Na sexta-feira, véspera de Carnaval, Roliver de Jesus foi para a escola em clima de festa, mas acabou se tornando alvo de piadas. Uma colega do menino disse que crianças e adolescentes fizeram uma roda ao redor do menino, que foi humilhado e empurrado. ”Eles o chamaram de gay, bicha, gordinho… Às vezes ele ia embora chorando”, comentou.
A vítima deixou uma carta pedindo desculpas pelo suicídio e dizendo que não entendia porque era alvo de tantas humilhações. O menino se enforcou com o cinto da mãe e foi encontrado já desacordado pelo pai. Roliver chegou a ser socorrido, mas não resistiu.
Na escola onde Roliver estudava, outras estudantes sofrem com a violência psicológica. A mãe de uma aluna contou que a filha de 10 anos é vítima de bullying e que perdeu a conta de quantas vezes levou a situação ao conhecimento da direção. “Eu tenho coragem e falei com a diretora, mas ela não resolveu nada até hoje”, acrescentou.
A imagem que ficou para Karen Raquel Tenente, amiga do estudante, é de um menino alegre e sonhador. Para ela, ainda é difícil acreditar no que aconteceu. “Ele dizia que queria ser um grande artista”, finalizou.
A família alega que os abusos já tinham sido comunicados à direção da escola. “Eu não tinha denunciado a situação desse meu filho, mas de outro. O Conselho Tutelar também sabia. Eu pedi o remanejamento dos meus três filhos, mas disponibilizaram vagas em escolas diferentes”, lamentou a mãe, Joselia Ferreira de Jesus.
O Rio de Janeiro, apesar do veto da campanha contra as DST’s no Carnaval, está apostando todas as fichas no slogan “Rio contra a Homofobia”. São palestras, outdoors e, como já era de se esperar da terra do samba, uma música toda fofinha da cantora Suellen Luz, cata:
(A qualidade do som não está das melhores, mas vale a pena ouvir)
Gracinha, né? Dá muita vontade de sambar só de shortinho na frente de algum bar da Lapa. Já vou colocar no próximo churrasco que tiver no fundo do quintal daqui de casa.
A propaganda de tevê destinada a gays realizada pelo Ministério da Saúde foi vetada pela Presidência da República. A intervenção acontece seis dias depois da campanha ter sido divulgada pelo órgão. A exibição da propaganda só poderá ocorrer se a cena de carícia entre os dois atores for retirada, segundo determinações da presidente Dilma. De acordo com a Agência O Globo, o vídeo estava em exibição no site do Ministério da Saúde, mas já foi retirado.
O Governo do Estado e a Prefeitura de São Paulo estão preocupados com as altas taxas de infecção pelo HIV entre jovens gays e fizeram um apelo, por meio de nota, para que campanhas de conscientização sobre a AIDS voltada para este e outros públicos mais vulneráveis à doença sejam transmitidas em canais abertos de televisão. Na mensagem, a Coordenação do Programa Estadual DST/Aids-SP e os coordenadores dos Programas Municipais DTS/Aids-SP afirmam que “campanhas direcionadas para jovens gays necessitam ser divulgadas na mídia televisiva, com linguagem específica e direta, pois constituem-se em ferramenta imprescindível para o enfrentamento da epidemia, redução da homofobia e do preconceito”.
É justamente o contrário do que fez o Governo Federal ao vetar o vídeo no Carnaval de 2012. Com a alegação de que o vídeo foi produzido para ser exibido apenas em locais de frequência LGBT, o Brasil ganha nota ZERO no quesito evolução. Outro vídeo foi produzido e você confere abaixo:
Nessa nova campanha os gays aparecem, mas em forma de número de casos que aumentaram nos últimos anos. É destacado o “aumento de mais de 10% nos casos de AIDS entre jovens gays de 15 a 24 anos” nos últimos 12 anos, o que fez com que o Ministério da Saúde anunciasse, ainda em 2011, essa população como sua prioridade nas políticas de combate ao vírus HIV no Brasil.
Ao invés de mostrar a realidade, o governo continua preferindo nos tratar como estatística. Não sou apenas um número, tenho voz, pago minhas contas, sou cidadã e tenho vergonha de ter votado em você, Dilma…
O assunto agora é sério, existe um site chamado “O Guarda de Israel“, que está divulgando notícias falaciosas sobre uma suposta “bactéria homofóbica” que estaria sendo dispersada nos Estados Unidos e matando várias pessoas.
Leia a notícia:
Para ver a notícia completa e as fotos dos pacientes, clique AQUI
O autor do texto faz uso claro de homofobia a fim de causar pânico nos leitores, e mistura fotos de pacientes com doenças diferentes das que a bactéria sobre a qual ele fala pode causar. O próprio título já é uma grande demonstração de que o texto não merece credibilidade:
Bactéria homofóbica se espalhando em cidades que perseguem cristãos? Tá boa, né?!
A bactériaStaphylococcus aureus, ou MRSA, é resistente à maioria dos antibióticos e é uma das mais severas infecções hospitalares, sendo mais frequente em países subdesenvolvidos, pois tal bactéria se instala na pele, jaleco ou luvas dos médicos e enfermeiros que manipulam pacientes infectados por ela. Como em países subdesenvolvidos é comum uma grande quantidade de pessoas com doenças diferentes dividindo o mesmo ambiente, somado à pouca quantidade de profissionais disponíveis para atendê-las, algumas vezes o médico/enfermeiro não tem tempo para se higienizar devidamente e acaba contaminando outras pessoas. Não existe nenhuma ligação dessa bactéria com o sexo anal especificamente, mas sim com QUALQUER contato de pele contaminada com pele saudável.
Entretanto, apesar da MRSA também causar um tipo de necrose na pele, as fotos usadas pelo autor são de pacientes que fazem o uso da droga Krokodil, famosa na Rússia, criada para substituir a heroína, causando os efeitos devastadores mostrados nas imagens.
Inclusive, na segunda foto, na qual o autor diz “perna de um homossexual contaminado”, está claro que a perna pertence a um paciente do sexo feminino. Isso comprova que ele nem sabe do que está falando e, mesmo se soubesse, se é um homossexual, como diz o autor, seria incapaz de adquirir a doença através do “sexo anal”, já que teoricamente, seria lésbica. Apenas um exemplo da total falta de responsabilidade com os seus leitores.
“Mas isso é só mais um site cristão enchendo a paciência, Max”… Sim, bebês, o problema é que esse autor está se auto-promovendo em vários sites de muitos acessos (“agregadores de links”), causando pânico e enganando leitores leigos.
Por isso convido vocês a usarem 5 minutos do seu tempo para denunciá-lo à SaferNet, seguindo os seguintes passos:
E no campo dos comentários vocês podem criar um ou colar o texto do meu post, a escolha é sua… o que vocês não podem é deixar de denunciar esse site, somente com um número elevado de denúncias ele será tirado do ar.
Você deve estar se perguntando, “Matt WHO?”, mas eu tenho certeza que toda noite, enquanto está zapeando de madrugada pela Globo ou pela Fox Brasil, você sempre fica toda molhadinha quando vê o protagonista DESTE SERIADO:
Pois é, nós também, nunca entrou na nossa cabeça que um homem tão perfeito, de traços pintados a pincel, fosse hétero. E, para o delírio do nosso Gaydar, ele se assumiu durante uma premiação:
Clique para assistir o vídeo do momento do outing
PONTO NO PLACAR GERAL PARA AS MEEEEEENIIIIIINAAAAAAAS!
Domingo passado, durante a Caminhada da Juventude no Fórum Social Temático, em Porto Alegre, o estudante William dos Santos, 20 anos foi agredido com socos e pontapés por dois homens. No dia do ocorrido (05/02), quando se aproximava do ponto de ônibus em frente à Faculdade de Direito da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), no centro de Porto Alegre, o jovem foi surpreendido por dois homens que começaram a fazer xingamentos e em seguida partiram para a agressão.
“Eles me deram muitos socos e pontapés. Foi tudo muito rápido, mas tenho certeza que sou mais uma vítima da homofobia. Me chamavam de ‘viado’ a todo instante”, disse o estudante. William teve quatro dentes quebrados e permaneceu com o rosto inchado por alguns dias. Os dois agressores roubaram o tênis e uma bolsa do jovem.
“As pessoas que me agrediram não são seres humanos. Vou seguir minha vida e não desejo isso para ninguém”, completou.
O estudante recebeu manifestos de apoio através dos mais de 39 mil compartilhamentos no Facebook, contabilizados até as 22h de quinta-feira. No boletim de ocorrência, segundo o delegado Paulo César Jardim, titular da 1ª Delegacia de Porto Alegre, consta roubo e não homofobia.
O delegado explica que as fotos dos supostos agressores já estão na delegacia. “Temos as fotos de alguns homens que podem ter agredido este garoto. Porém, ele precisa vir até aqui para identificá-los. Vamos aguardar. Espero que ele venha para podermos solucionar este caso”, diz. O delegado afirma ter pedido diversas vezes para o jovem prestar depoimento e que não foi atendido até agora, cinco dias depois do corrido.
William dos Santos atuou por dois anos na ONG Somos, que defende a causa LGBT. Entretanto, declara: “Tenho a convicção de que eles não vão ser encontrados. Esse tipo de agressão sempre fica impune”. Entramos em 2012 já com muitos casos de homofobia. Está ficando corriqueiro. E há muitos casos que não são denunciados. Eu acredito na minha causa e sei que posso ir adiante. Não quero vitimizar a minha pessoa, mas sim dar ênfase ao caso para que isso não aconteça mais em qualquer parte do Brasil”, diz.
“Não posso parar minha vida por isso, mas também não posso deixar passar em branco. É um fato doloroso, mas estou tendo apoio”, desabafa.
Muito se comenta sobre o caso do banheiros para gays do Colégio Vicente Rijo, em Londrina. Vários leitores me pediram para falar sobre o assunto, mas estou receoso em emitir uma opinião definitiva, uma vez que essa situação nos coloca numa via de mão dupla. Vamos analisar juntas?
Assista ao vídeo da reportagem:
Temos duas situações:
1. O maior número de casos de bullying nas escolas acontece no anonimato dos banheiros, é lá que os alunos preconceituosos se sentem seguros o suficiente para cometerem seus delitos sem o medo de sofrer retaliação. A criação de um novo banheiro evitaria esse tipo de situações.
Entretanto, um leitor veio me dizer que é nos banheiros que também acontece a “pegação”. Mas aí é uma obrigação da escola em fiscalizar, uma vez que pegação em banheiro hétero também sempre existiu, não é de exclusividade dos gays.
2. Apesar da criação dos banheiros evitar situações constrangedoras que esses gays passariam num banheiro regular, isso também promoveria uma segregação ainda maior.
Na cabeça dos jovens alunos homofóbicos, isso serviria de motivo para corroborar a ideia de que eles não são obrigados a conviver com a diversidade, que basta se sentirem incomodados que ela logo será colocada de lado e escondida onde não poderá ser vista pelos “normais”.
Olha que fofura a nova campanha do Rio para o Carnaval 2012:
Verdade, SUS, quebração de louça rola MUITO!
Mas num dá nada, o máximo que essas duas vão fazer é ir pro motel beber Martini, falar mal de homem e fazer trança no cabelo uma de outra.
UPDATE: Sou obrigada a comentar dessa de branco, né? Posso colocar um gif que representa como ela está se sentindo fazendo parte de uma propaganda pro governo?
Famosa em todos os pontos de ônibus da Tijuca, garáleo
O fotógrafo John Ganun se inspirou em cartaz da Segunda Guerra e fez campanha pró-gay no Exército
Há algum tempo era comum estereótipos em certas profissões, como por exemplo: o cabeleleiro gay ou jogadora de futebol sapatão. Apesar de estarmos em 2012, no auge da luta pelos direitos gays, com várias conquistas importantes para a comunidade lgbt, ainda encontramos muito preconceito no mercado de trabalho. Principalmente para as lésbicas mais masculinas ou para as bees mais pintosas.
Entretanto, ainda há esperança! rs Algumas empresas vem, cada vez mais, investindo na diversidade sexual. Uma das mais famosas e que teve seus funcionários empenhados na campanha “It gets better” é a Google. Como eu já comentei por aqui, o Google foi destaque em um relatório da Human Rights Campaign por ser uma das melhores empresas para funcionários LGBT. Outras corporações internacionais como Nike, Apple, Volvo, Coca-Cola, American Airlines, Visa, Jaguar, Land Rover, Volkswagen, Bridgestone, Puma, Armani, Calvin Klein, Dolce & Gabana, Nivea, Gucci, Air France, Absolut, LG, HP, Diesel, Banana Republic, L’Oreal, Versace, Ray Ban, também adotam a postura gay friendly.
No Brasil, o grupo ainda é pequeno. Podemos citar entre outras: Vida Freedom (o primeiro seguro de vida para casais homossexuais do Brasil), TAM Viagens, o Mercure Grand Hotel São Paulo Ibirapuera (do Grupo Accor), a Camicado (timidamente), o Banco do Brasil (timidamente), o Flash Power (timidamente), a Nokia Brasil(timidamente) e, pelo menos aqui no nosso estado, BrasilCenter Comunicações.
Segundo pesquisa feita pela Market Analysis, um a cada dois brasileiros considera importante que as marcas sejam amigáveis aos homossexuais. Ainda segundo o levantamento, apenas um entre 10 entrevistados afirmaram conhecer marcas com atitudes positivas em relação ao público homossexual.
Lembrando que em alguns estados a discriminação por orientação sexual pode render multa. Como no estado de São Paulo, onde quem ofende ou discrimina homossexuais no ambiente de trabalho pode pagar R$ 16 mil de multa se for condenado. O valor sobe para R$ 49 mil em caso de reincidência. Se o processo for contra uma empresa e ficar provado que a multa é pequena diante do seu porte, a quantia pode ser aumentada em dez vezes, chegando a R$ 493 mil aproximadamente.
Ah, o Natal! Mexe com a gente e desperta o que há de melhor em cada um! Ficamos filantropas e todas trabalhadas nos sentimentos utópicos de um mundo melhor. Snif! E por que que a muatchy ficaria fora disso, né? Do Gazeta Online:
A forma é clássica, essa coisa de inversão pra se colocar no lugar do outro, mas esta produção está tão bem feita e com o conceito tão bem acabado… EU ADOREI!
Fora que o recado dado é sempre importante repetir: “é importante pensar de forma empatica, como se os problemas alheios fossem nossos problemas”.
Eu amo o cantor Criolo e seu álbum “Nó na Orelha” (especialmente a “Não existe amor em SP“), agora tenho mais um motivo pra amar. Olha o coió que ele deu no apresentador punk Clemente! Ao ser comparado de maneira maliciosa ao cantor Fred Mercury respondeu dizendo ser uma honra e pra completar provocou dizendo que Ney Matogrosso era outra inspiração dele. Arrasô!
“Já que você tocou nesse termo, eu respeito todas as opções (sic) das pessoas. Não vou rir. Até parece que é defeito um cara ser homossexual. Eu não sou homossexual, mas jamais vou usar como chacota esse tema”
O mundo não seria um lugar bem melhor se houvesse mais gente que pensasse assim? E as minorias que um dia sofrem preconceito e no outro querem subjulgar as outras? tsc tsc tsc. Longe de mim insinuar qualquer coisa, mas olha um dos comentários do vídeo:
Significa?
Acho que cabe bem aqui dois versos da música citada no início do post, do próprio Criolo, “…morra afogado em seu próprio mar de féu/ aqui ninguém vai pro céu!”
Fora que, além de elegante, talentoso e inteligente, o Criolo é um cafuçú delícia, né?
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