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Conferências LGBT pelo estado

17/08/2011

Um fato inédito e histórico está acontecendo em nosso estado. Estão acontecendo as chamadas conferências LGBT em vários municípios (Grande Vitória e interior) que ditarão as demandas e projetos dos poderes públicos voltados para nós.

A de Vitorinha será 19 e 20 de agosto, cata:

A da Serra será no dia 27 e 28 de agosto.

Informe-se sobre a da sua cidade, se inscreva (sim, tem que se inscrever!) e PARTICIPE! É sua chance de tomar alguma atitude política em prol da classe LGBT.

Fique atento porque logo terá também a estadual, que nós, certamente, divulgaremos por aqui.

P.S.: Se você precisa/curte certificados, vai rolar, tá, bunita? Ou a senhora prefere ficar devendo horas de atividade complementar na faculdade? Tsc, tsc, tsc…

#MARCHADALIBERDADE

16/06/2011

Sábado (18) é dia de se manifestar. A partir das 14 horas, representantes de vários seguimentos sociais minoritários sairão do Estacionamento do Teatro da Ufes, seguindo pela Rua da Lama -> Clube dos Oficiais -> Camburi -> Praça dos Namorados a fim de manifestar sua indignação junto a sociedade e ao poder público.

Você está cansado de ficar apenas reclamando de seus direitos que nunca vem? Fica aí sentadinho na frente do computador, “xingando muito no twitter”, esperando que nossos parlamentares espontaneamente criem leis que garantam nossa igualdade na sociedade? Levanta este edí daí e vem pra rua com a gente pelos nossos direitos como legítimos cidadãos brasileiros.

Nossa missão: temos que MARCAR presença, mostrar que estamos lá. Por isso precisamos ter bandeiras, camisas, fazer intervennções com drag queens, beijar-nos. Além disso, temos que ajudar a virilizar isso via redes sociais (facebook, twitter, msn, tumblr até orkut e fotolog) chamando pessoas amigas e conhecidas. Queremos levar uma multidão para as rua!

No dia da reunião da organização estavam presentes e confirmaram participação no evento o DCE-Ufes, Núcleo Fora do Eixo, Movimento Passe Livre, Tamo Junto (hip hop), Rede carangueijo (Associação Cultural de Artes Cênicas), MTL, Movimento pelos Desabrigados de Barra do Riacho, Plur@l, Movimento Marcha da Maconha, Núcleo de Amor a Biodiversidade, Organização Capixaba de Cineclubes, Fejunes e Via Campezina. Outros grupos ainda estavam sendo convidados para participarem desta festa pela cidadania plena.

Saiba: a #marchadaliberdade é um movimento nacional, iniciada no ano passado em São Paulo. Ele ocorrerá aqui e simultaneamente em vários locais do país. Conheça a história e o manifesto no site oficial aqui.

Além dsso, confirmem presença no Facebook. Até agora quase 2 mil pessoas já confirmaram.

Somos livres! Em casa, somos poucos. Unidos na rua somos muitos.

Informação como arma contra homofobia

15/01/2011

Acabo de ler o excelente texto do blog Eleições Hoje, do kit de combate a homofobia  nas escolas, apelidado incorretamente de “kit gay” do qual já falamos aqui.

Na época, por falta de informação, Max se posicionou contrário ao material, por ter se baseando justamente na visão do inimigo dos gays, o Dep. Bolsotário que deturpou totalmente o objetivo e o conteúdo do material. Daí a importância de nos informarmos melhor sobre o tema para nos posicionarmos de maneira mais coerente. Ao contrário do que diz o deputado, que muito nos envergonha, o objetivo real do kit não é o de  “incentivar as  crianças virarem gays”, até porque sabemos que não existe essa história de “virar” qualquer coisa, mas sim de combater a intolerância aos homossexuais nas escolas. Vejam:

O deputado Bolsonaro, além de fazer esse desserviço a sociedade distorcendo o conteúdo verdadeiro do material apresentado ao MEC, não revelou dados importantes da pesquisa realizada em 11 capitais (Vitória não está incluida, mas aqui não é muito diferente) a qual pautou o conteúdo e a necessidade de criação do kit de combate a homofobia nas escolas:

  • Em geral, havia desconhecimento dos conceitos, orientação sexual e identidade de gênero, conforme definidos os marcos da pesquisa. A sigla LGBT é pouco conhecida. Gênero é o jeito da pessoa, a personalidade.
  • Existe uma invisibilidade dos estudantes LGBT nas escolas. A percepção é que a quantidade de gays é muito pouca, mas é maior do que a de lésbicas. Não foi visto nenhuma travesti ou transexual nas 44 escolas analisadas. “Nunca existiu na escola um caso de gay ou lésbica, porque os alunos daqui são muito novos. É depois dos 15 anos que você vira gay.” “O homem, para diagnosticar, é mais fácil, percebemos alguma coisa.”
  • Percepção da escola como ambiente hostil. “Travestis frequentam essa escola ou não?” “Não, não, não, graças a Deus, não!” Um aluno disse isso: “Graças a Deus, não!”
  • Percepção da diversidade sexual com base nos estereótipos. “Gay a gente conhece pelo jeito de andar, a própria anatomia, porque geralmente as lésbicas não têm cintura afinada”, disse um professor.
  • O sentimento de autoridades, educadores e de estudantes em relação à pessoa LGBT variaram, em uma escala que vai de normal até estranhamento, repulsa e nojo. “Eu, quando vejo dois caras se beijando, acho supernojento”. Disse um estudante. Uma professora de Goiânia disse: “Eu não acho normal, eu não acho bonito. Eu não. Para mim não é normal. Eu acho que Deus fez o homem e a mulher. Só, só.”
  • Postura, atitudes da escola perante estudantes. Não há uma diretriz oficial. A postura da escola é tratar todos com igualdade e respeito, mas, na prática, a escola dificulta que estudantes LGBT assumam sua orientação sexual. “Se o comportamento deles fosse condizente com o dos outros normais, não haveria problema”.
  • Existe a homofobia na escola, mas, de certa forma, é negada, primeiro, pelo discurso que refuta a existência de LGBT estudantes “Não, aqui não tem estudante LGBT, então, não pode ter homofobia.”
  • A percepção da homofobia na escola é maior entre os estudantes que as autoridades. Os estudantes sabem mais que a homofobia está lá que os professores. “Teve outra vez que ele apanhou, veio à Secretaria e falou, mas não adiantou muito. Ele foi para outra escola, trocou de turma, mas não adianta, os garotos pegaram e bateram nele mesmo.”
  • A homofobia é vista como fenômeno natural. Existe uma influência religiosa importante, a culpabilidade da população LGBT.  Causa e conseqüências: “Isso é coisa do diabo”, disse um professor de Porto Velho. Acho que é um certo machismo dos homens, mas muito forte.
  • As consequências da homofobia relatadas foram: tristeza; depressão; baixa autoestima; perda de rendimento escolar; evasão escolar; violência e suicídio.

Ocultar estes fatos, ignorá-los em detrimento de questões eleitoreiras além de ser canalha é criminoso: crime contra a justiça social e os direitos humanos em nosso país.

Enfim, não quero ser hipócrita e tampouco quero apresentar a MINHA visão a respeito do TÃO polêmico vídeo “Encontrando Bianca”, o que seria ir de encontro a prática do deputado. Posto-o aqui e peço para que dêem suas própria opiniões sobre este material, observando se tem algo de IMPRÓPRIO para alunos de ENSINO MÉDIO ( e não de ensino fundamental como dito pelo deputado):

Postem suas opiniões nos comentários, por favor.

E não deixem de ler o texto Diga NÃO ao kit gay para se informar, só a verdade nos libertará. E também assinem o abaixo-assinado em favor do kit bem aqui.

Retrospectiva 2010:

29/12/2010

A Presidência de Lula foi marcada pelo avanço no reconhecimento de direitos LGBTs

O Brasil seguiu com grandes vitórias, apesar do aumento de mortes devido a homofobia. Segundo dados divulgados pelo Grupo Gay da Bahia (GGB), no ano passado 198 pessoas foram mortas em razão de preconceito e intolerância quanto à orientação sexual. Este ano,  já estão documentados 232 assassinatos. “Nunca, em 30 anos, esse número chegou a ultrapassar 200. Isso faz do Brasil o campeão mundial de assassinatos sobretudo de gays e travestis”, afirmou o antropólogo Luiz Roberto de Barros Mott, professor da UFBA, Universidade Federal da Bahia e fundador da ONG baiana.

Corpo de Travesti assassinada no Centro Industrial de Aratu II

Ainda segundo ele, até 2002 havia uma média de uma morte de gay ou travesti a cada três dias; hoje essa média seria de um homicídio em menos de dois dias. Mott também lamentou que o governo atual não tenha capacitado a segurança pública para proteger a comunidade gay da população e nem criado um sistema de informações sobre a violência contra esses grupos, conforme previsto na segunda edição do Plano Nacional de Direitos Humanos, aprovado durante o governo FHC.

O professor e antropólogo ainda aponta as contradições entre a violência dos crimes de ódio e as ações favoráveis ao segmento LGBT. O país que mais mata LGBTs é também o realizador da maior parada gay do mundo, em São Paulo com mais de 3 milhões de pessoas. Para Toni Reis, presidente da Associação Brasileira de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais (ABLGBT), as contradições da sociedade podem ser verificadas entre os Três Poderes.

Enquanto o poder Executivo promoveu a primeira conferência nacional sobre o tema, iniciou a implementação do Plano Nacional de Promoção da Cidadania e Direitos Humanos de LGBT e recentemente criou o Conselho Nacional Combate à Discriminação e o Poder Judiciário deu ganho de causa em mais de 780 ações para a união estável, direito de adoção e condenações a práticas discriminatórias; o Legislativo ainda não aprovou o projeto de  lei, em tramitação desde 2001, que define os crimes resultantes de discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia, religião, origem, condição de pessoa idosa ou com deficiência, gênero, sexo, orientação sexual ou identidade de gênero.

O presidente da ABLGBT espera que, com a mudança da composição do Senado que começa em fevereiro de 2011, o projeto de lei, já apreciado na Comissão de Assuntos Sociais e na Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa, venha a ser aprovado. E ele ainda afirma: “O problema no Legislativo é uma questão de fundamentalismo religioso”.

Além da nova legislação, Toni espera que no próximo ano a futura ministra da Secretaria de Direitos Humanos, Maria do Rosário, convoque a 2ª Conferência Nacional LGBT e dê continuidade ao Plano Nacional de Promoção da Cidadania e Direitos Humanos desses grupos, que, segundo ele, foi 60% implantado.

E que venha 2011, com mais respeito e dignidade para nós!!

 


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