Todas entrando desde às 10 da manhã, só esperando esse texto, não é mesmo? Pois nem deveria, afinal, quem me viu dançando Run the World deveria saber que não acordaria antes do meio-dia.
Mas foda-se a ressaca da Max, vamos à análise:

Um festival de belezas exóticas
Cheguei por volta de meia noite e meia, e a porta já estava com um pequeno público aglomerado, o que eu achei promissor, diante do horário que as bee’s são acostumadas a chegar, só pra poder provar que não foram de transcol.
O movimento da fila estava frenético, havia um atendente para os convidados e pessoas com o nome da lista, e outro atendente para os pagantes, e aí se formou um problema. Como não havia duas filas, os dois grupos ficavam misturados e, quando algumas bees mais fervidas chegavam e perguntavam na porta sobre o preço da boate, o segurança passava a gay que acabou de chegar, na frente de todo mundo que tava esperando na fila. Eu não dei basfond, mas algumas bills com alma de feirante bem deram uns gritos e resolveram rapidinho o problema. Ah, e diga-se de passagem, a drag Lina Bella estava deslumbrante!
Entrei, a decoração não estava muito diferente da antiga The Pub, que não precisava de muita coisa, na verdade, só uns detalhes de luz já fizeram toda a diferença. Dois andares, trânsito liberado pras gays subirem e descerem, sem segregação.
Mas só não entendi uma coisa: vocês se lembram de uma área reservada no segundo andar? Tipo uma sala fechada, mas só pela metade? Entón, quando chegay, era cedo, e não tinha quase nenhuma bee lá embaixo, mas TODAS se aglomeraram dentro daquele quadrado, que tava até fazendo calor. Por que será? Seria porque as gays de Vitorinha adoram uma área VIP ou porque o ar-condicionado MARAVILHOSO da boate estava incomodando e elas tiveram que ficar juntchênhas pra se aquecer?
Bebidas, atendimento ótimo, rápido, efetivo, mas achei que tinham poucas opções de drinks. Por mim, tendo tequila, cerveja, vodca e refrigerante, tá de boa. Mas vocês conhecem elas, néam? Adoram um drink colorido, tanta cor, mas tanta cor, que você bebe e pensa que tá numa onda de LSD.
Dessa vez tinha guarda-volumes! Eu acho, na verdade. Tinha uma racha sozinha numa salinha do canto que só podia ser aquilo, ou era um calabouço pra prender as heterossexuais perdidas?
Área de fumantes, já apelidamos de AQUÁRIO. Sim, bee’s, a área de fumantes era pequena, beeeeem pequena, num corredor que dá num vidro pra rua, ou seja, todo mundo que tá do lado de fora te vê, e vice-versa. Eu confesso que inúmeras vezes me senti aquelas putas da Holanda, que dançam em vitrine, sabe? Acho que deixar o pessoal fumar na rua seria melhor, a pulseirinha existe pra isso, galera.
A música… é… eu só ouvi a primeira Beyoncé e Lady Gaga às 4 da manhã, porque eu me esgoelei lá embaixo pra pedir! E outra, não tocar Amy Winehouse? Tem que ver isso aí, né, gentchy? A mulher morreu, é a hora que todo mundo vai querer ouvir de novo. O sets estavam um LU-XO, tirando esse probleminha de não ter as divas, eu te juro, eles misturaram músicas que agradam desde a bee menor de idade que falsificou a identidade pra entrar, até a gay Old School que foi na inauguração da Chica Chiclete. Tenho pouco a reclamar da música, mas vamos colocar mais divas, tsá?

Pra quem sabe, pra quem entende
Eu sei que vocês querem que eu comente sobre aquele bafo que só sabe quem estava lá, mas eu vou deixar que VOCÊS me digam nos comentários.
Por fim, não achei que tenha sido culpa da casa, escolhas infelizes sempre acontecem, e deve partir de nós a compreensão pra dar uma segunda chances pra eles. Deixem de ser rancorosas, se vocês dão “colher de pegar arroz” pro boy que te sacaneia num dia e te come no outro, por que não dar uma colherzinha de chá pra boate? Inclusive, já estou sabendo quem eles vão chamar pra compensar, e, meninas, VALE A PENA dar um voto de confiança.