Este vídeo foi retirado de uma palestra da professora Nina Arsenault do programa de estudos de Diversidade Sexual da Universidade de Toronto. O vídeo é uma ótima ferramenta para desmistificar um pouco o tema “transexualidade”.
Nina Arsenault é conhecida e aclamada por sua “transdiciplinariedade” na arte, tendo trabalhado com apresentações ao vivo, fotografia, vídeos e apresentando seu trabalho na mídia de massa, onde explora a sua contínua transformação psicológica e física. A transformação de Nina, a metamorfose plástica que envolve a sua transformação de homem em mulher, incluí até hoje 60 cirurgias, e a sua vida pessoal foi tema de diversos documentários nacionais e internacionais para televisão, revistas, rádios, jornais e revistas.
Em 2005, Nina tomou controle da sua própria voz e imagem em uma série de artigos autobiográficos, escritos como muito humor, intimidade e provocação, publicados em sua própria coluna: T-girl na revista canadense Fab!
Estas crônicas contam suas experiêcias com as cirurgias plástica, a vida de garota de programa e romances com homens heterossexuais que são apaixonados por transexuais, os chamados T-lovers. Nina também chegou a escrever para diversas mídias impressas canadenses como o jornal The National Post, a revista Now Magazine entre outras publicações. Seus provocativos artigos são leitura obrigatória em diversas universidades canadenses para os cursos de sociologia e estudos da sexualidade humana.
Em 2007 Nina foi agraciada com o título de Membro Honorário na Universidade de Toronto, junto ao programa de estudos de Diversidade Sexual.
O projeto que proibia a educação de diversidade sexual e o combate à homofobia para estudantes da rede pública foi retirado de pauta hoje na Câmara Municipal do Rio. O vereador Paulo Messina (PV) apresentou emenda à proposta, já aprovada em primeiro turno no dia 22, e impediu uma nova votação hoje.
O projeto de lei de autoria do vereador Carlos Bolsonaro (PP), veta a distribuição de material didático contendo orientações sobre diversidade sexual nas escolas municipais. A comunidade LGBT compareceu em peso ao plenário da Câmara Municipal para pressionar pela derrubada da votação. Com a retirada do projeto da pauta, o assunto volta às comissões da Câmara. Será feita uma audiência publica, ainda sem data definida.
Para Bolsonaro, autor do projeto, o ensino de diversidade sexual em escolas públicas “estimula o homossexualismo”. “Se quiserem me chamar de inimigo, não tem problema nenhum, sou inimigo deles. Não sou contrário a discutir a sexualidade, mas não para uma criança do ensino fundamental. A gente quer proibir gasto do governo com materiais que, na verdade, não combatem a homofobia, e sim estimulam o homossexualismo”, declarou.
Gostaria de agradecer a todos que assinaram e ajudaram a divulgar. Como eu disse, cada assinatura fez a diferença. Nós temos voz e podemos ser ouvidos, se quisermos! Parabéns para nós!
Não é de hoje que a família Bolsonaro se mostra homofóbica e portanto contrária aos direitos da comunidade LGBT. Carlos Bolsonaro, o filho machão de Bolsonaro, é vereador na cidade do Rio de Janeiro e quer aprovar um projeto de lei que proíbe a distribuição de qualquer material contra a homofobia ou que fale sobre diversidade sexual nas escolas do Rio.
O infeliz projeto além de não contribuir em NADA para nossa causa, piora a situação de centenas de estudantes homossexuais que sofrem com o bullying e a violência todos os dias nas escolas, estigmatizando ainda mais o tema e aumentando a intolerância.
Porém com o advento da tecnologia, NÓS podemos ser ouvidos! O projeto em questão terá nova votação hoje, às 15 hs. Assine a petição dizendo aos vereadores e vereadoras da Câmara do Rio de Janeiro quevotem CONTRA este projeto de lei absurdo.
14.915 pessoas já se manifestaram contra este projeto, cada assinatura faz diferença. Membros da All Out, junto com o grupo das Mães pela Igualdade, em parceria com @s colegas do Meu Rio, entregarão as assinaturas amanhã diretamente na Câmara dos Vereadores.
Georgina Martins, uma Mãe pela Igualdade nos disse que “ como mãe e como professora, penso que este projeto de lei ridículo e preconceituoso só vai aumentar a violência nas escolas. Meu filho sofreu muito - e eu não desejo que nenhuma outra criança ou jovem passe por isso. Por isso, eu vou lutar muito contra este projeto!”
O tempo está passando: a segunda votação deste projeto vai acontecer HOJE às 15hs. Assine AGORA a petição: CLIQUE AQUI
Finalmente, seguindo o exemplo das celebridades americanas, famosos brasileiros se reúnem em prol da causa lgbt. Com lançamento previsto para o dia 12 de Abril, o site da campanha pelo casamento civil igualitário no Brasil, reúne artistas dando seu depoimento a favor da igualdade de direitos civis para casais de mesmo sexo.
A iniciativa partiu do deputado federal Jean Wyllys (PSol-RJ) e participam da ideia artistas como: Caetano Veloso, Ney Matogrosso, Chico Buarque, Cauã Reymond e Sérgio Loroza. A campanha serve de apoio a proposta de emenda constitucional que altera o artigo 226° da Constituição Federal Brasileira, com o objetivo de acabar com a discriminação legal contra os casais do mesmo sexo e fazer valer o princípio da igualdade perante a lei.
Durante o lançamento oficial da campanha serão projetados pela primeira vez os primeiros vídeos gravados pelos artistas e será lido o abaixo-assinado com os nomes das primeiras pessoas que já se manifestaram a favor da igualdade. O evento contará com a participação de atores, atrizes, cantores/as, escritores, jornalistas e personalidades que participaram gratuitamente dos vídeos, além de parlamentares, militantes e representantes da sociedade civil. O texto e os vídeos também estarão disponíveis na página principal deste site, a partir das 22h.
Antes de se tornar supervisora regional de 26 escolas públicas e ingressar no doutorado em Educação da Universidade Federal do Ceará (UFC), Luma Andrade foi João por 30 anos. Na escola, apanhava dos meninos por querer parecer uma menina. Em uma das vezes que foi espancada, aos nove anos, queixou-se com a professora e, ao invés de apoio, ouviu que tinha culpa por ser daquele jeito.
Mais tarde, já com cabelos longos e roupa feminina não se reconhecia no uniforme masculino que era obrigada a usar. Evitava ao máximo usar o banheiro e aturava em silêncio as piadas que os colegas insistiam em fazer. “Se a travesti não se sujeitar e resistir, acaba sucumbindo”, lamenta.
Em 2003, já com o título de mestre, prestou concurso para lecionar biologia. Eram quatro vagas para uma escola do município de Aracati, apenas ela passou. Porém, o diretor da escola não a aceitou. Luma pediu a intervenção da Secretaria de Educação do Estado e conseguiu assumir o posto. “Eu não era tida como um bom exemplo”.
Anos depois, assumiu um cargo na Coordenadoria Regional de Desenvolvimento de Educação de Russas, justamente a região onde nasceu. Como supervisora das escolas estaduais de diversos municípios, passou a interceder em casos de agressões semelhantes ao que ela viveu quando era estudante.
“Uma diretora de escola fez uma lista de alunos que, para ela, eram homossexuais. E aí mandou chamar os pais, pedindo para que eles tomassem providências”. A providência, segundo ela, foi “muito surra”. “O primeiro que foi espancado me procurou”, lembra. Luma procurou a escola. Todos os gestores e professores passaram por uma capacitação para aprender como lidar com a sexualidade dos estudantes.
Um ano depois, em 2008, Luma se tornou a primeira travesti a ingressar em um doutorado no Brasil. Ela começou a pesquisar a situação de travestis que estudam na rede pública de ensino e constatou que o caso da diretora que levou um aluno a ser espancado pelos pais e todas as outras agressões sofridas por homossexuais tinham mesma a origem.
“Comecei o levantamento das travestis nas escolas públicas. Eu pedia para que os gestores informassem. Quando ia averiguar a existência real do travesti, os diretores diziam: ‘tem aquele ali, mas não é assumido’. Percebi que estavam falando de gays”, relata. A partir desse contato, Luma trata em sua tese de que as travestis não podem esboçar reações a ataques homofóbicos para concluir os estudos.
Mas também sugere que os cursos de graduação em licenciatura formem profissionais mais preparados não apenas para tratar da homossexualidade no currículo escolar, mas também como lidar com as especificidades de cada pessoa e fazer da escola um lugar sem preconceitos.
“Cada pessoa tem uma forma de viver. Conforme ela se apresenta, vai se comunicar e interagir. O gay tem uma forma de interagir diferente de uma travesti ou de uma transexual. O não reconhecimento dessas singularidades provoca uma padronização. A ideia de que todo mundo é ‘veado’”. A tese de Luma está em fase final, corrigindo alguns detalhes e vai defendê-la em julho, na UFC, em Fortaleza.
Devido ao aumento de casos de alunos vítimas de homofobia nas escolas brasileiras, a Associação Brasileira de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais (ABGLT) lançou uma campanha para incentivar os estudantes/vítimas a denunciarem as agressões. Além disso é recomendado que a vítima registre um boletim de ocorrência nos casos de agressão, ligue gratuitamente para o Disque 100 e ainda envie a denúncia para presidencia@abglt.org.br, para que o caso seja acompanhado.
Enquanto em terras capixabas continuamos debatendo e articulando, a comunidade gay baiana fechou as ruas de Salvador em protesto contra a homofobia. O Grupo Gay da Bahia parou o centro da cidade na tarde de quarta-feira (22/03), em um ato contra o aumento de crimes contra homossexuais na Bahia. Com cruzes, faixas e cartazes nas mãos, a militância promoveu uma beijaço e protestou pedindo justiça, o que acabou chamando a atenção da população que aplaudiu a atitude.
Segundo informações do Grupo Gay da Bahia (GGB), onze homossexais foram mortos no estado nos dois primeiros meses do ano. Em todo país, foram registrados 81 homicídios no mesmo período. O ato simbólico, que fez parte das atividades do Dia Internacional para Eliminação da Discriminação Racial e serviu de protesto devido às mortes de gays, lésbicas, e travestis, iniciou-se na Praça da Piedade e seguiu até a Prefeitura Municipal de Salvador.
No ano passado, foram 272 assassinatos de LGBTs no Brasil. Destes, 29 aconteceram na Bahia, que lidera pelo sexto ano consecutivo o ranking de estados mais homofóbicos, com o índice de 10,66% do total de casos no país.
A coordenadora LGBT da Secretaria de Justiça da Bahia, Paulete Furacão e o presidente do Grupo Gay da Bahia (GGB), Luiz Mott, participaram da caminhada. A manifestação foi encerrada com uma grande roda como protesto contra a homofobia ao som do hino do senhor do Bonfim.
A Polícia Federal prendeu em Curitiba, na manhã desta quinta-feira, Emerson Eduardo Rodrigues, acusado de manter um site que trazia mensagens de apologia a crimes graves e de violência contra mulheres, negros, homossexuais, nordestinos e judeus, além de incitar abuso sexual de menores.
Rodrigues seria o responsável pel. No espaço, ele chegou a postar fotos de mulheres ensanguentadas, dizendo que elas mereciam morrer por manterem relações com homens negros. Também foi expedido um mandado de prisão contra Marcelo Valle Silveira Mello, que mora em Brasília e teria envolvimento com o site.
As investigações foram conduzidas pelo Núcleo de Repressão aos Crimes Cibernéticos, uma Unidade Especializada da PF e faz parte da Operação Intolerância.
No site da ONG SaferNet, onde se monitoram casos de apologia à violência e racismo, foram registraram 69.729 (até 14.04.12) pedidos de providências a respeito do conteúdo criminoso, um número recorde da participação de populares no controle do conteúdo da internet brasileira.
O suspeito pode responder pelos crimes de incitação/indução à discriminação ou preconceito de raça, por meio de recursos de comunicação social (Lei 7716/89); incitação à prática de crime (art. 286 do Código Penal) e publicação de fotografia com cena pornográfica envolvendo criança ou adolescente (Lei 8069/90-ECA).
Na decisão judicial que decretou a prisão preventiva dos criminosos, consta que “Elementos concretos colhidos na investigação demonstram que a manutenção dos investigados em liberdade é atentatória à ordem pública. A conduta atribuída aos investigados é grave, na medida em que estimula o ódio à minorias e à violência a grupos minoritários, através de meios de comunicação facilmente acessíveis a toda a comunidade. Sobre o site? Veja com seus próprios olhos a lista de posts mais recentes do búfalo viril viril:
O vídeo foi lançado no dia 15, o ativista e fundador do Grupo Gay da Bahia, Luiz Mott critica duramente o governo de Dilma, acusando o governo de ser complacente com a violência contra nosso povo.
É bom lembrar que o GGB entregou recentemente o troféu Pau de Sebo a presidenta por considerá-la inimiga da causa gay. Mott ainda declara: somente nesse início de 2012 já foram assassinados 81 homossexuais.
O cabeleireiro Wagner Geraldo Andrade, 42 anos, e o bancário Argêncio Alves Salgado Filho, 44 anos, moram juntos há 10 anos e agora resolveram oficializar a união. Eles vão se casar no Civil no dia 14 de abril e no religioso pela igreja anglicana no dia 22 do mesmo mês. “Queremos legalizar a parte material porque nosso sentimento não vai mudar nada. Nosso amor é muito grande. Nós batalhamos juntos para conquistar o que temos e se algo acontecer para um de nós queremos estar amparados”, diz Wagner.
O casal se conheceu há 10 anos em uma boate. Temos um relacionamento bom, uma rotina gostosa e brigas como a de qualquer casal heterossexual”. Argêncio afirma que o sonho do casal é viver pelo resto da vida juntos . “Nós sabemos o que queremos, temos certeza do nosso amor e pretendemos envelhecer juntos”.
E eles garantem que nunca enfrentaram preconceitos da família ou da sociedade. “Somos muito sérios e respeitamos as pessoas e as pessoas também nos respeitam. O nosso relacionamento sempre foi conhecido e nunca teve interferência da família”, conta Wagner. Desde o ano passado, a união entre pessoas do mesmo sexo passou a ter amparado pela lei brasileira.
Sesp (Secretaria do Estado de Segurança Pública) anuncia que vai ampliar proteção ao público LGBT.
Membros da Comissão do Fórum Estadual em Defesa dos Direitos e Cidadania LGBT, a Gerência de Inteligência Social da Sesp, a coordenadora estadual de Promoção da Cidadania e os delegados de Polícia em reunião.
O secretário de Estado da Segurança Pública e Defesa Social, Henrique Herkenhoff, recebeu líderes do movimento de LGBT do estado na terça-feira (13), em Vitória. Herkenhoff declarou que ampliará a proteção da comunidade, por meio de políticas públicas e da formação e capacitação de policiais civis e militares.
Nesta reunião, foram discutidas a formação dos profissionais da segurança pública e o trato da homofobia na investigação e acompanhamento de crimes. O movimento LGBT também apresentou a necessidade de o Governo do Estado assinar o termo de cooperação técnica para enfrentar, por meio de políticas públicas, as causas e os efeitos da discriminação e da violência homofóbica.
O secretário afirmou que o assunto vai ser tratado como prioridade pelo Governo e que representantes da Sesp vão ser designados para trabalhar de forma integrada com o Fórum Estadual LGBT.
“Vamos qualificar mais os nossos profissionais para que eles possam atender da melhor forma a todos os públicos. A Acadepol (Academia de Polícia) vai aumentar a abordagem do tema LGBT em seus cursos de formação e reciclagem de policiais”, disse.
Um jovem de 17 anos foi agredido por um colega de classe nesta quarta-feira (14), em uma escola municipal, no bairro Santo Antônio, em Vitória. O motivo da briga seria a orientação sexual do adolescente agredido. A vítima é homossexual e muito assustado contou como a violência aconteceu. “Ele pegou a cadeira e jogou em mim e não satisfeito ele ainda tentou me agredir com a lixeira da sala de aula”, contou o jovem que não quis se identificar.
A agressão homofóbica aconteceu na Escola Municipal Alvimar Silva. Os envolvidos são alunos do sétimo ano. Amigos da vítima tentaram defendê-la e chamaram a polícia. Todos os envolvidos foram parar no Departamento de Polícia Judiciária (DPJ) de Vitória. De acordo com testemunhas, além de agredir a vítima, o adolescente acusado de homofobia causou um verdadeiro tumulto no refeitório da escola. Segundo informações, o adolescente quebrou objetos e móveis da instituição de ensino. O que revoltou os familiares da vítima é que, mesmo tendo o patrimônio destruído, a direção da escola ainda tentou abafar o caso. “A direção é a lei dentro da escola, então eles teriam que ter tratado o caso com mais seriedade”, falou a avó da vítima.
Nos braços do agredido ficaram as marcas da violência. Segundo o jovem, esta não é a primeira vez que ele é humilhado pelo agressor por conta da sua orientação sexual. Ele afirmou que é perseguido e vive com medo. “Ele já havia me ameaçado e disse que iria me bater”, declarou a vítima. O adolescente que cometeu a agressão tem apenas 15 anos. A mãe dele esteve na delegacia, mas não quis falar com a imprensa. Segundo a polícia, o menino pode ser preso pelo crime de homofobia. “Sempre que alguém se sentir constrangido por conta desse tipo de crime é necessário e importante solicitar a presença da Polícia Militar, para que o caso seja encaminhado para uma delegacia para que as medidas cabíveis sejam tomadas. O preconceito de modo geral é crime e o preconceito com relações homoafetivas, também é crime previsto em lei e precisa ser combatido”, explicou o sargento De Angeli.
Segundo informações do Departamento de Polícia Judiciária (DPJ) de Vitória, todos os envolvidos na agressão prestaram depoimentos e foram liberados, inclusive o menor acusado de cometer a agressão.
A polícia divulgou nesta quarta-feira (14) imagens de dois jovens suspeitos de matar um rapaz com requintes de crueldade em Vila Velha. A gravação mostra os dois rapazes sem camisa conversando com uma mulher na orla da praia. Desconfiados, eles olhavam para os lados, falaram alguma coisa e saíram. Minutos depois, a câmera flagrou os dois indo embora com um terceiro rapaz que usava camisa azul e carregava uma mochila. Wiris Delfino Vitoriano foi morto momentos depois.
O delegado quer chegar à identidade dos suspeitos. “Nos obtivemos imagens das câmeras de segurança da Prefeitura de Vila Velha cerca de uma hora antes do crime na orla. É possível verificar que o Wiris saiu da orla acompanhado de dois elementos. Um estava sem camisa e com uma mochila nas costas e, o outro, sem camisa e com uma bermuda xadrez. Nós acreditamos que essas pessoas podem ter envolvimento com o crime ou possam ter alguma informação para passar. Pedimos encarecidamente à população que, caso conheçam essas pessoas, liguem para o 181 e informem quem são e onde podem ser localizadas para que possamos concluir essa investigação”, disse o delegado Marcus Vinícius de Souza.
A crueldade do crime chamou a atenção da policia, que acredita que os suspeitos podem ter participação em outros crimes. “Ele apresentava cerca de 68 perfurações feitas por arma branca. Várias nas costas, na região abdominal e na cabeça. Não descartamos a possibilidade dessas pessoas terem envolvimento em outros crimes no município, mas só conseguiremos obter essas informações mediante a oitiva dos mesmos ou mediante informações passadas pela população pelo 181”, afirmou Souza.
Reproduzimos a nota pública do Fórum Capixaba LGBTT em repúdio aos atos homofóbicos que ocorreram recentemente no estado:
O Fórum Estadual em Defesa dos Direitos e Cidadania de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais do Estado do Espírito Santo, que congrega dezenas de Entidades formais e informais que defendem os direitos humanos e cidadania de LGBT; entre elas Ongs, Fóruns, Conselhos, Coletivos, Associações, Grupos, Sindicatos; vem a público manifestar seu apoio e solidariedade aos familiares e amigos de Wiris Delfino Vitoriano; jovem cruelmente assassinado com aproximadamente 68 facadas em sua casa em Vila Velha – ES; vítima de suposto crime de homofobia.
O Fórum, em sua missão institucional de defesa da vida e da dignidade humana, vem a público manifestar sua preocupação quanto à situação de violência e extermínio de jovens que vem ocorrendo no estado do Espírito Santo. O crime homofóbico, que segundo estatísticas nacionais do Grupo Gay da Bahia (GGB) dobrou em 2012, precisa ser combatido pelo poder público de maneira sistemática e organizada.
A violência contra gays, lésbicas, bissexuais, travestis e transexuais (LGBT) e a falta de políticas públicas que assegurem direitos e cidadania a pessoas LGBT revelam o descaso deste governo com essa parcela significativa da sociedade capixaba.
O Espírito Santo, considerado um dos estados mais homofóbicos do Brasil, que possui a capital mais homofóbica do país, precisa construir e efetivar políticas públicas que de fato assegurem o pleno exercício de cidadania à população LGBT. Queremos um Estado democrático e livre da lesbo-homo-bi-transfobia.
A diversidade de cultura, de religião, de orientação sexual, de etnia, de gênero, social, precisam ser aprendidas, respeitadas e acolhidas por este Governo, através de exemplar trabalho de estado.
Dessa forma, é urgente que o Governo assine o Termo de Cooperação Segurança Pública Pacto Federativo e assegure e implemente as deliberações da II Conferência Estadual de Políticas Públicas e Direitos Humanos de LGBT.
Solicitamos que o Ministério Público Estadual, Tribunal de Justiça, Gabinete do Governador, Conselho Estadual de Direitos Humanos, Assembléia Legislativa do ES, juntamente com a Secretaria de Estado de Segurança Pública e Secretaria de Estado da Assistência Social e Direitos Humanos acompanhem o caso com peculiar atenção, para que este crime não passe impune como tantos outros.
Exigimos respostas do Poder Público para este caso que chocou a sociedade civil capixaba, e queremos compromisso para que outros sejam evitados através de uma construção coletiva e séria de políticas públicas que garatam direitos e cidadnia à comunidade de lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais no estado do Espírito Santo.
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