Em resposta ao basfond que deu o post passado, venho esclarecer o ocorrido.
“O papa Bento XVI condenou o aborto e o casamento homossexual como “insidiosos e perigosos”, em discurso pronunciado nesta quinta-feira (13/05) no Santuário de Fátima, em Portugal – país que legalizou o aborto em 2007 e está para promulgar o matrimônio gay.”
Primeiramente: de que igreja católica estamos falando, a grande senhora feudal que chegou a vender indulgências e um pedacinho do céu para as pessoas menos informadas, a mesma que queimou Joana D’arc, e outros tantos, numa fogueira acusando-os de bruxaria? Ou ainda, que queimou tesouros literários por estes levarem as pessoas ao pensamento livre, ou quem sabe, aquela que se omitiu diante do nazismo e que agora condena a homossexualidade e a trata como uma perversão e depravação da psiquê humana?
Acredito em Deus, porém não na religião feita pelos homens, aquela que pode ser corrompida por pensamentos de uma minoria influente. Dizer que o Papa respeita os homossexuais seria uma grande ironia. Querer a ordem e propor mudanças é uma coisa, imposição por ódio e sangue é outra .
O Papa diz: “A homossexualidade é uma depravação e uma ameaça à família e à estabilidade da sociedade”. Mas depravação maior ainda é o que o clero anda fazendo com as crianças que frequentam e trabalham em suas igrejas, achando que estão contribuindo para o reino dos céus, quando na verdade estão satisfazendo os desejos da carne destes. Estabilidade da sociedade? E tem como a sociedade ficar mais instável do que como a vemos hoje? Biológica e óbviamente um casal homosexual não pode gerar uma criança. Fato. Mas muitos de nós tem condições (e querem) de cuidar de uma criança muito melhor do que vemos por aí pais jogando filhos das janelas ou deixando na miséria, abandonados a própria sorte na rua.
Todo mundo já deve ter ouvido ou até mesmo falado a respeito da situação de homossexual, não por escolha, mas por imposição, condição ou forças do destino. Lembra ali em cima, quando eu disse que acreditava em Deus? Pois bem, não acredito num Deus vingativo, um velhinho sentado num trono, mandando menininhos “bons” para o céu e “maus” para o inferno. Nem tão pouco acredito que esta nossa “condição” é por acaso, acredito num Deus benevolente, numa força acima do bem e do mal, que não está aqui para julgar ninguém, acredito que estamos aqui, para aprender e que a vida é a maior escola que podemos ter, e se Ele nos colocou nesta condição é porque alguma coisa temos que aprender dela.
Ser gay, lésbica, transeuxal, travesti, bisseuxal ou ainda transgênero, negro, pobre, deficiente, não importando a qual minoria você pertence, a aprovação, primeiramente, vem de si mesmo, a convivência pacífica é resultado do esforço conjunto.
Talvez, por tanta declarações errôneas de nossos líderes, aqueles que deveriam ser exemplo haha, eu não possa ter a liberdade de sentar com minha avó (católica praticante) e conversar sobre meus desejos, sonhos e acima de tudo AMOR.
P.S: Agradecimento em especial ao Leo López que me ajudou a organizar os pensamentos…