fazem amizade pra noite toda, sim, gatas, experimente ir fumar quando só tem pessoas legais fumando, faça amizade com elas, e espere a vontade de fumar aparecer de novo, CERTEZA que as mesmas pessoas estarão lá pra fumar outra vez! Fisiologia pura, a concentração de nicotina de todo mundo cai, e o encontro é certo, marcar encontro com cigarro é melhor que qualquer telefone.

Nessa área de fumantes, inclusive, fiz diversas coisas que não faria sóbrio: contei em alto e bom som sobre a minha vida sexual, falei mal das passivas que não deixam pegar na neca, fiz uma enquete com todas as bee’s passivas do local… peraê, todas as gays passivas não, todas, APENAS, não tinha ativo ali. Sem contar as dezenas de mamilos que me foram mostrados, estava me sentindo um jurado daqueles concursos de Garota da Camisa Molhada. Né, Amanda? hahahaha

Lá dentro, na hora do show da Lorena, aconteceram diversas coisas, não é meishmo, Dé? Mas vou me ater ao fato de que ela estava um luxo, com o tom de cabelo perfeito e a voz impecável, com certeza valeu a pena assistí-la. Gritei ao saber que conhecia mais músicas dela do que eu imaginava, essa falta de patriotismo cultural do Brasil é decepcionante, sabia? (E eu não me excluo desse grupo)

Inclusive, definitivamente eu não sou viado, nem bissexual, acho que sou sapatão que dá defeito de vez em quando, porque não é POSSÍVEL como toda vez que eu vou pro rock acabo pegando alguma lésbica. O bom de eu ser sapatão é que já nasci com uma cinta-caralha acoplada no corpo, néam? hahaha

Fomos muito bem atendidos pela equipe da Move Music, não temos nada a reclamar, e olha que eu tive problema com a minha comanda, um problemão, e resolveram pra mim na velocidade da luz, meus parabéns! Por fim, pegamos carona com um amigo e fomos pra Old Village, demos mais pinta, comemos, e fomos pra casa.

Mas eu fiquei sabendo que a Chica ferveu ontem também, contem-me, gatiras, como foi a noite de vocês?

Babado, Confusão & Gritaria [Edição Amnésia de Big Apple]

04/09/2011

Sabem aquela sensação de arrependimento, ressaca moral e medo do que você foi capaz de fazer no dia anterior? Pois é, é o que eu estou sentindo agora. A diferença é que eu não faço ideia do porquê.

Vou contar a história da parte que me lembro, um aniversário em Camburi. Cheguei lá por volta de 6 da tarde e eu nunca vi tanta bebida quente junta, parecia um supermercado, só que em vez de babar nas bebidas, você podia pegar e beber o que quisesse.

Comecei no Campari, passei pro Martini, depois pra cerveja, até que bebi a satânica BIG APPLE! Pronto, incorporei, aquela bebida tem alguma droga ilícita dentro da garrafa, porque não é possível a maneira como ela me altera. Enfim, já tocada pela Pomba Gira, resolvi ir pra Space Pub.

Saí como uma louca pelas ruas de Camburi, e passei em frente a um prédio que tinha uns rapazes bebendo e ouvindo Rock, me chamaram pra subir, e eu FUI! Chegando lá, dois já começaram a me agarrar, nisso eu fiquei nessa palhaçada por umas duas horas, e aí tive o primeiro flash que me fez esquecer de tudo: NÃO sei o que eu fiz depois que entrei no quarto, se roubassem meus rins eu só iria descobrir hoje de manhã hahaha.

Max caminhando em Camburi

Enfim, já tinha dado meia noite, e eu estava sem um puto pro táxi, liguei pra papai e por sorte ele ainda estava em Camburi e me deu carona até a boate.

Chegando na Space os flashs começaram a ser mais frequentes, lembro que dei bafão na porta porque as bee’s estavam furando fila, o que fez meus amigos demorarem hooooooooras pra entrar. Depois dei bafão lá dentro porque eu achei que uma outra bee  também estava furando a fila do bar, tadinha, quase que a gente briga de navalha por NADA.

A partir daí eu só sei o que meus amigos me contaram, contaram que eu peguei ex-namorado, que eu levei uma passiva pra um esconderijo na boate e fiquei puto da vida porque ela não me deixava pegar na neca dela… também pudera, néam? Ela deixou bem claro que era passiva, e eu, incorporada pelo espírito da Maria Gadu, virei ativa, mas até pra isso tem um limite, ninguém dorme passiva e acorda ativo.

De resto, só me lembro de mim, de manhã, no ponto de ônibus, sendo bulinado por um transeunte que ficava passando a mão em mim me chamando pra “fazer um rock” na casa dele. Que medo, ainda bem que Anwar estava comigo pra me proteger dos abutres.

E vocês? Viram a Max tresloucada também e estão doidas pra me gongar? Pois então! NÃO FAÇAM ISSO!

Babado, Confusão & Gritaria [Edição Colatina]

22/08/2011

Oh meu deus! Estou destruída! Colatina é um ponto de luz em meio à escuridão do interior!

Saí de casa no domingo por volta de 7 da manhã, afinal, a van da prefeitura da Serra marcou conosco às 9 em Laranjeiras. Pegamos nossa condução e partimos.

Todas se lembram que estava bem frio aqui em Vitorinha ontem, e ficou frio até minutos antes de chegar lá, entretanto, foi só chegar perto da ponte do Rio Doce que se abriram as portas do inferno, Colatina se transformou de uma hora pra outra em Calortina, inclusive, minha garganta inflamou com tal mudança brusca de temperatura.

Eae, gata, qué uma carona?

Primeira coisa que eu fiz quando saí daquela van foi procurar um bar, claro, é no bar que a gente analisa a real beleza da cidade. Sentamos eu e minha amiga Anwar pra beber uma Brahma, tomamos 4, hahahaha.

Durante esse tempo eu percebi duas coisas: Os homens bonitos de Colatina não andam na rua, só passam de moto, queria eu saber pra onde estava indo tanto boy magia naquela cidade, porque na calçada passando por nós só tinha desgraça, e a segunda é sobre aquele relógio macabro que tem na pracinha da igreja! Gentchy, quando deu meio dia e aquele negócio badalou 12 vezes, eu juro que tranquei pensando no jogo do Resident Evil pra Playstation 2, sabem? Aquele que na primeira fase toca um sino e sai zumbi de tudo quanto é rua pra te comer.

Enfim, fomos pra parada porque já estávamos descaracterizadas, uma overdoooooooooose de passeeva e sapa! O que eu acho ótimo, afinal, são esses dois grupos que nos fazem rir.

Exótchyca

Já na parada, encontramos uma drag luxuosíssima, que sem dúvida era a rainha da parada, a cover da Thalia Bombinha! Eu não estou brincando sobre ser luxuosa, bee’s, ela estava realmente bem montada, e eu vou te contar que ter um corpo fora do padrão e conseguir ficar bem exige muita força de vontade e talento. Parabéns pra ela!

Mas o mais interessante mesmo foi que a parada estava nitidamente dividida em 5 grupos: As barbies rebolativas, as sapas de blusinha xadrez, as héteras, as pão-com-ovo e as phynas, mas as phynnas nada mais eram que as bee’s quá quás armadas com uma drag…. e eu era uma delas hahaha

Sim, gatas, ser pintosa e estar num grupo de pintosas te caracterizava automaticamente como uma pão-com-ovo, já a presença de uma drag te elevava à categoria de muito phynna, como se a drag fosse um acessório. E como eu odeio me sentir deslocada, logo conjurei a minha própria pet drag.

Por fim, a parada foi linda, exceto por um probleminha: Ninguém sequer citou o apoio do Babado Certo na divulgação do evento. Muita gente somente soube dessa parada através do nosso site, assim como é na maioria das outras, mas na hora de dar um feedback todo mundo “não se lembra de citar”, néam?

Não tô exigindo que divulguem o bluóg não, porque não tem uma gay com acesso à internet que não conheça a gentchy, mas um pouco de gratidão pela nossa boa vontade de fazer a divulgação de um evento que não temos obrigação nenhuma de fazer, é o mínimo que se espera de retorno.

Babado, Confusão & Gritaria [Edição ComFusão]

15/08/2011

Hello! Pra quem me viu jogada no chão no 106, aviso que estou viva, cheio de hematomas, mas ainda viva e com péssimas memórias do que fui capaz de fazer.

Primeiro vamos falar dos bafos que eu fiquei sabendo, mas não estava presente. Teve arrastão no Rock na Ufes, por volta de 5:30 da manhã. Já falei pra vocês, gatiras, com a greve dos servidores, está perigosíssimo ficar lá durante à noite, quem dirá dar pinta com seus cordões da Vivara.

Mas o mais engraçado mesmo foi o que aconteceu na Space Pub. Uma bee muito reeca, acompanhada de um casal hétero, pediu um balde de champagne, pegou o balde, bebeu, e na hora de devolver deu bafão porque o balde era de acrílico em vez de ser de metal. Segundo ela, estavam servindo champagne em balde de lavar roupa e ela não aceitaria aquilo… queria o dinheiro de volta (mesmo depois de ter aberto a garrafa), não conseguiu, e saiu putíssima soltando fogo pelas ventas amaldiçoando a boate. Sempre tem uma metida à vilã de novela pra maltratar quem trabalha na boate, néam?

Enfim, o que importa meishmo é que a ComFusão foi um sucesso, todas cortaram os pulsos no meu set, eu bebi como uma louca, dei pt, dormi no chão, acorday, fui andar na rua sozinho, voltay e ainda bebi mais. No outro dia, cada peça de roupa que eu tirava era um machucado que trazia uma lembrança (ou não) diferente.

E as senhoras? Foram pra onde?

Babado, Confusão & Gritaria [Edição Escola de Pop]

07/08/2011

Rito de passagem: Gang Bang

Garáleoãm! Eu nunca vi um rock com músicas tão perfeitas na minha vida! Essa proprosta da Antimofo de ir tocando as músicas de acordo com a década a que correspondem, seguindo uma ordem cronológica, é genial!

A festa foi ótima, tinha muita gente bonita, não fez calor e admito que se aconteceu bafão eu não vi, estava muito ocupadãm dançando com esse set maravilhoso, mas as más línguas sempre me contam alguma coisa, néam? Elas estão tão malditas e organizadas que mais parecem uma seita secreta de basfonds.

Soube que tinha uma sapa transtornadíssima separando todos os casais héteros da pista (se é que tinha algum), dizendo que eles só poderiam se beijar no Dia do Orgulho Hétero, que fora daquela data ninguém era obrigado a ver aquela pouca vergonha. Vanguardista, apenas.

…E enquanto isso… no lustre do castelo… Mais bee’s reclamando sobre os constantes problemas com as comandas numa famosa boate capixaba, segundo a gay, toda vez que ela vai lá, na hora de ir embora, a fila empaca por causa de alguém que não concorda com o valor da comanda… enfim… voltando à vida real…

Soube também que no fim da noite uma sapa e um vinhádo estavam na porta do 106 cantando funks proibidões em alto e bom som, não sei quem são, mas quem me contou falou que a sapa fazia beat box enquanto a gay cantava essa música da MC Kátia:

Percebam vocês que eu estou inserindo a cultura do funk aos poucos, já é o segundo post que eu coloco um vídeo desses. O que eu acho ótimo, funk e gay têm muito em comum.

P.s.: UM RECADO PRA ANTIMOFO, por favor, coloquem maquininha de cartão nesse rock!


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