Boa parte de nossas relações – humanas – são mediadas pela questão da reputação. Em todos os circulos sociais é inevitável o hábito da fofoca, que de certa maneira é própria do ser humano, mas como o que nos interessa é o meio LGBT falaremos sobre esse fenômeno que nesse ambiente é perigosamente forte.

"HAN! Mentira, menina?!"
É engraçado, nós estamos na boate e a nossa amiga vira e já fala em nossos ouvidos: “Olha, não tem aquela ali, é a piranha da boate!”, ou então “Deve Deus e ao mundo”. Claro, que muitas dessas informações, num determinado ângulo, são importantes para conhecermos com quem estaremos lidando. O fato é que, na maioria das vezes, só fazemos isso com um desejo de sadismo, para sentirmos superior.
As consequências de muitas fofoquinhas e boatos é que vidas sociais são destruídas, amizades e relacionamentos, arruinados. Falo isso por experiência própria: muitos quando vão falar de mim lembram antes do bapho ocorrido na The Pub, na festa de aniversário do blog, do que de eu ser blogueiro, ou de tantas outras coisas que eu tenha feito ou sido de bom (não que isso me afete, pois sei como algumas – sei que não todas – gueis são.
Não que eu esteja condenando o hábito da fofoca, longe de mim, adoro, mas despertando para a necessidade das pessoas terem dissernimento. Por exemplo, uma vez alguém suspeitou que alguém estivesse com o vírus do HIV e comentou com um amigo meu e eu flagrei esse amigo passando a informação para frente mas já afirmando que o referido sujeito estivesse contaminado. Daí as duas bees fofoqueiras já começaram a fazer toda árvore genealógica de ex-relacionamentos do cara para saber quem eram as outras pessoas que possivelmente estaria com aids. UÓ! Temos sempre que pensar que reputação é uma coisa que fica no inconciente das pessoas e que pode marcar a vida de alguém para sempre. Ou seja, tomem cuidado com o que vão espalhar.