Quando saía da rodoviária de Vitorinha, uma bee interiorana conversava comigo e já profetizávamos: VAI SER BA-BA-DO! E claro que foi, porque era impossível não ser. Inclusive a bee estava tão empolgada que mesmo com a perna quebrada (!!) foi ao Rock in Rio – ‘RIR’ daqui pra frente. A bee arrancou o gesso com uma tesoura e se jogou! Pra que andar, néam?!
Terminado o tão aguardado só que ao contrário, como diz Katylene, show de Claudia Leitte, e depois de uns energéticos e cervejas, eu e minha companheira fomos nos apertando pela multidão de 100 mil pessoas (quase 1/3 da população de Vitória) para chegar o mais perto possível com conforto do palco pro show da Kathy Beth Terry (amo esse nome)!
E conseguimos, tsá? Olha a distância entre nós e a gata:
Fazia um vento gelado na Cidade do Rock, e isso somado com a multidão deixava o clima agradabilíssimo. Era como se houvesse um grande ar-condicionado ligado. Antes do show uma racha e um boy iam com uma arma que parecia um grande caramelo atirando alguma coisa na platéia, sei lá, algum brinde. O cenário lúdico de California Gurls já estava montado, aquele mundo colorido de doces. Daí, as luzes se apagaram… Luz azul, fumaça, o cenário se movendo… Katy surge por traz das nuvens cenográficas! HISTERIAAAAAAAAAAAAA!
Pelo telão eu via a carinha e o jeitinho de Katy e aquela comparação dela com pin-up fez todo o sentido: ela passa ao mesmo tempo uma expressão de ingenuidade boba e sensualidade. E fiquei passado quando percebi que um ex meu é simplesmente a versão masculina dela.
Quando mais o show passava e ela ia solapando um depois de outro de seus sucessos, eu ia cada vez mais me apaixonando por ela. No ar, um cima de euforia que aproximava-se do êxtase religioso. Todo mundo cantando, pulando e dançando junto. Está certo que ela não tem uma das melhores vozes prum show ao vivo, mas ela consegue conduzir um espetáculo de primeira grandeza como poucos, uma show girl pop que maravilhou todo o país. Foram tantos momentos bons que nem sei dizer qual foi o que mais gostei. Foi ela vestindo nossa bandeira e agradecendo-nos – e aos argentinos – pelo sucesso da canção? Foi o show de mágica na troca de dezenas de figurinos? Foi o beijo no Julio de Sorocaba, que virou celebridade instantaneamente na internet (olha ele falando sobre!)? Foi a tão esperada por mim, Last Friday Night, que me fez perder a voz de tanto gritar ‘TGIF’? Foi o público (70% bee, néam) não cantando exatamente Peacock? Mentira, sei dizer exatamente qual foi o melhor momento do show pra mim:
Abri os braços, olhei pra cima, vento nos cabelos… Foi mágico!
E como eu gritava! Por falar em gritar, isso criou uma situação que vou ilustrar com um meme, cata:
(Amo memes! Eles expressam sentimentos como ninguém)
Acabado o show da Katy Perry, começou o do Elton John. Foi um show bem intimista e decepcionou um pouco. A Elton ficava ali no pianinho na dele, sem interagir, de um lado e a banda fechando horrores do outro lado. Mas decepcionou mesmo, porque a maricona que tem mais de 40 anos de carreira de grandes sucessos, me vem num festival deste tamanho e NÃO canta os clássicos da sua carreira! Que beesha é essa? Ah, não aceito! Quando ele terminou o show eu fiquei lá falando pra desconhecidos em volta: “Calma, gente, é uma brinks! Ele vai voltar e cantar ‘Your Song‘, é o MAIOR sucesso de sua carreira dele”. Olha, vou te falar, estou esperando ele voltar até hoje…
Rihanna demorou pra entrar no palco – charme, aposto -, mas quando entrou… SAM-BOU na nossa cara! Começou com uns barulhos estranhos altíssimos, coisas quebrando, grito… Na tela iam passando imagens da racha se rasgando e tal… Parecia que o mundo estava acabando e que a fofa era a cavaleira do apocalipse! E iam introduzindo a música e o coração acelerando… “Mentira, não pode ser, é mentira!”
QUEBROU O GARALEO TODO!
Ela conseguiu tirar todo meu mau humor por ter sido roubado!!! Ela entrou toda confiante apoiando-se na certeza de que todas as músicas dela eram conhecidas pelo público. Estava certa. Only Girl, Disturbia, Shut Up and Drive, Man Down, S&M, Hard, Unfaithful, Te Amo, California King Bed,What’s My Name?, Rude Boy, Cheers, Don’t Stop The Music, Love The Way You Lie e Umbrella. O público sabia – e amava – praticamente o setlist todo! Mesmo usando um único figurino (ai, amay aquele mucão, puro poder!) e cenário minimalista (qual?) a racha botou a Cidade do Rock abaixo segurando o show todo com sua voz poderosa. Sou todo amor, Ri! ♥♥♥♥♥
Outyra coisa que amay, foi ser reconhecido e encontrar um monte de gente daqui da terrinha. Ia passando e sempre ouvia um “Olha, o Dé do Babado Certo!”. SUASLINDAS!
Uma coisa que também me provocou muito encantamento foi o banheirón do RIR. Beesha, era um mictório de dezenas de metros! Você ia mijar, olhava pros lados e via 200, 300 necas enfileiradas. E tinha várias bees abusadas que ficavam de neca dura se masturbando ainda! Qüenda! E eu fiz um videozinho do mics pra vocês verem que eu não estou mentindo:
Ó, já estão a venda os ingressos pra próxima edí-ção, tsá? #fikadika Muah!

Sobrevivi! E estou aqui de volta para contar TOOOODA a experiência do maior evento de música do mundo e agora, mais do que nunca, do meu coração! ♥
Antes de sair de Vitorinha, passei na casa de uns amigos e tomei algumas cervejas. Fui para rodoviária – sim, fui de ônibus – e antes de embarcar tomei 1/2 ritotrilzinho para viajar tranquilo. QUE MERDA! Me esqueci das reações adversas dessa mistura e a viagem de 8 horas até o Rio de Gayneiro foi uma “viagem” nos dois sentidos. Apesar de ter dormido daqui até lá percurso foi totalmente intranquilo, porque eu sempre acordava em sobressaltos com alucinações bizarras de gritos histéricos, acidentes e gente morrendo. Uó!
Inclusive no meio do show piquei e joguei tudo no chão e depois de minutos veio uma racha me devolver os pedacinhos dizendo com cara como quem diz ‘danadinho’: “Acho que isso é seu!”
Uma das piores coisas do festival era comprar comida e bebida. Porrãm, filas imensas e péssimo serviço de atendimento do Bobs (merchand #fail). Quando fui me preparar pra maratona de shows, um boy enraivecido arrancava a placa do caixa e atirava nos funcionários. Daí ninguém mais quis atender e foi um Deus nos acuda, que só se resolveu com muita gritaria e ameças. Eu, demorei um pouco a chegar ao caixa, mas comprei logo vááááárias fichas, daí me facilitou o ‘serviço’ todo.



8- Sempre você vai achar frases de escritores famosos ou correntes que falem mal de homem, por exemplo: “A mulher: nasce amando, vive chorando, e morre perdoando. O homem: nasce mentindo, vive iludindo, e morre traindo. “;






