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Eu ainda estou em choque com a notícia. Será inaugurada até o dia 11 de junho a boate Ink Lounge (lê-se “inque launge” pras que não foram alfabetizadas em inglês) no local onde era a antiga The One, na Praia do Canto, próximo a ponte Ayrton Senna. O espaço para aproximadamente 400 pessoas, dois bares e vai contar com Dj’s convidados como atração.
Pessoalmente, sempre achei o espaço da The Uó fabuloso, o que estragava era o público. Aquele teto rebaixado todo trabalhado nas luzes de led é um loosho, sem contar a decoração, especialmente a dos bares. O público GLS de Vitória ESTAVA precisando de uma coisa assim mais sofisticada.

Fotos do espaço ainda quando era The One.
Consegui uma entrevista via msn com o responsável pelo empreendimento, Diogo Baracho, empresário com experiência no ramo do entetenimento, de 29 anos e hétero. Baracho apesar de ser, como ele mesmo se define, um homem de poucas palavras, nos dá várias pistas de como será a nova casa noturna que pretende agitar a vida noturna da capital. Acompanhem:
Babado Certo: O que a Ink Lounge pretende trazer para o público GLS?
Diogo Baracho: Queremos trazer uma música excelente para o público dançar até de manhã! Muita simpatia e atrações nacionais.
BC: Show de drag queens, terá?
Baracho: Não, vai ser uma boate fina, sem exageros.
BC: Podemos dizer que pretende ser mais sofisticada, é isso? Você poderia falar um pouco sobre isso?
Baracho: Sim, é. Estamos reformando a boate e tenho ideias com luzes, cores, várias coisas legais.
BC: Você tem experiência com o público GLS? Acha que possui diferenças em relação ao público hétero?
Baracho: Não tenho nenhuma experiência, tenho amigos que são gays, algumas amigas bi. Acho que é um público mais tranquilo de se trabalhar, que gosta de coisas boas e que são bem exigentes.
BC: Você já investigou o mercado em Vitória? Conhece as outras boates da capital deste mesmo seguimento?
Baracho: Já conversei com várias pessoas que deram muita força e que queriam que ali fosse uma boate GLS. Já fui à Move, mas achei muito liberal lá.
BC: O que você considera liberal?
Baracho: Vulgar, para não usar outros termos. Muita gente andando sem camisa…
BC: Isso será diferente na nova casa?
Baracho: Com certeza. É uma casa fina, sofisticada, elegante. Não será permitido freqüentá-la sem camisa.
BC: Entendi. Vai trabalhar com o sistema de promoters?
Baracho: Sim, vou.
BC: Já montou a equipe?
Baracho: Ainda não, essa é a parte mais difícil.
BC: Por quê?
Baracho: Porque além de ter que ser pessoas conhecidas do público, tem que se dedicar muito. É um horário de trabalho muito puxado.
BC: A The One tinha se tornado outra boate a pouco tempo. Como foi esse processo?
Baracho: Bom, eu peguei já como Insomnia. Não sei como foi o processo.
BC: Já tem média de preço da entrada?
Baracho: R$ 40,00 de entrada, R$ 60,00 de consumação. Com nome na lista, R$ 40,00 de consumação.
BC: Você pode nos adiantar algo da inauguração? Atrações?
Baracho: Ainda não está fechado, acho que amanhã eu posso te dar algumas novidades legais.
BC: Obrigado pela entrevista, Diogo. Tenho certeza que será um sucesso e torço por isso!
Baracho: Obrigado.
Terminada a entrevista, Baracho me pediu dicas e eu dei várias, mas falei para ele ficar atento aos comentários que surgissem aqui pois revelaria muito sobre o gosto do público capixaba. Portanto, caprichem.