Gatiras, cheguei agora da rua, não tive aula. Mas pudera, viram como está o trânsito em Vitorinha? Tudo alagado, e eu dentro do Transcol me sentindo a Britney Spears no clipe de I’m a Slave 4 U, só que em vez de boy magia, um monte de marvãn, trabalhador braçal e vendedora da Riachuelo.
Sexta-feira fui ao Rock na Ufes, e o rock foi mágico como sempre, aliás, o Rock na Ufes está voltando aos seus bons tempos, só gente agradável, bem vestida e bonita… é… com exceção da “Monstra do Carone”. Nunca falei sobre ela aqui porque pensei que o nível de feiúra dela fosse uma impressão só minha. Mas não, as pessoas inventaram diversos apelidos para o rostinho demoníaco da bee.
Apelidos como Bebê de Rosemary, Corcunda de Notre Dame, Vômito de Sopão da Maggi e até de Alien versus Predador.
Eu chamo de Monstra do Carone porque a vejo toda sexta-feira à noite no supermercado, enquanto eu compro minha Cantina das Trevas habitual. O rosto dela possui uma desproporcionalidade de enlouquecer qualquer um, eu imagino a quantidade de porrada que aquelas pessoas com Transtorno Obssessivo Compulsivo dariam na cara dela, na tentativa de organizar os órgãos daquela face.
Vocês podem estar pensando que eu sou maldosa e muito preconceituosa, mas não digam NADA sem antes ver a Monstra do Carone, qualquer argumento é inválido diante da imagem! E vale lembrar que ela não tem Síndrome de Crouzon pra justificar a peculiaridade dos traços.
Pois bem, o rock correu muito bem, apesar dos sustos que tomava com as bombinhas que os guardas jogavam nos cantos escuros para espantar os crackeiros. No fundo eu estava amando tudo aquilo e me sentindo numa festa de São João. Eis que uma racha hétera começa a dar em cima de mim, me elogiando horrores e passando a mão nas curvas sinUÓsas do meu corpo. Ela disse assim:
- Eu acho que todos os homens héteros deveriam ser como você!
Hahaha! Eu mereço? Imaginem só o pandemônio que seria o planeta se todos os homens usassem as mesmas roupas e maquiagens que eu uso, a Avon seria uma multinacional mais rica que a Nike!
Enfim, voltei acabada, dormi às 7 de manhã de sábado e acordei às 7 da manhã de DOMINGO, pra vocês perceberem o estrago. Fui pra casa da minha tia comemorar o Dia das Mães, mas o Dia das Mães numa família como a minha nunca é um almoço fofinho com as avós e todo mundo indo embora às 5 da tarde.
O pau quebra, a gente bebe mais do que come e o almoço na verdade é uma grande panela de tira-gosto. Às vezes eu penso que não teria como eu ser diferente, o fruto nunca cai muito longe da árvore. No final do dia, já tinha duas tias com os peitos de fora falando da plástica que querem fazer, minha mãe descabelada dançando na boquinha da garrafa e eu vomitando a casa toda igual a menina do Exorcista.
Juro que batizei uns 5 cômodos com uma vomitada só, sou muito exagerada, as pessoas não sabem se tô passando mal ou recebendo algum caboclo.
Caboclo ou não, só digo isso:
E o fim de semana de vocês? Foi gostosinho como o meu ou ficaram em casa coçando a perereca e ouvindo Adele?






































Eu e a Dé chegamos na Move por volta de 23 horas, sim, porque precisávamos gravar umas entrevistas pra um futuro episódio da Babado TV. Pensamos que fosse estar vazio, ledo engano, meia hora depois surgiu viado das profundezas do inferno, é só acender aquele letreiro luminoso que elas aparecem igual cupim voando na luz.
Fui fumar, porque eu acho que é na área de fumantes que as pessoas fazem amizade pra noite toda, sim, gatas, experimente ir fumar quando só tem pessoas legais fumando, faça amizade com elas, e espere a vontade de fumar aparecer de novo, CERTEZA que as mesmas pessoas estarão lá pra fumar outra vez! Fisiologia pura, a concentração de nicotina de todo mundo cai, e o encontro é certo, marcar encontro com cigarro é melhor que qualquer telefone.
Lá dentro, na hora do show da Lorena, aconteceram diversas coisas, não é meishmo, Dé? Mas vou me ater ao fato de que ela estava um luxo, com o tom de cabelo perfeito e a voz impecável, com certeza valeu a pena assistí-la. Gritei ao saber que conhecia mais músicas dela do que eu imaginava, essa falta de patriotismo cultural do Brasil é decepcionante, sabia? (E eu não me excluo desse grupo)
Sabem aquela sensação de arrependimento, ressaca moral e medo do que você foi capaz de fazer no dia anterior? Pois é, é o que eu estou sentindo agora. A diferença é que eu não faço ideia do porquê.
Oh meu deus! Estou destruída! Colatina é um ponto de luz em meio à escuridão do interior!

Hello! Pra quem me viu jogada no chão no 106, aviso que estou viva, cheio de hematomas, mas ainda viva e com péssimas memórias do que fui capaz de fazer.





