Arquivo da categoria ‘Falei’

Luto II – Roubo seguido de morte ou crime de ódio?

23/02/2012

E mais uma vez é com pesar que faço esta publicação no blog…

Na madrugada de terça pra quarta, Wiris Delfino Vitoriano, 26 anos, foi assassinado a facadas em sua residência no centro de Vila Velha. Wiris morava com outros dois amigos, que viajaram durante o feriado de carnaval. Quando um deles voltou, encontrou o cadeado do portão trocado. Estranhando o fato, o rapaz arrombou o cadeado para entrar na casa e encontrou o corpo em um dos quartos. Havia manchas de sangue em várias partes da residência, quase todos os cômodos da residência estavam revirados e alguns objetos haviam sumido. A vítima estava apenas de sunga, e tinha um barbante amarrado a uma das mãos.

Agora, as informações extra oficiais:

Wiris tinha ficado sozinho em casa, meu último contato com ele foi na terça por volta das 23h quando saíamos do trabalho. A polícia tem as filmagens da rua e nelas, Wiris sai de casa por volta de 1 hora da manhã sozinho e depois retorna com mais dois homens. Em seguida, as 2:50 da manhã os dois suspeitos saem da casa carregando alguns objetos. O rapaz que morava com ele afirma que recebeu algumas mensagens dele via Facebook, ainda na terça feira, informando que estava na casa de uma conhecida.

Outra informação é que a vítima teve aproximadamente 64 a 68 perfurações no corpo, causadas por diferentes objetos cortantes. Sobre os indícios de que o crime tenha sido motivado por homofobia, só posso afirmar que há esta possibilidade. Wiris era gay e na parede da casa de um dos vizinhos, apareceu uma pixação com os dizeres: VIADOS. A parede foi pintada recentemente, antes do carnaval.

Recebi informações via Facebook de que diversos grupos LGBTs de outros estados estão acompanhando o caso.

Por hora, restam as investigações da polícia e a tristeza no coração dos amigos. Nos conhecemos no trabalho e nos tornamos muito próximos. Era um rapaz trabalhador, quieto e querido pelos conhecidos.  Foi um prazer te-lo conhecido…

Saudades, irmão! Você é FODA!!

Dilma Rousseff veta anúncio gay do Ministério da Saúde

17/02/2012

A propaganda de tevê destinada a gays realizada pelo Ministério da Saúde foi vetada pela Presidência da República. A intervenção acontece seis dias depois da campanha ter sido divulgada pelo órgão. A exibição da propaganda só poderá ocorrer se a cena de carícia entre os dois atores for retirada, segundo determinações da presidente Dilma. De acordo com a Agência O Globo, o vídeo estava em exibição no site do Ministério da Saúde, mas já foi retirado.

O Governo do Estado e a Prefeitura de São Paulo estão preocupados com as altas taxas de infecção pelo HIV entre jovens gays e fizeram um apelo, por meio de nota, para que campanhas de conscientização sobre a AIDS voltada para este e outros públicos mais vulneráveis à doença sejam transmitidas em canais abertos de televisão. Na mensagem, a Coordenação do Programa Estadual DST/Aids-SP e os coordenadores dos Programas Municipais DTS/Aids-SP afirmam que “campanhas direcionadas para jovens gays necessitam ser divulgadas na mídia televisiva, com linguagem específica e direta, pois constituem-se em ferramenta imprescindível para o enfrentamento da epidemia, redução da homofobia e do preconceito”.

É justamente o contrário do que fez o Governo Federal ao vetar o vídeo no Carnaval de 2012. Com a alegação de que o vídeo foi produzido para ser exibido apenas em locais de frequência LGBT, o Brasil ganha nota ZERO no quesito evolução. Outro vídeo foi produzido e você confere abaixo:

Nessa nova campanha os gays aparecem, mas em forma de número de casos que aumentaram nos últimos anos. É destacado o “aumento de mais de 10% nos casos de AIDS entre jovens gays de 15 a 24 anos” nos últimos 12 anos, o que fez com que o Ministério da Saúde anunciasse, ainda em 2011, essa população como sua prioridade nas políticas de combate ao vírus HIV no Brasil.

Ao invés de mostrar a realidade, o governo continua preferindo nos tratar como estatística. Não sou apenas um número, tenho voz, pago minhas contas, sou cidadã e tenho vergonha de ter votado em você, Dilma…

Post indignado contra gente sem coração

15/02/2012

Em meus posts geralmente, mesmo que o tema não tenha nada a ver comigo, eu costumo escrever na primeira pessoa do plural: “nós”, movido por um sentimento de pertencimento de classe. Mas dessa vez eu me recuso devido ao asco que as práticas que narrarei me causam. Sei que o fato não é novo, mas me inspirei para escrever já que alguns amigos solteiros recentemente me contaram o que tem passado ultimamente. Imaginem comigo:

  • Você conhece uma pessoa e começa a sair com ela. O relacionamento não é sério ainda, mas você está cheio de expectativa em saber mais sobre ela e quem sabe não role algo a mais.

    "Pô, é foda, cara!"

    Porém, você entra no Facebook e descobre que a bee acaba de começar um namoro com outro e se derrama em declarações. Ela estava com você e com ele ao mesmo tempo! Custava ter avisado?

  • Vocês estão flertando, marcam de se encontrar: um jantar, vá lá, pra se conhecer melhor. A bee anota seu número e confirma data, local e hora. No dia e horário marcados você aparece, ela não. Em sua cabeça um único pensamento: “por que ele não ligou desmarcando?”

Não mexa com meus amigos que eu fico nervoso!

Etc, etc, etc. São casos hipotéticos, mas que todos sabem poderiam bem ser reais. Alguns até acham engraçado e classificam isso como “se dar bem”. Eu não, acho falha de caráter. Sabe por que isso me dá nojo? Porque revela a face de seres que não têm sensibilidade alguma pelos outros e pela vida dos outros. Em essência, repito, em essência, tais pessoas não diferem dos homofóbicos, pois se mostram desrespeitosos com o outro enquanto humano, enquanto igual.

E esta minha lógica moralista nem se insere no pensamento do “aqui se faz, aqui se paga”. Eu classifico a questão como falta de educação, de não se saber viver em sociedade.

E você que tem consideração pelos outros e não faz este tipo de coisa não compactue: quando uma bee vier contar uma dessas histórias não ria, feche a cara e a repreenda. “Gata, vamos virar gente e aprender a viver civilizadamente?”

E tenho dito.

Homem é espancado e enterrado vivo no Pará

13/02/2012

Um homem foi espancado e enterrado vivo à beira de uma estrada em Altamira, oeste do Pará, porém conseguiu sobreviver e encontra-se hospitalizado. Para a Polícia, trata-se de um caso de roubo seguido de tentativa de homicídio, mas para o movimento gay da região, o crime tem relação com homofobia, já que um dos agressores mantinha um relacionamento com a vítima.

Anízio Uchôa, 50 anos, foi amordaçado em sua casa e teve bens roubados na madrugada do dia 10. Em seguida, foi levado a uma estrada, onde foi espancado e enterrado em uma vala. De acordo com a polícia, o crime foi cometido por Jefferson Mello, 21, que mantinha um relacionamento com o professor, e por Thaisson de Souza, 23. Eles foram detidos no mesmo dia.

Ambos confessaram o crime, porém em depoimento, cada um dos suspeitos atribuiu a responsabilidade ao outro. De acordo com a investigação, os suspeitos cobriram a vala onde jogaram o corpo de Uchôa com terra e folhas. Como a vala não era funda, ele conseguiu escapar.

A Associação da Parada do Orgulho LGBT da Transamazônica e Xingu fará uma manifestação na próxima quinta-feira, em Altamira, em protesto contra o crime. ”O rosto dele está irreconhecível por causa das pauladas”, disse Humberto Lexter, presidente da entidade. Ele afirma que o crime foi motivado por homofobia. Segundo Roryhone Sousa, assessor jurídico da entidade, Mello não queria que ninguém soubesse do relacionamento com Uchôa.

“Eles praticaram o crime movidos por um preconceito de que, por ser homossexual, ele [Uchôa] era mais frágil. Não foi apenas um roubo, mas sim um crime que teve origem no fato de a vítima ser homossexual”, afirmou Sousa.

Sinceramente?? Acho que a galera do movimento gay forçou a barra, mas vamos esperar a investigação da polícia terminar…

A arte da gongação, você domina?

06/01/2012

Tô bonita?

Já dizia RuPaul: “Uma gay gonga a outra só pelo prazer de gongar”.

E é verdade! Todas nós temos um grupinho de amigays que saímos nos fins de semana pra piranhar em Vitorinha, num temos? Agora tentem observar como vocês se tratam: É “vadia” pra um lado, “passiva arrombada” pro outro, porém, no final todas voltam pra casa unidas no Transcol.

Mas aí vocês vêm e falam: “Ah, Max, os héteros também fazem isso, chamando uns aos outros de viado e etc”. Pois é, bebês, mas eles são pouquíssimo criativos, não passa dos termos que envolvem a sexualidade do amigo, que aliás, nem vou entrar no mérito da obsessão dos héteros pela frequência sexual do koo dos outros.

Nós não, nós gays gongamos umas as outras como se estivéssemos afiando a língua para quando fosse realmente necessário usá-la, sabe?! Às vezes elas são pesadíssimas, e usam até mesmo os pontos fracos da amiga, seja o nariz de batata, o cabelo ruim ou a barriga grande, sem perdão. A própria televisão já percebeu isso e encheu a programação de personagens gays que fogem daquele estereótipo da bee humilhada por todos.

Mas de onde vem isso? Porque apesar de gongarmos as colégãns o tempo todo, nós temos tipo um alarme que avisa quando a porra ficou séria e a briga começou. Um tempo atrás perguntei na mesa do bar fiz uma pesquisa de campo e nós chegamos a duas conclusões. Agora eu quero saber qual vocês acham a mais provável, okay?

Gorda.

A primeira teoria diz que isso é fruto de uma defensiva constante diante da homofobia que sofremos e do bullying que a maioria sofreu quando criança. Como se estivéssemos sempre com 4 pedras na mão pra nos defendermos de algum ataque, que na maioria das vezes, chega de surpresa. Inclusive, isso explicaria o motivo desse comportamento se repetir entre alguns grupos de fanchas.

Um exemplo, uma vez estava eu e uns amigos caminhando na rua e passou uma caminhonete cheia de rachas penduradas na caçamba. Uma delas gritou “Ai, como eu tô bandida“, que diga-se de passagem é o novo “Ai do Richarlysson“, que já foi o novo “emo”, mas todos querem dizer a mesma coisa: ‘VI-A-DO’… cada ano eles inventam uma nova.

Como ousa?

Ela mandou aquela vinheta, riu bem alto por uns segundos, mas eu, muito assassina, já tinha na ponta da língua a resposta assim que bati o olho na racha, soltei: “Gorda. *olhar de reprovação*”.

Eu não disse “Gordaaaa”, nada disso, não gritei, a crueldade está em não gritar. A caçamba inteira se calou e mais parecia um caminhão pau-de-arara rumo ao sertão nordestino, de tanta tristeza que se via no olhar da moça.

A sapa diz: "Aff, que papo de viad... OLHA, PEITOS!" *click*

A segunda teoria diz que isso é porque a maioria dos gays tem uma maior afinidade com o universo feminino, devido a vivermos numa sociedade que separa as pessoas pelo comportamento que cada sexo deve ter, causando uma confusão na cabeça dos gays e nos aproximando do universo feminino. Como as mulheres adoram criticar umas as outras, misture isso com a testosterona advinda dos homens gays e BOOM, criamos um monstro de língua afiada e agressiva!

Por favor, entendam como universo feminino esse mesmo que nós vivemos, com todos os valores heterossexuais, a hipocrisia e o fingimento que, antes que vocês digam, não estou atribuindo ao SEXO feminino, mas sim à ideia genérica da mulher construída em todos esses anos de história, e que nos afeta mais que as várias pequenas mulheres que passam pela nossa vida e mostram que nem todas são como o machismo prega, tá?

E não podemos negar, temos uma forte ligação com as mulheres, né? Inclusive, isso me lembra uma história… sabe aquele ditado: “Elogie uma mulher e ela esquecerá de você em 5 minutos, chame-a de gorda que ela lembrará da sua cara pra sempre”?

Entón, acho que isso vale pros gays também, porque eu vou te contar, todos os dias eu recebo dezenas de críticas e elogios, de gente que se passar hoje na rua por mim eu nem vou reconhecer. Exceto UMA BEE, que falou assim: “Nossa, Max, você deu uma engordada, tá com uma barriguinha”, que despeitada!

Hoje eu lembro ATÉ DO CACHECOL verde e rosa que ela tava usando…

E as senhoras? Têm alguma explicação pra esse nosso comportamento? Conta aí pra gentchy nos comentários. E não esqueça de votar na enquete abaixo!

BOMBA: Toy Story é uma metáfora gay!

04/01/2012

Esqueçamos um pouco do BBB e da racha artista que tem tatuagem de frase de música da Ana Carolina nas costas. Venham comigo em mais um raciocínio sobre o mundo gay de Vitorinha, que é tão previsível e pequeno que tá mais pra quartinho dos fundos gay.

Hoje passou Toy Story 2 na Sessão da Tarde e eu estava observando o quanto a personalidade de cada personagem se parece com os subgrupos da noite gay de Vitória, e quem sabe, do Braseel! Acha que a Max tá louca? Então continue lendo e veja que eu não estou erradãm:

O Woody: No filme ele é o líder dos outros brinquedos, foi o primeiro a aparecer, mas está hoje desesperado por atenção. Na vida real ele é aquela bee mais velha que já foi paquita na adolescência, passava o rodo, mas envelheceu e não pega mais ninguém. Todas as gays respeitam muito a bicha Woody pelos seus anos de experiência, mas ninguém dá muita atenção quando o próximo personagem chega na roda.

O Buzz Lightyear: Essa é a bee do século XXI, bombada, cheia de produtos tecnológicos e uma cobertura na Praia do Canto. É a nova Woody, mas todo mundo sabe que esses brinquedos modernos sempre quebram mais rápido e, com certeza, quando ela chegar na mesma idade já vai ter perdido 4 botões e o movimento dos braços.

O Rex: O Rex é a gay virgem, a carne nova. Medrosa e ainda desengonçada, vai pra boate louca pra encontrar o seu príncipe encantado ativão, mas fica na punheta… aliás, nem fica, né, porque descobre que seus braços são curtos demais pra chegar até o pinto.

A Caixinha de Soldados: São as frequentadoras da sauna do Centro de Vitória. Vivem trancafiadas lá dentro e só saem quando o emprego chama. São prepotentes, elitistas e só se comem entre si. Vale lembrar que elas são todas iguais, vocês já devem ter visto pela internet anúncios de “suruba entre machos”, nas quais há uma seleção mais exigente que a bancada do American Idol para só permitir a entrada de gays se encaixem no padrão de Harvard de hombridade. Resultado: 15 gays xerox fodendo dentro de um quarto, não é IDÊNTICO àquele copo que eles vivem?

O Sr. Cabeça de Batata: É a idosa cult. Nunca foi uma Woody na juventude, sofreu bullying, abriu seu próprio negócio, é rica e agora gasta fortunas sentada no cantinho de algum bar do Triângulo esperando pra pagar catar um Buzz Lightyear. Sua mesa tá sempre rodeada de pessoas com 1/3 da idade dela… vamos combinar, é aquela tia que não aceitou a idade que todo mundo tem.

O Porquinho: É a bee feia, mas bem humorada. Tá sempre rodeada de Buzz Lightyear porque ela acha que assim vai catar as menos favorecidas que eles dispensam. Vocês já viram muito isso na boate: Aquele grupo de bombadíssimas batendo um papo, falando de quantos potes de UÊI elas tomaram nas últimas semanas e, de repente, surge uma bee cagadíssima, com um sorriso no rosto e 5 doses de caipvodca sem açucar pra alimentar as amigas.

Slink (O cachorro-mola): PRECISA FALAR? Não, néam? O cachorro-mola é a bissexual! Ela é tão brother da Buzz quanto da Woody, e ajuda sempre que alguém precisa da “parte da frente” ou da “parte de trás” dela. Vou te contar que ela passa incólume na festa, mas se no outro dia você faz uma pesquisa de campo, 90% deu ou comeu o koo dessas gays.

Jessie: Quem viu o filme sabe que ela é a mais efusiva, abraça e beija todo mundo, tá sempre sorrindo, parece que tá numa onda de ecstasy, logo, ela é a promoter da porta da boate, ÓBVIO! Engraçado é que as Jessies também super respeitam as Woody’s, claro, uma Woody na sua boate é sempre sinônimo de excelência e bom atendimento, pois elas são chatíssimas e reclamam de tudo. Dizem sempre: “Porque a única boate que prestava era a Eros’

Os Aliens: São as gays que se vestem parecidas, as fashionistas de sempre. Já pensaram em pegação, mas hoje estão loucas pra arrumar um Sr. Cabeça de Batata pra sair da miséria de ter que fazer compra na Glória inteira pra montar um look. De vez em quando você vai vê-las de mãos dadas com uma cacura… $$$vai vendo$$$…

Betty: É a passiva folclórica novinha, que sonha em encontrar um príncipe encantado pra levá-la embora dali pra Europa. Está sempre vestida como um ninfeto dos filmes pornô da Bel Ami, tem cabelinho com franja e rosto maquiado. Mas o destino é cruel com ela, toda noite se apaixona por alguma Woody que promete mundos e fundos, e acaba num apartamento, drogada, e com um dildo de três cabeças no edi (não me façam ter que explicar que é porque ela tem uma ovelhinha de três cabeças).

O Mineiro: Ai, gente, ele vive dentro de uma caixa e é velho, tem como ele ser mais alguma coisa além dos casados que comentam no post “A dor de dar o cu é uma dor moral“?! Observem que no filme ele só sai da caixa quando ninguém tá olhando, ou seja, quando a esposa dorme. Se vocês soubessem o quanto nossos posts pornográficos bombam de madrugada…

Acho que não esqueci ninguém… tem aquele cavalo escroto, mas é o mais inútil, pense nele como as gays chatas que não se enquadram em garáleo nenhum, aproveita e fica muda também. Aliás, pior que finalmente achei uma categoria pra enquadrar as pseudo-cults, o cavalinho seguidor da bee Woody que senta com ela na mesa do Cochicho pra beber discutindo Arte Moderna. Fica mais calada que discute, né, não se esqueçam que a bee Woody é a Buzz Lightyear da última geração, elas são tão narcisistas quanto.

Paulo Gustavo em “Cotas para gays”

31/12/2011

Cata Paulo Gustavo, SEMPRE GENIAL, em mais uma edição da série Absurdos:

Já pensou no que aconteceria com Jardim da Penha se levassem isso a sério?

Top Five do Pop 2011

30/12/2011

Agora é nossa vez! Neste clima goshtoso de retrospectiva, vamos relembrar os 5 melhores momentos da pop music que mais nos marcaram em 2011? Aquelesh que levaremos na memória e em nosso heart ♥? Vamash:

5 – Katy Perry e o Julio de Sorocaba

Foi um ano de grandes shows internacioanis nas terras tupiniquins. Teve Britney e milhares de bees gritando “Oh Oh Oh Oh”, teve Rihanna curtindo nossa caipirinha, teve Shakira cantando com Ivetão, teve adolescentes jogando calcinha na cara do Justin Bieber, enfim. E teve Katy Perry no Rock in Rio e uma bee que virou web-celebridade instantânea depois que:

“Juli.. Oooh!”

4- O ovo de Gaga

O ano iniciou com o aguardadíssimo álbum Born This Way, da cantora Lady Gaga. Sempre com performances memoráveis – como a que trouxe a público seu alter-ego masculino Jo Calderone – Gaga abalou ao chegar a premiação do Grammy dentro de um ovo. O single-título do álbum teve sua estreia marcada por acusações de plágio que não tiraram em nada o brilho e a fechação da apresentação:

3 – Beyoncé e a performance de Run the Word (Girls) no Billboard Music Awards

Este ano ela deu o que falar por conta de sua gravidez – que chegou-se a suspeitar ser falsa. Lançou um álbum (4) e vários clipes. Mas o que realmente deixou o mundo de queixo caído foi a performance fabulosa do single Run the Word (Girls)! Foi acusada de plágio e copiadíssima. Arrasa, Bey:

2 – A morte de Amy Winehouse

Em janeiro, ela veio ao Brasil pela primeira e última vez. O mundo chorou sua morte acontecida em julho. No fim deste ano, foi lançado um álbum póstumo Lioness Hidden Treasures no qual inclui o clássico da Bossa Nova ‘Girl from Ipanema’. Pra mim Amy foi o maior presente e a maior perda que este século nos deu no quesito música.

1 – Adele!

O fenômeno Adele, por si só, foi a grande revelação deste ano. Desbancando várias divas, a gordinha deu nó na garganta de muitas bees embalando crises de dor de cotovelo… Sem dúvida É a diva gay do ano:

Você vai precisar disso um dia!

29/12/2011

Como explicar Direitos Gays às pessoas com discursos estúpidos:

Via Facebookeiros que cataram no Mr Salles que viu no Eleições Hoje.

Chico Rei: exemplo de marca que respeita o público!

09/12/2011

Vou contar o que houve para estar aqui elogiando a marca. Sou um cliente da Chico Rei (tenho esta e esta), marca de camisetas criativas (lindas!) que vendem via internet. Há algumas semanas eles lançaram uma nova coleção e anunciaram no Facebook. Eu pensei “Oba, vou lá ver as novidades!“, mas eis que entre váras ótimas estampas me deparei com essa camisa aqui que me desapontou:

Para olhos mais desinteressados, uma mensagem inocente, mas para nós gays, uma afronta. Fiquei louco e dei logo um basfond no face da marca:

Porque eu pensei o seguinte, se fosse uma marca que visasse uma grande massa até deixaria passar, mas no caso da Chico Rei que trabalha justamente com conteúdo e conceito exclusivo, onde a mensagem conta MUITO, não podia deixar passar. Como eu já disse num post, felizmente ou infelizmente, no mercado, como consumidores que pagam, TEMOS que ser tratados como iguais.

Daí eles responderam e começou o debate – inclusive a Izaa entrou e me ajudou, obrigado, linda! – cata:

E o resultado, advinha? A marca não só tirou a camisa para venda como criou outra estampa para se retratar:

Não é demais?! ♥ Por isso agora eu não tenho problema algum em dizer, comprem na Chico Rei, além de divertida e criativas, as camisas tem qualidade!

Precisamos de mais héteros assim no mundo!

07/12/2011

Eu amo o cantor Criolo e seu álbum “Nó na Orelha” (especialmente a “Não existe amor em SP“), agora tenho mais um motivo pra amar. Olha o coió que ele deu no apresentador punk Clemente! Ao ser comparado de maneira maliciosa ao cantor Fred Mercury respondeu dizendo ser uma honra e pra completar provocou dizendo que Ney Matogrosso era outra inspiração dele. Arrasô!

“Já que você tocou nesse termo, eu respeito todas as opções (sic) das pessoas. Não vou rir. Até parece que é defeito um cara ser homossexual. Eu não sou homossexual, mas jamais vou usar como chacota esse tema”

O mundo não seria um lugar bem melhor se houvesse mais gente que pensasse assim? E as minorias que um dia sofrem preconceito e no outro querem subjulgar as outras? tsc tsc tsc. Longe de mim insinuar qualquer coisa, mas olha um dos comentários do vídeo:

Significa?

Acho que cabe bem aqui dois versos da música citada no início do post, do próprio Criolo, “…morra afogado em seu próprio mar de féu/ aqui ninguém vai pro céu!”

Fora que, além de elegante, talentoso e inteligente, o Criolo é um cafuçú delícia, né?

Dica via comentários.

“SENAS” da noite capixaba #10

05/12/2011

Contaram-me deste caso há algum tempo, caso que aconteceu com uma bee que estagia numa grande instituição aqui do estado. Um certo dia, ela estava cumprindo suas funções quando para executar  um serviço precisou que outro funcionário para levá-la a um local com o carro da empresa. Ao ver os dois saindo juntos de carro os peões da firma começaram a zuar, fazendo comentários insinuosos do gênero: “Volta logo, hein, fulano, se não vão começar a falar…”

Passados alguns dias, a bee comentou despretensiosamente sobre o fato com sua superiora dizendo como aquele fato era desagradável. Na hora a responsável por ele na empresa levantou-se e foi até a sala do chefe e contou tudo. Ele ficou furioso e mandou chamar todos os responsáveis pelo constrangimento. Chegando lá, tomaram um coió homérico do chefão, que lhes disseram que na instituição dele ninguém ia agredir os colegas de trabalho por qualquer motivo, inclusive que não toleraria nenhuma forma de homofobia! ♥ Disseram-me que o chefe ia demitir a todos, mas o chefe do departamento pessoal convenceu-o, por motivos trabalhistas, do contrário.

Não é demais? Estamos avançando, caBIXAbas? E fica a dica: não deixem que façam contra você qualquer tipo de agressão, ainda que simbólica! Não deixe passar em branco, denuncie!

“Who run the world? Girls!”

PERIGO: Homofóbicos invadem o banheiro do Shopping Vitória

26/11/2011

Beeeeeeshosas,

MUITO cuidado! As senhoras correm perigooooo!!! Explico: você que está acostumada a seguir nosso GUIA de pegação no Shopping Vitória, agora tem mais uma adversidade! Se já não bastassem os seguranças, os faxineiros e as crianças desacompanhadas, os banheiros do Shopping estão abarrotados de religiosos homofóbicos! Olha o que eu encontrei em APENAS UM reservado do banheiro do lado da Colcci (loja foco das beeshosas e pegadoras!!! até vendedor de lá faz pegationnnnn. ABAFAAA):

Uó monas, uó! Antes a gente ia nos reservados e lia quero dar meu cu agora, me liga 99999999 poesia ou como o seu cu com força recadinhos do coração! É sério, fiquei com medo desse povo! Vai que eles comecem a chamar os seguranças ou na pior das hipóteses fazer pregação dentro do banheiro!!!! Aliás, não sei até quando vou conseguir continuar morando nesse estado que cada vez mais é dominado por talibãs evangélicos! E se você acha que é bobagem de Tchynninha, olha o que tinha na outra parede:

Sem mais! E mais uma vez, se quiser se aventurar, tome cuidado e esteja preparada para retaliações!!! Administração do Shopping Vitória vamos tomar providências! E digo mais, os banheiros que já foram dignos de elogios estão cada vez mais acabados e sujos!!!! Tricos quebrados, mármore gasto, descarga vazando e esses homofóbicos de MERDA!!!!

Não é só um rostinho bonito, é muita cuca no lance. Oi?

24/11/2011

“Não acho que sou pegador. Mas vou te falar uma parada também, se você não tem fama de pegador e é solteiro, fica com fama de veado. Então, antes pegador que veado, né?”

A pergunta que não quer calar é: Quando as pessoas que estão lá, representando o povo ou que possuem o poder de influenciar a massa, vão continuar dando declarações ridículas como esta?

Caio Castro, mais conhecido como novo galã global, idolatrado por menininhas novinhas e muitos gays, inclusive, fez uma declaração infeliz. Porém, acredito que se você sabe que faz parte da mídia, que as pessoas escutam o que você diz, você deve se policiar melhor.

Concordo com Carlos Tufvesson, coordenador de Diversidade Sexual da Prefeitura do Rio, sobre o ocorrido:  ”As oficinas de interpretação da Globo deveriam ter uma aula de como não falar idiotices para a imprensa”.

O que podia ser evitado, foi jogado ao vento. Se você é famoso, você está na mira da imprensa. Qualquer coisa dita, vai ser julgada, discutida, debatida. Os artistas brasileiros tem que parar com essa “ingenuidade” e começar a refletir mais sobre suas afirmações perante jornalistas.

Segue abaixo o pedido de desculpas do ator:

“A declaração foi errônea e totalmente ao contrário do que eu quis passar. Ficou uma sensação de preconceito do público. Qualquer tipo de preconceito é um atraso. Eu não tenho preconceito algum com os homossexuais, tenho amigos gays. Foi totalmente errado e maldoso para vender reportagem. A gente tem um monte de imprensa marrom. E faz de tudo e colocar esse tipo de comentário idiota. Para vocês que acompanham, está na hora de acordar um pouco. O que a gente fala muitas vezes é editado e não é posto do jeito que a gente fala. Não sou uma pessoa preconceituosa e o comentário que fiz foi mal interpretado. Respondi uma porrada de critica, comentário, estão me bombardeando. A única coisa que posso dizer é que preconceituoso não sou. E peço desculpas se causei algum tipo de incômodo.”


Seguir

Obtenha todo post novo entregue na sua caixa de entrada.

Join 1.957 other followers