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SENAS da noite capixaba #5

07/12/2010

"Maldita!"

O “senas” desta semana é um furo (ui!), é freshquinho, é notícia quente.

Uma bee me contou que HOJE a tarde, ela foi no Cinemão e assim que entrou ouviu-se um grande estrondo. Um poste de luz estourou na rua e apagou toda a região. Resultado? As luzes de emergência se acenderam expondo TODOS que estavam no recinto. BASFOND!

O constrangimento foi generalizado. Me contou a beesha que, como vampiros, as gueis corriam em pânico em busca dos cantos um pouco mais escuros, como aquele ponto ali perto dos banheiros e o corredor que dá acesso ao dark room. As que estavam no dark sairam porque alguma maldita falou que o cinema estava sendo assaltado e daí ninguém teve a cara-de-pau de voltar. Alguns cafuçús ao que parece mantiveram a neca de fora e continuaram se masturbando, na expectativa de que a luz voltasse.

Minha amiga disse que adorou porque deu pra escolher os boys fazíveis no recinto: 2. E a perigosa não acabou fazendo um menáge com ambos?! Arrasô! Ela ainda completou dizendo que quando terminou o serviço no banheirón em total blackout, o cinema estava praticamente vazio (coisa rara) já que elas todas fugiram envergonhadas com tamanha quantidade de luz. Tadinhas…

Trazendo a lenha (pelo direito das barbies!)

18/11/2010

Essa semana Max retrouxe (?) à tona discussões já enterradas, mas que pelo visto ainda são bastante controversas, tais como a dicotomia beesha machinho e beesha pintosa. Eu como tenho o privilégio de ser autor e por meu comentariozinho em maior destaque, venho trazer minha contribuição de combustível (não é lenha, é éter) para essa fogueira (das vaidades?).

Acredito que há nesta discussão dois aspectos bastante importantes que devem ser ressaltados: a guei como ator social e como figura sexual, leia-se do desejo. É óbvio que, no que se refere à aceitação do homossexual na sociedade diz respeito a uma discussão sexual, ou seja, de um papel sexual que seria biologicamente destinado a ele e que para a sociedade ele não cumpre. Quando falamos das gueis como figura social lutamos pela aceitação das sexualidades e das identidades em sua diversidade dentro do campo social. No caso lutamos para tanto a beesha machão quanto a pintosa terem o mesmo espaço e respeito, não tendo que mudar sua condição identitária para se adequar a um padrão previsto pelo status quo (me olha agora, Caetano!).

Homoerotismo setentista: só mudaram as roupas, os pêlos e o penteado"

Então, a partir deste pensamento que começam a surgir os monstros ideológicos, as distorções de sentido. Existe uma coisa chamada desejo e cada um tem o seu e mesmo as mais românticas não podem negar a importância desta “vontade do outro” para a concretização de um relacionamento. Daí vem e falam: “Alá, a guei se tornando barbie pra ser aceita socialmente!”. Não! Ela quer ser de-se-ja-da! Ela quer que o pênis do bophe fique duro, beu abôr! O padrão super macho no mundo gay está longe de ser novidade, já estava nos contos do francês Genet (pra não falar de Grécia e tal) e nas ilustrações do finlandês Touko Laaksonen. Há quem goste desses tipos super másculos, assim como eu, e tem quem goste das mais afeminadas. E a vida segue múltipla. A grande questão é não ser radical xiita e saber separar as coisas.

Voltei linda, pelada e pintosa!

09/09/2010

Como um viciado em crack em recuperação que dá uma saidinha só para “dar mais umazinha” eu voltei.

Voltei para que deleitem-se de minha virtual – porém sempre sensual e safada – presença e para botar mais lenha nesta grande fogueira das vaidades chamada Babado Certo.

Arrasem, travestchys!

Será que a…? Será?!

30/07/2010

Corre um burburinho entre as drags capixabas, que depois de anos fechada, uma antiga (eu diria até histórica) boate gay do centro Vitória vai reabrir muito em breve. Dizem que algumas delas já até foram convidadas para fazer show no dia da reabertura do antigo inferninho babadeiro.

Alguém tá sabendo de algo mais sobre esse babado?

Excloosivo: Ink Lounge, nova boate em Vitória

21/05/2010

A logo

Eu ainda estou em choque com a notícia. Será inaugurada até o dia 11 de junho a boate Ink Lounge (lê-se “inque launge” pras que não foram alfabetizadas em inglês) no local onde era a antiga The One, na Praia do Canto, próximo a ponte Ayrton Senna. O espaço para aproximadamente 400 pessoas, dois bares e vai contar com Dj’s convidados como atração.

Pessoalmente, sempre achei o espaço da The Uó fabuloso, o que estragava era o público. Aquele teto rebaixado todo trabalhado nas luzes de led é um loosho, sem contar a decoração, especialmente a dos bares. O público GLS de Vitória ESTAVA precisando de uma coisa assim mais sofisticada.

Fotos do espaço ainda quando era The One.

Consegui uma entrevista via msn com o responsável pelo empreendimento, Diogo Baracho, empresário com experiência no ramo do entetenimento, de 29 anos e hétero. Baracho apesar de ser, como ele mesmo se define, um homem de poucas palavras, nos dá várias pistas de como será a nova casa noturna que pretende agitar a vida noturna da capital. Acompanhem:

Babado Certo: O que a Ink Lounge pretende trazer para o público GLS?

Diogo Baracho: Queremos trazer uma música excelente para o público dançar até de manhã! Muita simpatia e atrações nacionais.

BC: Show de drag queens, terá?

Baracho: Não, vai ser uma boate fina, sem exageros.

BC: Podemos dizer que pretende ser mais sofisticada, é isso? Você poderia falar um pouco sobre isso?

Baracho: Sim, é. Estamos reformando a boate e tenho ideias com luzes, cores, várias coisas legais.

BC: Você tem experiência com o público GLS? Acha que possui diferenças em relação ao público hétero?

Baracho: Não tenho nenhuma experiência, tenho amigos que são gays, algumas amigas bi. Acho que é um público mais tranquilo de se trabalhar, que gosta de coisas boas e que são bem exigentes.

BC: Você já investigou o mercado em Vitória? Conhece as outras boates da capital deste mesmo seguimento?

Baracho: Já conversei com várias pessoas que deram muita força e que queriam que ali fosse uma boate GLS. Já fui à Move, mas achei muito liberal lá.

BC: O que você considera liberal?

Baracho: Vulgar, para não usar outros termos. Muita gente andando sem camisa…

BC: Isso será diferente na nova casa?

Baracho: Com certeza. É uma casa fina, sofisticada, elegante. Não será permitido freqüentá-la sem camisa.

BC: Entendi. Vai trabalhar com o sistema de promoters?

Baracho: Sim, vou.

BC: Já montou a equipe?

Baracho: Ainda não, essa é a parte mais difícil.

BC: Por quê?

Baracho: Porque além de ter que ser pessoas conhecidas do público, tem que se dedicar muito. É um horário de trabalho muito puxado.

BC: A The One tinha se tornado outra boate a pouco tempo. Como foi esse processo?

Baracho: Bom, eu peguei já como Insomnia. Não sei como foi o processo.

BC: Já tem média de preço da entrada?

Baracho: R$ 40,00 de entrada, R$ 60,00 de consumação. Com nome na lista, R$ 40,00 de consumação.

BC: Você pode nos adiantar algo da inauguração? Atrações?

Baracho: Ainda não está fechado, acho que amanhã eu posso te dar algumas novidades legais.

BC: Obrigado pela entrevista, Diogo. Tenho certeza que será um sucesso e torço por isso!

Baracho: Obrigado.

Terminada a entrevista, Baracho me pediu dicas e eu dei várias, mas falei para ele ficar atento aos comentários que surgissem aqui pois revelaria muito sobre o gosto do público capixaba. Portanto, caprichem.

Dupla não, querida! Um trio…

16/05/2010

Pois bem, o último capítulo de Viver a Veeda foi ba-ba-do! Fiquei sabendo por alto o que ia acontecer, mas como não tinha certeza se ia rolar, resolvi esperar um pouco antes de postar. Mas, tá aí, titio Manel se arriscou e além de Osmar assumir a bissexualidade, ele ainda forma como ele mesmo chama um casamento triplo com Narcisinho e Alice…

Na cena, Osmar (Marcelo Valle) conversa com Helena (Thais Araújo) e Bruno (Thiago Lacerda) e explica a situação: – Eu e o Narcisinho já estávamos procurando alguém pra complementar a nossa relação, só que a gente não queria nenhuma aventura, a gente queria uma estabilidade, algo que funcionasse como um casamento, enfim, é um lar! Helena então replica: – Moderno o negócio!!

#VouConfessarQue isso é um pouco moderno demais pra mim e do jeito que eu sou ciumenta, isso não daria certo comigo!

Quem não viu, vê agora:

Beijopraquemémodernoefazatrês

Venganza

14/05/2010

I'll rock your world

Vocês se lembram deste basfond que aconteceu no Ilha Acústico numa das festas promovidas pela Antimofo no fim do ano passado?

Entón, a Antimofo está organizando novamente uma festa por lá e as bee’s e frogs mais fechativas de Vitorinha estão promovendo um beijaço gay antes do show do Zé Maria em protesto contra o ocorrido.

Como eu soube disso através das minhas pulguinhas de glitter espalhadas pelo estado, não estou ainda muito bem informado sobre os detalhes. Eu pesquisei, joguei no Google, no Twitter, no Manhunt, tudo, mas não consegui descobrir onde exatamente será a concentração das guei se pegando no evento, ou se o beijaço vai englobar o kerélio todo, bem no estilo “Hora do Planeta“.

Go cats! Agarrem o cafuçu mais próximo e protestem com a fúria de Marimar.

A doce vida de subcelebridade-blogueira-gay-capixaba (tá bom ou quer mais?)

12/05/2010

Ainda neste clima de ser confundido do post anterior…

Muita gente pergunta como fazemos para saber tanto e estar em tantos lugares ao mesmo tempo. É que o BC não são só 4 pessoas, são várias. Eu tenho uma série de colaboradores-amigos que me passam informações, dados  e etc. Qualquer um pode fazer isso, é só me add ou mandar e-mail (el_de_seo@hotmail.com), e não fazer a maldita como já fizeram aqui uma vez. Mas o que eu queria falar mesmo é de um e-mail que recebi de uma dessas bees-amigas, cata:

Fui ao especial Divas e um amigo meu tirou umas fotos. Foi muito engraçado, ele tava tirando uma foto da Michely Moraes (a Belíssmia) quando veio um cara, acho que o nome dele é M. C. perguntando: “É do Babado Certo, é do Babado certo?”. Eu já tinha falado pro meu amigo que ia te mandar as fotos para postar no blog, ai meu amigo apontou pra mim e tentou dizer isso, mas ele ja veio me abraçando beijando, pensando que se tratava de um blogueiro do babado certo. Pensei em explicar tudo mas, deixei prá lá. Quer saber, adorei essa falsidade ideológica, rsrsrsrsrs, me senti alguém na noite LGBT capixaba.

As fotas:

Beijosecomentem.

Mudanças

07/05/2010

Banner novo e antigo autor demitido. Kisses.

Basfond gratuito ou pão-com-ovice detected

24/02/2010

Mudei o conteúdo do post, até porque…

Mágoa de Cabocla

07/01/2010

Do perfil Top Luí:

Da comunidade odeio o site “” babado certo” (sic):

(clica pra ver ampliado)

Eu tenho que concordar com aquela comunidade, para saber se algo realmente faz sucesso não medimos pelo apoio ou pelos elogios, mas sim pelo número de pessoas que criticam (e se preocupam em deixar isso claro) e aqueles que copiam. Fazer o que? Somos bonitas, femininas, bem dota… deixa pra lá, e populares. Fomos o primeiro site do Espírito Santo dirigido às bees. Além de informá-las sobre tudo, nós conseguimos o mérito de aglutiná-las, pois mais do que serem meras leitoras passivas (tá, boa!) aqui todo mundo é um pouco autor também (vamô combiná, o fervo acontece mesmo nos comentários os post só pautam os temas!).

Por isso, ameegas, continuem participando e nos mandando coisas, e nós faremos o possível para informá-las do babadeenhos mais quentes e dar nossas opiniões e críticas sobretudo porque isso é mais dificil de reproduzir, né, tem que ter uma coisa que falta a muitos: personalidade. Beijos da Dé!

3 em 1?! Ou 4?! (Porque sempre cabe mais 1!)

18/09/2009

Hmmmm. Ah, tá!

Várias coisinhas para falar, mas nenhuma dá pano para manga para um post todo. A primeira é que eu tava adicionando as pessoas que nos seguem no Twitter e fiquei passado de como o nosso público é filé. E aí, vamos tomar um baré? Quanta gente bonita, gente do bem, gente delicinha cremosa! Quem tá solteiro dá super para fazer umas pegações babado só indo nos followings do nosso Twitter.

Outra coisa que eu ia falar, é dessa ficção ótima que catei no blog Dolado, feito na parceria ente o Grupo Arco-Íris e a UFRJ que retrata a difícil luta diária contra a discriminação nas escolas:

Também tem que eu vi hoje um folder de Igreja evangélica com fotos: uma um homem fumando crack, outra de duas moças meio que insinuava uma relação lésbica, fiquei indignado! É como se associasse, sabe, fico puto! Já, já, scaneio e mando para cá. Aff!

Por fim, li um texto, através do Twitter do @gaybrasil, falando que o tamanho do pênis importa quando a relação é de homem para homem conforme revela pesquisa. Lembrei que já falamos sobre isso por aqui, recordam?

Mais algum bapho, hein?! É sexta, contaê!

Bruno senta na cara de Eminem

01/06/2009

Da Abril.com:

O rapper Eminem foi atacado pelo ator Sacha Baron Cohen durante a entrega do MTV Movie Awards na noite de domingo (31). O britânico intrepretava Bruno, um personagem gay que se diz estilista. Segundo o tablóide “The Sun”, ainda não certeza se Eminem sabia da brincadeira.

Cohen estava vestido como um anjo e colocou a bunda na cara do rapper. Cameron Diaz e Zachary Quinto caíram na gargalhada quando viram a cena. Cohen estava suspenso por cordas e descia até o palco da cerimônia.

Segundo o site “NME”, especializado em música, Eminem não gostou nem um pouco da brincadeira. Depois de Cohen ser retirado pelos próprios seguranças do rapper, ele abandonou a festa da MTV falando muitos palavrões.

Confiram a hilária performace de Sasha:

Claro, que isso foi um viral para divulgar um filme, que diga-se de passagem, deu muito certo pois dá para ver que a coisa correu pela net. Tô doido pra ver ‘Bruno‘. Vamos, gente?

Arrasando no videokê

20/01/2009
... o tempo não pááraaaaaaaa!!!

"... o tempo não pááraaaaaaaa!!!"

Tem um barzinho em Coqueiral de Itaparica que é zuper divertido! Tá certo que a decoração é meio buraco, algo meio McDonald’s demolido. Mas é ótimo para tomar uma cervejinha barata e… ARRASAR NO VIDEOKÊ!!! No local tem um palquinho com dois microfones com longos fios em pedestais e uma espécie de cardápio com centenas de músicas para você escolher e cantar. Cada música custa R$1,50, um preço barato para ter seus minutinhos de fama.

Estive lá esses dias, cheguei no bar já bem bêbado com meu namorado e mais dois amigos. Depois de muito tempo escolhi cantar ‘O tempo não pára‘, do Cazuza. Esperei minha vez e um de meus amigos foram para fazer a segunda voz comigo. Subi no palco meio constrangido, o bar estava cheio. Olhei para todo o espaço, começou a tocar os primeiros acordes super rock’n roll da música. Chegou a deixa e soltei a voz: “Disparo contra o sol, sou forte sou por acaso…”. Nesse momento olhei para meu namorado na platéia e o vi colocando a mão na testa e balançando a cabeça, como quem diz “Que merda!”. Pensei, se não tenho tanto talento musical vou investir na performance. O próprio Cazuza baixou em mim e eu me joguei: cantava bem alto gritando nos fins das frases importantes (“TE CHAMAM DE LADRÃO, DE BICHA, MACONHEIRO, TRANSFORMAM O PAÍS INTEIRO NUM PUTEIRO POIS ASSIM SE GANHA MAIS DINHEIROOOOOOOOOOO“), jogava os braços para cima inclinava o pedestal do microne, mexia a cabeça como fazem os metaleiros e na parte instrumental gritava “Rock’n roll all night”, em falsete. Não sei o que se sucedeu. Sei que o público se contagiou muito e começou a cantar junto e a mexer os braços (ninguém até então tinha conseguido esse feito). No fim da música – imitando o próprio Cazuza – despedi-me com um alto ‘Obrigado!’. Empurrei o microfone pro lado, saí rápido em passos largos e glamurosos como faz Gisele Bündchen. O povo aplaudiu de pé, deu gritinhos e assovios. O maior sucesso da noite, tá?!

Depois eu e meus amigos decidimos cantar em conjunto Ilariê da Xuxa.

Ilari, ilari, o quê? Não estou ouvindo...

"Ilari, ilari, o quê? Não estou ouvindo..."

Foi um fracasso. O povo logo fez cara de que não gostou e pouco a pouco meus amigos foram descendo, no fim só ficou eu e mais um cantando várias vezes  o refrão da música que se repete muito. Pensei: como contagiar essas pessoas? Lembrei do blog e de como esse lance de interatividade é tendência. Desci do palco e comecei a andar entre as meses. Eu: “Ilari, ilari, o que?!” e coloquei o microfone na boca de uma mulher que surpresa não cantou nada. Repeti de novo “Ilari, ilari, o que?!” e a mulher respondeu “ô, ô, ô” e eu completei a frase. Fiz isso e todo mundo se contagiou pedindo o microfone para cantar junto. “Vamos lá baixinhos!”, eu falava pulando com os dois pés juntos. Suuuuuuuuucessooo!!!

Bem, depois disso decidi lançar-me na carreira artística. Meu telefone de contato para shows, aniversários, vernisages e etc é 99…


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