Voltando… Ainda sobre os efeitos da folia de momo, e contabilizando
fatores financeiros, materiais e psicológicos.Deixo um pequeno fragmento do carnaval: Sexta-feira, antes de sair para a praia, conversava com a Tchynna pelo MSN sobre a minha falta de coragem em situação e lugares de pegação. Não banco aqui o moralista, hipócrita ou a Bill do armário, até porque não presto mesmo, apenas sempre fui meio cagão. Logo,na folia, tomado pelo som do carnaval, algumas bebidinhas e uma bexiga cheia, fui parar em um canto da praia que só depois fui perceber ser ponto de pegação. Quando olhei para o lado e vi dois caras se pegando, a sensação foi tão engraçada que quase sai correndo, com os braços abertos, me sentindo a Julie Andrews nos Alpes. Fiquei parado e do nada tive uma crise de riso da situação e comecei a caminhar para sair dali. Quando do nada aparece um cara e pergunta se estava tudo bem, o que logo foi respondido e engatilhado uma conversa que durou alguns minutos. A conversa nos levou a umas pedras na praia, que em sã consciência nunca nem chegaria perto, e continuou por mais alguns minutos. No fim já estava de saco cheio do doce que a beesha fazia e dei tchau e virei as costas para sair e ir embora. Como um verdadeiro nascido sob o signo da Lei de Murphy, essa saída que poderia ser normal, acabou com uma queda nas pedras, joelhos e mão ralados e um medo de ter ficado com o rosto da Rihanna. Humilhado pela queda e deixado sozinho pela minha falta de tato ao falar com as pessoas, já estava cantando mentalmente All By Myself, eis que minha sorte começa a mudar.Fui socorrido por um cara que estava sozinho nas pedras e observava a minha conversa, e veio me ajudar a levantar. Como o ditado diz – No inferno abraça o capeta – acabamos ficando de conversa. Soube que ele era mineiro, tinha uma namorada que no momento estava em casa dormindo, e fazia muito tempo que não ficava com um cara. Sendo uma gracinha, não perdi tempo e acabou rolando uma pegação básica, o que ainda me trouxe mais alguns arranhões nos pés. Acabo por aqui para não escrever um conto erótico.Dessa vez Murphy não me sabotou de um todo. Aos poucos voltamos com nossas atividades normais!





