
Não, não é o Zorro
Hoje no Facebook, o grande assunto foi o tema “traição”, uma bee encheu o seu mural de dúvidas sobre como lidar com a situação, se o ato de trair configura mau-cárater, se você perdoaria, entre outros. E faz um tempinho que o Babado Certo não filosofa sobre amor e relacionamento, entón, essa é a melhor oportunidade
Vamos partir da premissa de que a monogamia é cultural, okay? Afinal, se monogamia fosse um comportamento natural da espécie humana, não existiria traição. Nós seríamos como os pinguins, que só têm um parceiro e quando ele morre, permanecem viúvos até o fim dos seus dias. 
Cata a perguntinha da bee:
As pessoas falam sobre meu-caráter e traição, que uma coisa liga a outra… Pergunta, (seja sincero): se vc fosse com você, o caso de você trair a pessoa com quem está, você teria coragem de falar que traiu, como você lidaria com o seu caráter?
As gays ficaram em polvorosa nos comentários, porque a gente sabe que bee ADORA dar pitaco em relacionamento, néam? Algumas disseram que não contariam, outras disseram que o segredo do relacionamento não é ser FIEL, é ser LEAL e contar quando fizer a merda.
*Respira e guarda a lâmpada fluorescente, Max*
E eu digo: MEU KOO! Que história é essa de lealdade? Maior hipocrisia para tapar o sol com a peneira. Ninguém trai por acidente, quem trai o faz consciente e ciente da cagada que está cometendo. Tem paquera, tem beijo, tem roupa sendo tirada, tem um monte de situações que dão inúmeras chances de desistir de trair (se você tiver boa índole e respeito pelo seu parceiro). E com boa índole não tem álcool que te faça vacilar.

Situações essas que só comprovam que você traiu em juízo perfeito, é sim um grandissíssimo filho da puta e não vai ser um namorado mais nobre só porque teve a cara de pau de contar e ainda pedir perdão. Você já errou lá no começo e se permitiu errar.
As pessoas falam de lealdade em caso de traição, como se trair fosse comparado a quebrar aquela vasilha de vidro da sua mãe porque foi descuidado. Como se o traidor, num piscar de olhos, acordasse horas depois com a boca na neca do amante! Me poupem, por favor, não banalizem a lealdade num relacionamento.
Lealdade é válida sim, pra contar quando você sai pra beber com aqueles amigos que seu namorado não gosta, quando você adiciona um ex-namorado no Facebook, até quando você tira a camisinha no meio da foda sem a passiva ver. Essas sim são situações que te enobrecem com a sinceridade.

Desculpa esfarrapada
Agora, não me venha com esse papo de que “aconteceu, não teve como segurar”, e achar que contando isso você deixa de ser aquele que cagou na cabeça do seu relacionamento e reduziu a nada todo o sentimento e confiança que a outra pessoa depositou em você. Tudo em prol de um “desejo carnal” que você diz não conseguir conter.
Tudo bem, eu sei que existem relacionamentos e relacionamentos, mas eu acho que num relacionamento onde existe um contrato prévio de monogamia e respeito mútuo, o mínimo que se pode esperar é que uma das partes seja LEAL (aí sim a lealdade serve pra alguma coisa) para dizer que o outro não é mais suficiente para ele e que existe a intenção de se envolver com outras pessoas.

Entendo quem já foi traído e perdoou, seja porque gosta muito, ou porque estão há muitos anos juntos. Mas acho que quando uma pessoa não é mais suficiente para a outra a ponto de existir a traição, e esse relacionamento continua, temos uma relação baseada em “conveniência”, não mais em sentimento. E, bebês, vamos combinar que casamento/namoro por conveniência deveria ter ficado lá no século passado.
Por fim, queria nem falar de uma gay que eu conheço, mas sou obrigada: Ela já perdoou QUATRO VEZES o namorado safado, essa daí merece mesmo é um rasgo de navalha na cara para cada vez que ela perdoou esse cafajeste.
E vocês, minhas fofuras? Já traíram? Foram traídas? Como lidaram ou lidariam com essa situação?
Acho que, na verdade, o pessoal já está é calejado, como na tirinha abaixo:

Agradecimentos ao Steiner, pela inspiração do tema, muah =*